Piratas sem querer
Torna-se cada vez mais difícil escrever para este blog, pois a Cultura parece ter parado, sido suspensa, adiada, cancelada (mesmo que muitos artistas não parem de nos animar no Instagram e no Facebook). No passado, utilizei muitos eventos como temas dos meus posts (festvais literários aos montes, leituras, debates em livrarias, idas de autores a escolas e bibliotecas); porém, o vírus agora ocupa tudo e, quando vemos um telejornal ou ouvimos o noticiário da rádio, parece que realmente não há nada para dizer que não seja sobre o estupor. Mas… não precisamos de andar informados, sobretudo com tanta contra-informação a chegar às nossas caixas de correio virtuais? É cada vez mais importante seleccionarmos os meios de comunicação fidedignos e os profissionais do jornalismo do resto. Ouvi-los, lê-los, vê-los na TV. Mas cuidado: sempre que um artigo nos enche as medidas, a tendência é partilhá-lo a correr nas redes sociais. Ora, sabia que isso é pirataria? Que a generalizada partilha sem regras dos conteúdos informativos põe em causa milhares de postos de trabalho, a credibilidade da própria informação e talvez mesmo a sobrevivência de algumas publicações? Eu, quando partilho aqui as minhas crónicas, faço-o ao final de duas semanas de terem sido publicadas para não prejudicar o jornal nem lhe tirar leitores. Agora, os órgãos de informação juntaram-se e pedem-nos que paremos com as partilhas abusivas de conteúdos jornalísticos. Conto com os Extraordinários para isto?
Hoje vou sugerir a leitura de Crónica de Uma Morte Anunciada, de Gabriel García Márquez. Um pequeno livro sublime. (Ontem esqueci-me completamente da sugestão, desculpem. O que vale é que ninguém deu por isso.)
Nem nunca imaginei que fosse pirataria... mas faz sentido, afinal não é proibida a reprodução de livros, por exemplo?
ResponderEliminarPorém, mais do que pirataria, o que me parece é ser o reverso da medalha, pois quem criou esta facilidade de a informação circular, foram os que agora se queixam disso, abriram a caixa de Pandora, usam e abusam da informação on line, invadem-nos a torto e a direito, e, afinal estala-lhes a castanha na boca!
Preocupados com os seus direitos e rendimentos, estão certamente os magnatas e os tiranos da informação, agora, preocupados com os postos de trabalho... nisso não acredito!
Aliás os jornais e a informação on-line ou na net, ou lá como lhe chamem, trouxe exactamente isso: redução de custos, porque dispensaram muita gente... lágrimas de crocodilo! É como a BRISA preocupar-se com o destino dos portageiros que substituiu por máquinas... francamente, hipocrisia e desculpas de mau-ladrão (nem pagadores são!).
Quanto à falta de assunto para postagem Extraordinária, também compreendo que sim!
Porém, o nosso tema fulcral é inesgotável... os livros, a leitura, os escritores... o que porém lhe daria um trabalho insano e injusto, por exemplo de divulgação ou análise.
Temos de ser nós a auxiliá-la!
Amanhã vou tentar desenvolver aqui um tema, que a mim interessa muitíssimo e que me faz ser bastante crítico em relação aos livros que leio, e, é a adequação da linguagem usada, aos personagens. Muitas vezes essa desadequação torna pouco credível o personagem ou desvirtua o diálogo ou a exposição!
Isto se acharem que valha a pena... mas pode ser tema de conversa entre nós, leitores Extraordinários e o alívio das meninges da Nossa Extraordinária Anfitriã!
Saudações cá da Cidade Morena!
A "Crónica de uma Morte Anunciada" de García Márquez é um bom livro, de facto. Já o li, penso relê-lo um dia destes, pelo que esta sugestão não caiu em saco roto.
ResponderEliminarQuanto às partilhas de informação, faço-o ao "de leve", resumindo com palavras minhas, principalmente no blog, o que não é ilegítimo, tanto assim que saem muito posteriores à publicação original. Não me recordo de indicar a notícia ou o artigo publicado na parte ou no todo e, se o faço, aponto notas originais, entre aspas, indicando a fonte, explanando da minha lavra. O que mais é repartido e plagiado são os "memes", mais propriamente através do WhatsApp, mas a fonte original é naturalmente anónima.
Sobre este tema tenho a dizer que costumo receber pedidos de autorização para reproduzirem textos meus (geralmente históricos, de monografias) e desenhos já publicados. Dou inteira autorização e fico satisfeito por considerarem o trabalho merecedor de réplica. Também já vi reproduções de produção minha sem os ditos pedidos, e não me incomoda, tanto que as considero publicidade à publicação que já circula.
Esta é a minha posição, mas quem sou eu?!...
Não sei se é pirataria... mas acho que já aqui contei estas duas coisas, passadas comigo - e quem sou eu? Um romeiro... enfim...
ResponderEliminar- Ilustrações minhas, publicadas na revista Mundo Submerso, aparecem em sites de pesca submarina brasileiros, como sendo do dono do site ou dos postadores! Se me orgulha o ter sido usado, também chateou não ter havido uma referência - assumo a vaidade!
A partir daí, por sugestão do Luis Filipe Quinta, passei a assinar num canto!
Desde há muitos anos que me habituei a ver artigos meus, citados ou reproduzidos em sites, normalmente com a indicação de serem meus, pois muitas vezes são postos por gente conhecida... na actualidade, e porque há muita gente em casa, saudosa de sair para o campo ou para o mar, houve um acréscimo dessa repescagem de artigos!
Tudo bem... não me molesta.
- Quando li um certo romance, de autoria de um conhecido jornalista da TV, tive a estranha sensação: este leu o meu Largueza... e foi inspirar-se nalgumas idéias, sobretudo no início...
Plágio? Não, não se trata disso, mas sim de ter aproveitado ou ter-se inspirado nas minhas idéias, que por minha vez também me inspirei noutras! Aliás faço um extenso rol das obras em que me inspirei ou usei como fontes, por agradecimento ou para divulgar e provocar a leitura dessas mesmas obras.
Afinal não há nada de novo debaixo do Sol! Mas não deixa de ser uma sensação curiosa...
Saudações cá da Morena Cidade!
Ó Pacheco, uma coisa é o nosso orgulho de ter sido usado através da sua produção, outra coisa é a falta de indicação da autoria. Isso é desonestidade de quem "saca" e coloca como seu.
EliminarRelativamente a colocar a assinatura nos desenhos e pinturas, isso é fácil de tirar. Com qualquer modesto programa de imagem consegue-se retirar a "propriedade".
Enfim, não será por isso que desistamos das tarefas. Se cumprirmos a nossa parte, esse exemplo pode servir para os "piratas" da perna de pau, pois tais pernetas não são capazes de fazer por eles e precisam dos trabalhos alheios.
Um abraço do ensolarado Planalto, onde a quarentena se faz, com gajeiro no cesto da gávea e sem terra à vista.
Por acaso estava a pensar em si... ilustre ilustrador (posso dizer assim?) , que deve sofrer bastante dessa piratagem!
EliminarEu, quando era pequeno, adorava "copiar por cima", com um papel vegetal e um lápis macio, passava horas a copiar imagens! Mais tarde comecei a copiar à vista... tenho muita pena de não saber desenhar, embora me ajeite a fazer uns esboços.
A minha avó Maria Cecília desenhava e pintava muito bem, a minha irmã mais velha desenhava a carvão bastante bem, ambas tiveram aulas com Mestres, mas nunca foram além do nosso museu familiar!
Abraço planáltico!
O desenho, tal como a escrita, resulta de imaginação e treino, a que se junta uma coisa muito importante: gosto e predisposição.
EliminarÉ natural que haja muito quem escreva, mas não haverá tanto quem se dedique ao desenho. Juntando as duas coisas, ainda que com pouco engenho (como eu), é o ideal. Para se criar é necessário entrar no Paraíso, deixando a imaginação percorrer esse éden a seu belo prazer. É um estado indescritível quando se cria, é-se transportado para outra galáxia. Só se regressa à Terra quando se é interrompido pelo despertar terráqueo de alguma campainha, da hora das refeições, da visita de algum amigo e por aí adiante.
Tenho o privilégio de viver num local onde se ouvem os pássaros cantar e uma gata que vem dormir para o meu escritório, não interrompendo nem fazendo barulho.
Com a homenagem de Chico Buarque à morena de Angola, nestes dois versos iniciais (sem piratear a maravilhosa letra)
"Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela"
mais um abraço para si, nessa Morena Cidade.
Gostei de ler o que disse, sobre criar!
EliminarAcho que a arte deve ser isso, sim... e daí eu separar o artista da pessoa, o que faz confusão a tantos... o artista cria, e creio que o faz apenas porque e para isso, não o faz para ninguém ou por ninguém, deve ser como respirar! Depois o homem, esse pode cometer acções más, a que o artista é estranho!
Abraço sincero, gosto de o ler!
Os desenhos e ilustrações são das obras mais pirateadas. Conheço muitos que lhes "sacam" os desenhos dos blogs e usam sem colocar os créditos. Nem pedem emprestado.
EliminarHá um par de anos, a Time Out usou uma imagem minha para anunciar um evento. Alertaram-me e contactei-os. Pediram desculpa e fizeram uma pequena nota no início da revista do mês seguinte. No meu caso, nem iria pedir dinheiro, mas ao menos pedissem licença para o uso. São hábitos. A Arte é pública e podemos usar à vontade. Alguém tem sempre um sobrinho com jeito para o desenho e pode fazer o trabalho de "borla". Claro que lá se vai a qualidade.
Nem vale a pena assinar, que retiram isso da imagem.
Sem contar alguns pequenos editores que depois nem chegam a pagar os honorários ao autor. Conheço alguns casos que depois pagam-lhes em livros. E depois o autor é que os vai vender para receber o que era seu?
Em relação aos jornais basta alguém ter o pdf de uma edição de um jornal/revista e vai de passar a todos os amigos para lerem. É uma grande tentação, porque todos esbarramos no Nónio.
Deixei de ler o DN quando barraram as notícias, mas entendo. Há uns anos que me fiz assinante do Público e compensa muito. Com acesso a tudo e com o cuidado de não andar a enviar para os amigos. Temos de proteger os autores seja dos jornais, livros e desenhos. Fiquem bem!
Concordo inteiramente, Henrique. Os desenhos e ilustrações são pirateados à descarada. Às vezes, deparo com alguns meus na internet, a propósito de assuntos que até nada têm a ver com a proposta original. Já os vi em azulejos e até um pastiche em forma de quadro a óleo e um no mural de um café (na parede), a todo o tamanho. É um vírus para o qual já estou vacinado. Por vezes até acho piada, sorrio e fico-me por ali.
EliminarA propósito, aprecio os seus sketchbook, pois é uma arte expontânea colhida do natural, "in loco". Tenho algumas e histórias curiosas à volta de cada um deles. Como levo comigo um estojo de aguarelas, monto a traquitana e não tarda muito aparecem os mirones, alguns silenciosos e outros a fazerem perguntas. E há aventuras... Um dia, em Buarcos, para desenhar uma rocha em baixa-mar, tal foi a minha distracção que, ao acabar o desenho, reparei que o nível da água tinha aumentado. Com o livro e os apetrechos no ar (como Camões faria aos seus poemas no naufrágio), lá fiquei todo molhado, mas salvei o trabalho.
Quando me desloco a convite dos agrupamentos escolares, a título gracioso por decisão minha, geralmente é sobre o texto e ilustração. Com o texto, alguns ainda bocejam, mas quando chega a hora da ilustração, pode entrar um elefante na sala que ninguém dá por isso.
Parabéns pelo seu trabalho e pelo seu blog, Henrique.
Agradeço o elogio Fernando. Gosto muito do desenho de observação e desenho também muito com os meus filhos. Os pequenos adoram desenhos e mesmo nos livros de estórias querem sempre ver os desenhos. Daí ser mais fácil cativar a atenção da juventude pela ilustração e desenho.
EliminarEngraçada a situação de Buarcos. Distraímo-nos com a subida da maré ou às vezes com uma chuva forte repentina. E aí é correr com o caderno e as aguarelas...
Vi que tem vários de blogs e gostei dos desenhos do "Lendas Portuguesas". Vou dar uma espreitadela.
Quanto aos desenhos, não há forma de os proteger de serem impressos em qualquer lugar do mundo.
Como curiosidade, digo-lhe que os originais das "Lendas Portuguesas", coloridos com lápis de cor, repousam num sketchbook, com o texto colocado do lado direito e a ilustração do lado esquerdo. Já vou no segundo e há material para mais. O blog serve como forma de divulgação geral.
EliminarHenrique visitei agora o seu blogue (curtinas) e estou absolutamente fascinado com os seus desenhos.
EliminarQue grande artista!
Henrique visitei agora o seu blogue (curtinas) e estou absolutamente fascinado com os seus desenhos.
EliminarQue grande artista!
Mas como é que estes talentos continuam desconhecidos da grande maioria dos portugueses que, em contrapartida, só publicitam Raminhos, Cautelas, Cristinas Ferreiras, Fernandos Rochas e outros(as) imbecis idênticos?
Santa ignorância!
Obrigado Seve. Tenho de voltar a actualizar o blogue, tem andado meio esquecido.
EliminarConheço muitos desenhadores que fazem belas obras, mas o nosso maior gosto é colocar as pessoas a experimentar o desenho.
Em relação aos talentos que fala, acho que há espaço para todos. Embora sejam pessoas que não acompanho o trabalho, por não ser do meu interesse, acho que podia ser feito um esforço para mostrar ao público a capacidade artística em Portugal. Alargar o leque de Artes que existem a todos, desde novos.
E é isso que procuramos, nos Urban Sketchers, a divulgar o desenho e a sensibilidade artística. Abraços e fiquem bem!
Não devemos confundir a estrada da beira com a beira da estrada: obviamente que a partilha de uma crónica não será seguramente pirataria. Ora acontece que tenho 1 amigo, piloto numa companhia aérea, que tem acesso a várias publicações em formato pdf e partilha "generosamente" com os seus amigos. Por exemplo, eu adoro ler as crónicas da Dulce Maria Cardoso que são publicadas na Visão. No entanto, se esta revista for assim partilhada não haverá forma de ressarcir a DMC do seu esforço e estaremos mercê de uma imprensa cada vez mais previsível e enfadonha, como já o é na maioria dos casos.
ResponderEliminarExtraordinário António Dinis, permito-me uma observação em jeito de pergunta:
Eliminar- Ao partilhar as crónicas que refere, parece-me que não está a prejudicar a autora! Pois suponho que ela seja paga por um valor acordado e não por revistas vendidas (?)
Não acha que quem pode ser prejudicada é a dona da revista? Porque isso pode traduzir-se em menos revistas vendidas?
O que de resto, também não me parece, porque acho que ninguém compra uma revista como a "Visão", só por causa da crónica da autora, por muito boas que sejam...
Abraço cá da Cidade Morena!
Caro António Luiz Pacheco,
EliminarConcordo que não se compra a revista pelas crónicas da DMC, como não se compra o DN devido às crónicas da MRP ou o Público pela coluna do MEC - as publicações valerão pelo seu conjunto. Ainda assim, permita-me que que lhe diga que essa partilha de pdfs, não de crónicas, contribui consideravelmente para um decréscimo de faturação dessas publicações. Esta era digital apresenta grandes desafios aos direitos de autor e os consumidores de cultura deverão estar no baluarte da defesa desses direitos, caso contrário corre-se o risco de os melhores deixarem de criar, pois terão que ganhar a vida de outra forma qualquer. Abraço.
A "Crónica de uma Morte Anunciada" contém um ingrediente extraordinário, que seria a morte do próprio livro não fora o talento de quem o escreveu. Ele informa logo no principio como começa e como acaba a história. Não há mais nada para saber. Mas o leitor, enfeitiçado, lê!
ResponderEliminarNinguém deu por isso não é bem assim mas por faltar um dia a sugestão não é razão para chamar a atenção, qualquer das formas ainda bem que estão de volta as sugestões, eu pelo menos já aproveitei algumas.
ResponderEliminarHenrique Cheira
Um livro extraordinário do García Márquez. Tenho acompanhado as sugestões, aliás vou começar a ler "Pátria" de Fernando Aramburu que conheci nesta página.
ResponderEliminarSou acérrima admiradora do blog, por escrever todos os dias da semana, sem falta. Quanta disciplina. Estou certa de que, mesmo nestes tempos estranhos, encontrará temas para os textos do blog.
Do Garcia Marquez só li e reli Cem Anos de Solidão. Penso que é o melhor de todos, não desfazendo dos outros romances, alguns até levados ao grande écran.
ResponderEliminarTambém gostava de acrescentar que dei por falta da sugestão de leitura ontem,mas fiquei feliz por não estar esquecida e por continuar.
ResponderEliminarGoethe confessou um dia por sua própria boca que se lhe tirassem tudo quanto pertencia aos outros ficava com muito pouco ou nada.
ResponderEliminarPor aqui se vê que cada um é o resultado de toda a gente.
Li quase toda a obra, publicada e traduzida em Portugal, de Gabriel Garcia Marquez (um dos maiores escritores de sempre) e ainda hoje estou para saber como é que nem a meio consegui chegar de "Viver para contá-la".
Permito-me uma sugestão:
Descubram (se eventualmente não conhecerem, claro)
JOHN FANTE?
Que grande escritor!
-A Confraria do Vinho
-A Primavera há-de chegar, Bandini
-Estrada para Los Angeles
-Pergunta ao pó
-Sonhos de Bunker Hill
faltam-me aqui mais um ou dois, tudo bom.
Um ESCRITOR!!!!!!!
Ó Seve, conheço-o de "Perguntem ao pó" ! Onde entra esse Bandini (lembro-me sempre da minha amiga Angela Bandini... eheheh!) , que é um grande livro se bem me recordo em volta da história de um escritor, ou algo assim... há um filme baseado no livro, mas nunca vi!
EliminarUma curiosidade, vi o filme Walk on the wild side (com a Jane Fonda) que adaptou ao cinema de um romance de alguém que não sei quem foi... é um filme muito bom!
Abraço!
Ó Paxeco realmente parece que o John Fante trabalhou nesse filme como roteirista (segundo a Wikipédia
Eliminar-roteirista será a mesma coisa que guionista-?
Não vi esse filme nem me lembro de o ter deixado de ver, porque efectivamente não conhecia; mas despertaste-me a curiosidade.
O que sei é que o John Fante é um grande escritor, daqueles escritores com o seu quê de misterioso, onde há sempre mais qualquer coisa a descobrir.
Um àparte, já que falaste na Jane Fonda, No sábado vi um filme com o irmão dela, Peter Fonda; curioso como estes actores eram tão medíocres tendo como pai um dos maiores actores de sempre - HENRY FONDA. Nem sempre filho de peixe sabe nadar.
aparte (não leva acento)
EliminarVi um ou outro filme com o Peter Fonda, mas só me recordo do incontornável e eterno: Easy Rider... filme de culto do nosso tempo e geração. Não me lembro de mais nenhum... dela, vi alguns de que também nem por isso me lembro de "grandes papéis", pelo menos em nova e se excluirmos o Barbarella, ahahah! No entanto e já entrada, creio que melhorou, mas é pessoa que nunca me inspirou simpatia.
EliminarO pai foi um grande actor, mas para mim sobretudo de Westerns, de que sou fã!
O John Fante foi guionista, creio eu... ou seja escreveu mais guiões. Por acaso o filme que refiro, vale a pena ver, o papelão nem é da Fonda e sim da senhora que faz de matrafona e cujo nome não me recordo... é um daqueles filmes sobre pessoas, o ser humano e a sua sobrevivência. Vais gostar, julgo eu.
Saúde da boa!
Não concordo com o título.
ResponderEliminarClaro que sabemos que "somos piratas". Não somos nenhuns anjinhos.
E a grande questão não trata de partilharmos um artigo de que gostámos, mas sim de revistas e jornais inteiros (em pdf).
(o anónimo sou eu... de vez em quando o "sapo" limpa os dados...)
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