Livro do ano Bertrand

Vale o que vale, mas não vem mal ao mundo divulgar este prémio (mesmo que quem vote não tenha necessariamente know-how literário). Decorre neste momento a votação da 4.ª edição do primeiro prémio literário português atribuído por livreiros e leitores, o Prémio Livro do Ano Bertrand, ao qual se apresentaram mais vinte e duas obras do que na edição anterior. Os 171 títulos estão distribuídos por quatro categorias – Ficção lusófona, Ficção estrangeira, Poesia e Reedição de obras essenciais em prosa –, e a pré-seleção contou com o contributo dos jornalistas Inês Fonseca Santos e Sérgio Almeida. Este ano, as votações dos Livreiros serão distintas das dos Leitores, pelo que haverá mais premiados (a menos que os gostos de uns e outros coincidam). Esta primeira fase decorre até 16 de março, data em que se encontrarão 40 finalistas, cinco de cada categoria. Destes, serão escolhidos os vencedores, que serão anunciados no Dia do Livro, 23 de Abril. Se tem cartão Bertrand, vote. Se quiser ser mesmo Extraordinário, vote em Torto Arado, de Itamar Vieira Junior, e Tríptico da Salvação, de Mário Cláudio, que fui eu que publiquei (risos). Aqui vai o link:


 


https://www.bertrand.pt/destaques/2-ficcao-lusofona-premio-livro-do-ano-bertrand-2019/00/00/9784

Comentários

  1. Descaramento: vote nos livros que eu editei, não nos melhores. Também é grave que a maioria dos votantes nem sequer tenha lido as obras a concurso. Farsa literatura...

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  2. "Há tanto tempo que morreu o sapo e é agora que estoura o papo" (ditado popular).
    Lembrei-me deste rifão porque, se não fosse a Maria do Rosário avisar, já tinha no "lixo" da caixa do correio electrónico, o convite da Bertrand para votar nas quatro categorias; convite esse com data de 29 do mês findo.
    Como fui a tempo, vá de recuperar a carta "amachucada" e tratar de votar. Como não sou de segredinhos, votei, e tentei fazê-lo em mais do que um título em cada categoria, mas a rodela laranja só pode aparecer em um só. Daí, porque a maioria dos títulos não os li nem os esfolhei (e nem os tenho), exibo os meus votos à saída da urna, que são:
    Ficção Lusófona - Tríptico da Salvação - Mário Cláudio (porque gosto mesmo)
    Ficção Ant. Estrangeira - A Morte do Comendador - Haruki Murakami (porque é um livro excepcional)
    Melhor Reedição - À Beira do Abismo - Raymond Chandler (e tenho a primeira edição)
    Melhor Livro de Poesia - A Musa Irregular - Fernando Assis Pacheco (se me deixassem, iam mais três).
    Depois, submeti. Tentei, naquela esperteza saloia-tuga, voltar lá outra vez, por motivos de consciência, dado existirem mais opções, mas não obtive mais do que o agradecimento da empresa promotora. Se não votasse, enfim, era como dizer - como já li algures - que nenhuma das obras reúne qualidade literária.

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  3. Eu gosto de falar é de livros, isto é conversa de consultor imobiliário (nome fino do vendedor de andares).

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    1. Ainda relativamente ao meu texto anterior, atenção que não posso deixar de salientar; - com todo o respeito, consideração e até gratidão que me merece todo este trabalho (praticamente diário), com que a MRP nos prenda.

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  4. António Luiz Pacheco5 de março de 2020 às 06:36

    Vou lá ver... pois não quero correr o risco de cometer injustiças!
    Votar no Torto Arado, par'mim, sará fácel, porque foi livro de que gostei muitíssimo!!!!!
    Ópois digo alguma coisa…

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    1. António Luiz Pacheco5 de março de 2020 às 07:46

      Não voto!
      Pronto… e explico porquê: - É que há ali livros de autores que me dizem o bastante para, não os tendo lido, temer vir a ser injusto!
      Não tenho dúvida nenhuma de que Torto Arado foi o melhor livro que li este ano. Votaria nele, mas há ali dois ou três títulos e sobretudo autores, que me fazem hesitar por não os ter lido. Pode parecer parvoíce minha, e se calhar até é... mas opto pela abstenção!
      Alguns daqueles livros, vou ler, digo já… Mário Cláudio, Mia Couto/ Agualusa, e a estreante autora de Tundavala (é um notável e grandioso acidente geográfico da província de Huíla, na cidade hoje chamada Lubango) a que dei uma olhadela… entre outros. Não sei se estarão à altura do Torto Arado, e esta é uma dúvida boa, daquelas que me compraz ter e vai dar prazer descobrir, lendo!

      Saudações justas cá da Cidade Morena!

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  5. Ó Pacheco, com todo o respeito, aceito a abstenção do extraordinário comentador. Essa dúvida também se colocou no meu caso. Porém, se virmos por outro prisma, provavelmente nenhum dos nossos extraordinários leram aquela "livralhada" toda, o que os impedia de votar.
    Votei num dos livros que a nossa anfitriã indicou (não obrigou, e isso seria impensável). E votei porque votaria nele, se ela o indicasse ou não.
    Sobre isto, só tenho a dizer: este blog é dela e ela fará a apologia do que bem entender. Neste aspecto, estou de acordo com ela, eu faria o mesmo. Se alguém discorda ou não gosta, só tem que dizer como o meu avó - "ponha à borda do prato".

    Cumprimentos do Planalto, onde as urnas só devem ter o meu voto.

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    1. António Luiz Pacheco5 de março de 2020 às 13:48

      Ah! Mas eu não contesto o pedido da Nossa Extraordinária Anfitriã!
      De modo algum, e porque não haveria ela de fazer essa sugestão?
      É mesmo só porque não li os outros, ainda, em particular aqueles de que gosto bastante!
      O Itamar que me perdoe, que muito gostei do seu livro e creio que é um autor muito interessante enquanto pessoa, creio que temos muito em comum, ele e eu… enfim, até alguns de nós se me entende!
      Ainda vou rever a minha neutralidade, que não é irreversível! Eheheheh!

      Grande abraço!

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    2. Eu não me referia ao comentário do Extraordinário Pacheco, quanto ao "pedido" da Extraordinária Anfitriã. Aproveitei a ocasião para esclarecer algumas outras opiniões, que são livres como as minhas,bem entendido, uma vez que ela tem o direito de exercer a publicidade que entender e fazer a apologia do que editou. Também traz aqui obras de outras editoras e de outros autores, recomenda-os e não ganha nada com isso.
      Eu votei porque este "post" avisou-me que tinha recebido um convite da Bertrand para votar, o que eu já tinha posto do caixote, talvez no dia em que a caixa do correio estava a abarrotar. Para votar em livros que gosto, estou sempre pronto; como jurado de algum prémio, esqueçam, saio da aeronave sem pára-quedas. Fui uma vez jurado na competição distrital de recensão no Ler Mais (julgo que era esse)... E não dormi bem, tanto mais que a organização me deixou a escolha de uma obra, um tijolo que eu próprio não tinha lido ainda por completo.

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