Esqueci-me
E não é que me esqueci do post para hoje? Isto é do confinamento forçado, desculpem... Bem, agora também não tenho tempo para quase nada. Vou por isso socorrer-me do jornalista João Morales, que gravou recentemente conversas espontâneas com escritores e outras personalidades na última edição das Correntes d'Escritas que vão sendo colocadas no Blog BranMorrighan. A primeira é com a Manuela Ribeiro e o Francisco Guedes, justamente os “pais” das Correntes d' Escritas. Desculpem o mau jeito. Obrigada, João Morales. Aqui vai o link.
https://www.branmorrighan.com/2019/03/conversas-de-correntes-joao-morales.html
Aproveito para sugerir um clássico: Fome, de Knut Hamsun. A edição que me espreita ali da estante é da Cavalo de Ferro e a tradução de Liliete Martins (imperdoável esquecimento nos outros casos em que aconselhei livros não ter mencionado os tradutores, desculpem).
A minha avó, nestes casos, aconselhava-me a não abusar do queijo. :)
ResponderEliminarOs tradutores, esses deconhecidos. Há traduções miseráveis que nos afastam de grandes autores. Em contraponto, há outras que nos aproximam dos livros: dou como exemplo o Rogério Casanova, responsável pela minha primeira leitura de Flannery O´Connor.
ResponderEliminarFlannery O'Connor grande, grande, mas tenho aqui na minha frente um belo livro de contos dela "Tudo o que sobe deve convergir", com tradução da Clara Pinto Correia (como gosto muito da Flannery e não li o original não notei que a tradução fosse má (ou boa)).
EliminarEssa é a edição da Cavalo de Ferro. E li precisamente esse livro na edição da Relógio d'Água, com tradução do Rogério Casanova.
EliminarJá li "Fome", obra prima, e "Pan" num registo panteísta completamente diferente. Ainda tenho aqui a espreitar "Mistérios", que muito me aguça o apetite, mas que aguarda a sua vez.
ResponderEliminarPergunto-me por que razão autores deste calibre têm uma divulgação tão tardia no nosso país e, no caso de Knut Hamsum, ter que aguardar pela iniciativa da Cavalo de Ferro.
Gostei da "FOME" ao contrário de "MISTÉRIOS" que foi uma desilusão, talvez pelas expectativas que a "Fome" havia criado.
EliminarNão é por nada mas dizem que esse tal Knut tinha simpatias pelo nazismo, isso não invalida, claro que tenha sido grande escritor. Ainda não li nada dele.
EliminarParece que sim, mas só descobri depois de ler o Fome.
EliminarE sim, era um grande escritor, até ganhou o Nobel, o que, evidentemente, não quer dizer nada...
Muitos, no início, apoiaram ditadores (julgando-os salvadores) e depois mudaram de ideias - não sei se foi o caso.
Mas Fome merece ser lido.
Boas leituras.
🌻
Maria
Boa tarde
ResponderEliminarQueria agradecer à Maria do Rosário Pedreira estes gestos diários de partilhas boas e luminosas. Gostaria de sugerir um livro belíssimo do escritor norueguês Simon Stranger, "Léxico da Luz e da Escuridão", Quetzal, 2020, sobre o dever de memória, a Noruega, o Nazismo, os resistentes e, acima de tudo, "as pedras de tropeço". Mas, terão de ler este livro para perceberem que precisamos muito do valor moral e cívico das "pedras de tropeço".
Um Abraço MUITO GRATO
Boa tarde
ResponderEliminarQueria agradecer à Maria do Rosário Pedreira estes gestos diários de partilhas boas e luminosas. Gostaria de sugerir um livro belíssimo do escritor norueguês Simon Stranger, "Léxico da Luz e da Escuridão", Quetzal, 2020, sobre o dever de memória, a Noruega, o Nazismo, os resistentes e, acima de tudo, "as pedras de tropeço". Mas, terão de ler este livro para perceberem que precisamos muito do valor moral e cívico das "pedras de tropeço".
Um Abraço MUITO GRATO