Crónica e agradecimento
Hoje é dia de crónica. Aqui vai o link:
https://www.dn.pt/edicao-do-dia/15-fev-2020/maes-e-filhas-11819210.html
Aproveito para agradecer aos Extraordinários a falta de histerismo e a calma desejável em situações como a actual. Na verdade, estava à espera de que, mal se soube da notícia de que Luís Sepúlveda estava infectado depois de ter estado nas Correntes com o vírus que anda a fazer das suas no mundo inteiro, aqui no blogue me viessem falar do assunto, perguntar se tinha estado com ele e dar conselhos. Mantiveram a discrição, e ainda bem. Eu estou ainda de quarentena (o período de 14 dias acabará amanhã à noite), mas bem, a trabalhar a partir daqui, e vigilante. Todos os dias nos liga alguém do SNS a saber como estamos, medimos a febre, lavamos as mãos, estamos atentos. Queremos que Luís Sepúlveda recupere depressa, isso, sim. E que desse lado, nenhum Extraodinário se veja na iminência de apanhar o vírus ou conhecer alguém que o tenha, pois é bem chato o isolamento. Boa sorte a todos.
Maria do Rosário,
ResponderEliminarAo ler os últimos posts, não me ocorreu que estivesse em isolamento social, mas é bom saber que está bem, e prestes a regressar ao normal quotidiano. Que seja um bom regresso, para compensar por estes dias.
É verdade que me questionei se a Maria do Rosário teria de alguma forma sido afectada pelo facto de ter passado pelas Correntes de Escrita e do Luís Sepúlveda ter apanhado o coronavírus. Mas tive pudor de perguntar e imaginei que chegaria uma altura em que falaria voluntariamente nisso. Folgo em saber que está bem!
EliminarE gostei muito desta crónica. Eu também nunca tive Nenucos nem Barbies, e não achava graça nem a uns, nem a outras. Mas tive uma Nancy, que adorava. Lembro-me de a pintalgar toda quando tive varicela, para ficar igual a mim, e lembro-me do choque de ver a minha prima, que dizia que queria ser cabeleireira quando crescesse (depois tornou-se advogada), cortar o lindo cabelo comprido da dela, e fazer-lhe uma espécie de madeixas… bons tempos!
Filipa
Ah, e eu tinha uma outra boneca, anterior, chamada Mimi. E como os meus pais, quando me queriam repreender, interpelavam-me com um “Filipa Eugénia!”, única altura em que usavam o meu segundo nome próprio, quando a Mimi se portava mal, eu fazia um ar zangado e repreendia-a com um “Mimi Ochéna!”. Desta história eu não tenho memória, mas a minha mãe conta-a muitas vezes, achava-lhe imensa graça. Brincar com bonecas era uma coisa boa: alimentava a nossa imaginação, e testava a nossa inteligência. Espero que ainda o seja.
Eliminar(nota: o meu texto anterior não era suposto responder ao do Pedro Neves mas sim directamente ao post da Rosário, foi um lapso meu).
Filipa
bom dia
ResponderEliminarque a quarentena seja apenas um período de pausa saudável
beijinhos e tudo de bom
A melhor atitude a tomar, não só pela Rosário como pelos comentadores, foi a omissão propositada sobre o tema. Para mim, a ausência de comentários sobre o contacto no "Correntes de Escritas", tem a ver com a sensata discrição dos Extraordinários, para se evitar o "Correntes de Pânicos".
ResponderEliminarÉ certo que é desejo de nós todos que a quarentena seja passada da melhor forma possível e que tudo corra bem para os intervenientes no evento. E devo acrescentar que todos estamos sujeitos a vírus, a várias estirpes e formas, sendo que uma delas, por incrível que pareça, às vezes manifesta-se pela estupidez e não é assim menos prejudicial.
Obrigado por partilhar connosco, sem alaridos, a sua quarentena, sem que os comentários tenham reflectido qualquer preocupação ou enfado.
E bom fim-de-semana.
Pois nem mais, caro Fernando Costa. Neste tempo viral, dos negócios, à política, à justiça (uns mais perigosos do que outros... e como temo bem mais o temível vírus desta corrupção larvar e cínica que nos atira para um dos lugares mais baixos do caixote de lixo da geografia e da história), faço votos para que o "vírus físico" não atinja com consequências gravosas nenhum dos nossos concidadãos e tenha pelo menos a "virtude" de promover pedagogicamente a percepção de igualdade e a decência entre cidadãos e cidadãs.
EliminarImaginei que a Rosário estivesse de "quarentena", por o Manuel ser o editor do Luís Sepúlveda.
ResponderEliminarMas isso é um "não assunto", o que nós gostamos mesmo é de livros.
E o mais importante é que o vírus continue a não gostar muito dos nossos ares e que a "montanha nos atire com mais um rato", como sucedeu com a Gripe A.
(e sim, que o Luís Sepúlveda, recupere bem, e nos continue a encantar com o "realismo mágico" da sua Latina-América)
EliminarPensei na hipótese logo que ouvi a notícia sobre Sepúlveda e, como as imagens teem mais efeito do que as notícias, quando vi o abraço que lhe estava a dar Francisco Viegas (podia ser noutra circunstância, que na televisão o que interessa é provocar efeito). Mas era uma situação em que a contenção era óbvia. E assim foi, felizmente. Contenhamo-nos, portanto.
ResponderEliminarComigo era mais camionetas, tratores, etc. Numa aproximação de Natal vi numa montra um cilindro e achei que era uma grande ferramenta para construir as minhas estradas. Pedi ao Menino Jesus que mo desse como presente. Não pedi a mais ninguém, não era necessário. A coisa falhou. Tive um grande desgosto. Comecei aí a duvidar de uma série de crenças que faziam parte de mim.
ResponderEliminarNão se preocupe e nem estranhe… eu tenho lido o Horas Extraordinárias, de máscara!
ResponderEliminarNão quis dizer nada para não panicar (termo presidencial…) mas agora já posso dizer!
Em Luanda, metem os passeiros dos vôos, num autocarro e levam-no não sei para onde , onde toda a gente é inspecionada e a temperatura medida… dizem os mujimos (boatos) que há gente infectada em Luanda… aqui é morte certa, esperemos que os infectados sejam gente que a gente gostava…
Saudações saudáveis e mascaradas, cá da Cidade Morena!
As brincadeiras das crianças, eram uma imitação do que faziam os adultos e portanto uma forma de aprendizagem… aquilo para que se evoluiu, a tal estupidez humana que Einstein presumia infinita, é outra coisa até aberrante!
ResponderEliminarEm garoto brincava com ferramentas de carpinteiro… sempre gostei de trabalhos de carpinteiro e ainda hoje e aqui trato eu mesmo de afinar uma porta, arranjar uma janela ou compor um móvel. Também fazia listas para expedições imaginárias, à semelhança do que lia no Júlio Verne e Emílio Salgari, e depois andava lá pelo canavial da horta ou pelo meio do milho, a caçar tigres imaginários. Fazia arcos e flechas com os vimes que o Celestino Brabêro preparava para fazer os cestos vindimos e depois apanhava da minha mãe quando este ia queixar-se… mas muita flecha espetei eu nas cascas de eucalipto que também pescava que nem os salmões do Grischka, com uma cana abicada.
Passava grandes períodos sózinho se não fossem os livros, que depois de inspiravam brincadeiras… hoje sei que muitas dessas coisas, brincadeiras e livros, me moldaram… e costumo dizer que o que é bom em ser criança é ter sonhos, e, o que vale a pena em ser adulto é realizá-los!
Saudações cá da Cidade Morena e votos de um Extraordinário fim de semana!
🙏🏻🙏🏻🙏🏻🙏🏻
ResponderEliminarÉ claro que pensamos em Vossa situação. Estivemos a orar, por si, e pelo grande escritor chileno.
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