«Coronaleituras»

O isolamento social está recomendado e é imprescindível neste momento; mas também é chato e muito custoso de passar, principalmente se as pessoas (e há muitas) não souberem ocupar os tempos livres ou não estiverem, como eu, em regime de teletrabalho. Mas é importante manter o sentido de humor para fugir ao pânico e não estar obcecado com a doença a tempo inteiro, até porque circula muita informação errada, veiculada propositada ou inocentemente, e isso não ajuda nada a manter a lucidez. O que ajuda é, por exemplo, ver como um grande jornal (o britânico The Guardian), com um grande sentido de oportunidade, nos oferece um artigo com sugestões de «coronaleituras», obras de algum modo relacionadas com os tempos que estamos a viver. E em modo de ficção, o que, evidentemente, é mais ligeiro e melhor para o espírito. Deixo-vos o link e lembrem-se: há alguns destes livros traduzidos e há livrarias virtuais!


https://www.theguardian.com/books/2020/mar/13/your-coronavirus-reading-list-reader-suggestions-to-bring-joy-in-difficult-times?utm_term=RWRpdG9yaWFsX0Jvb2ttYXJrcy0yMDAzMTU%3D&utm_source=esp&utm_medium=Email&CMP=bookmarks_email&utm_campaign=Bookmarks


 

Comentários

  1. Eu continuo a ler Histórias do Meu Tempo, uma antologia de Camilo Castelo Branco organizada por Viale Moutinho, com 620 páginas, Contos e Novelas de CCB, organização de Hugo Pinto Santos, com 750 páginas;comecei Uma Família Inglesa de Júlio Dinis e preparo-me para reler Crime e Castigo de Dostoievski, Viagem ao Fim da Noite do Céline e A Sangue Frio do Truman Capote. Espero que dêem até ao fim da quarentena.

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    1. Meu deus, isso deve resultar numa enorme confusão! Vamos ter Raskolnikov, natural do Porto, filho de comerciantes, que depois de estagiar na África equatorial onde é testemunha de crueldades hediondas, assassina uma velhinha usurária no estado do Arkansas, EUA... isto para além de inúmeras outras peripécias.

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    2. Não há confusão nenhuma, é assim mesmo, só se enganou na terceira hipótese, os Raskolnikovs são dois que assassinam uma família no estado do Kansas e depois são enforcados.Crime e Castigo!

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  2. E porque não (re)ler dois clássicos: "Morte em Veneza" de Thomas Mann e "A Peste" de Camus?

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  3. Como diria La Fontaine: «Convém que as crianças se alimentem de fábulas ao mesmo tempo que sugam o leite... Não há outro meio de acostumar desde muito cedo à sabedoria é à virtude. Em vez de sermos habituados a corrigir os nossos hábitos, melhor será conseguir torná-los bons enquanto são indiferentes ao bem e ao mal».
    Um privilégio poder estar acompanhado por La Fontaine, esperando que um mundo novo, mais justo, melhor, nasça por "debaixo da saia" dos nossos velhos e maus hábitos.

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  4. António Luiz Pacheco17 de março de 2020 às 13:07

    Tal como a esperança, o humor é o último a morrer!
    Saudações mais mortas que vivas cá da Cidade Morena.

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