Book nook

Uma das coisas mais interessantes quando se tem um blogue é a possibilidade de os seus leitores darem ideias para posts... Isso aconteceu-me recentemente com um Extraordinário (Luís Vieira) que, embora não esteja entre os comentadores assíduos, achou que o assunto merecia divulgação. E merece, até porque presumo que, como aconteceu comigo, a maioria dos leitores do Horas Extraordinárias não sabe o que é um book nook... E o que é? Bem, algo que pode tornar bem mais viva e bonita uma estante de livros. Imagine, por exemplo, que entre os seus livros de espeleologia põe um book nook com uma gruta ou que, ao lado de O Livro da Selva, põe um book nook com animais selvagens? A descrição fica aquém, bem sei, e nada como ver com os seus próprios olhos para perceber a coisa em toda a sua extensão. Então, aqui vai o link que Luís Vieira me enviou, para que vejam também um série de book nooks e possam escolher ou fabricar os vossos próprios:


 


https://www.buzzfeed.com/christopherhudspeth/book-nooks-bookcases-shelves-creative-art-diy


 

Comentários

  1. A designação fez-me vir à memória, por mnemónica, o filme "Nanook, o esquimó".
    Estes recantos são realmente lindos nas estantes, mas requerem dois pormenores que são importantes para a sua instalação: espaço para dispensar três ou quatro livros; profundidade da estante. No meu caso, se bem que tenha a profundidade na estante que circunda o meu escritório, falta-me o espaço, que sempre acho pouco, tanto assim que tenho livros atrás e à frente das prateleiras. Às vezes procedo a arrumações, mas arrependo-me quando pretendo encontrar os livros que mudei de sítio. Também é costume colocar livros na horizontal sobre os livros na vertical, dado que esta estante nunca é cabonde (termo popular) e não permite às aranhas montarem as suas tendas de campismo.
    Isto não quer dizer que esta ideia não seja boa, porque é, no meu entender. Poderei dispensar um ou dois espaços e, à noite, com estes recantos iluminados e com as restantes luzes apagadas, ter o privilégio de um ambiente mais intimista, enquanto teclo no computador. Ainda, em alternativa, colocar na sala de estar, para impressionar as visitas, uma vez que tenho lá livros em estantes apropriadas. Mas, enfim, não seguirei esta última ideia, por se tratar de pedantismo, tributo este ao qual não pago imposto.

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    1. Desculpem vir aqui corrigir um pequeno pormenor, de maneira que se compreenda o cair do pano do meu texto anterior - onde escrevi "ao qual não pago imposto" devia ter escrito "do qual não pago imposto". Trata-se de mero lapso de dedos no teclado.

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    2. António Luiz Pacheco3 de março de 2020 às 04:13

      Lapsus digitus?
      Ora aí está, temos uma nova designação fruto da modernidade digital e informática!!!!
      O homem sempre em evolução, eheheh!
      Abraço evoluído!

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    3. Boa (!) essa do lapsus digitus (digiti ou digitorum), se o lapso de tempo que se interpõe entre o meu latim do 6º e 7º anos ainda se mantém na memória (lapsus memoriae). De qualquer forma, ó Pacheco, sei que não é lapsus calami, porque escrevo em computador e não em papel com caneta.
      Abraço latinizado desde este Planalto ex-romano, de que só restam os espíritos.

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  2. António Luiz Pacheco3 de março de 2020 às 04:32

    Extraordinário!
    Devo dizer que adorei a idéia… o meu problema é o do Fernando, ou seja absoluta falta de espaço nas estantes livreiras! Mas que gostei, gostei e vou estudar soluções…
    Tenho a livralhada distribuída por vários sítios ou salas, sendo que o que é romance e alguns temas como ensaio, biografias, ciências humanas e filosofia, etc. estão divididos por 4 estantes na "casa do meio" e de tal modo apertados, que não tenho hipóteses… já estão em 2 filas de profundidade e espalhados por cima, ao atravessado… não vai dar!
    No meu escritório tenho estantes com livros técnicos e dicionários, uma enciclopédia luso-brasileira.
    No corredor dos quartos do fundo, tenho várias estantes com BD (devo ter a maior colecção de livros Disney de Portugal!) e as Selecções do Readers Digest, mais alguns livros juvenis e infantis, ou manuais escolares. Pelo meio alguns brinquedos antigos.
    No que chamamos salão, há várias estantes de que se destacam e ocupam toda uma parede, 3 muito grandes, trabalhadas com as suas portas de vidro igualmente cheias e em 2 filas de profundidade, porém, nestas prateleiras largas vou colocando bibelôs e peças que tenham a ver com os temas, aqui estão os livros de história, antropologias, geografias e ciências naturais, caça, pesca, zoologia, botânica e Natureza em geral, livros de viagens, sobre armas, facas, e outros temas. Noutras mais pequenas, espalhadas, tenho a obra de Camilo, Eça e Aquilino, Torga, uma colecção de almanaques Bertrand e muitas revistas de caça, pesca, ou temáticas como a Epicur, National Geographic… é onde tenho colecções de arte africana, pedras, conchas, navalhas, os discos… vou analisar a hipótese de colocar por ali algum "escaninho"!
    Muito bem!
    Há coisas em que podemos e ter vaidade, julgo eu, sinceramente falando… e nos meus livros e "coisas" que tenho recolhido pelo Mundo eu orgulho-me e gosto de os mostrar! São coisas boas de partilhar com os amigos, com quem os aprecie, e muitos têm ou história eles mesmos ou alguma associada, um momento ou caso especial… também não abro a minha casa senão aos amigos ou a quem eu goste de estar com.
    Não tenho razão?

    Saudações eventualmente vaidosas mas sinceras, cá da Cidade Morena!

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  3. Eu tenho já alguns book nooks, avant la lettre, ou seja, estatueta africana de Benguela ao lado da História de Angola do Cadornega, o cavalinho de Dalarna ao lado de autor sueco, uma boneca artesanal húngara ao lado de As Velas Ardem Até ao Fim do Sandor Marai, uma flâmula do R.I.nº 15 ao lado da História da Unidade- Guiné 72-74.

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