Pessoa em visita

Pessoa é tão absolutamente inesgotável que continua a merecer congressos e colóquios e há sempre coisas novas para dizer sobre a sua vida e obra. Pessoa vai ser uma vez mais revisitado mas, ao mesmo tempo, vai visitar o Museu Vieira da Silva-Arpad Szenes no dia 13 de Fevereiro porque a sua casa em Campo de Ourique ainda está em obras. A ideia é fazer o ponto de situação do Congresso Internacional sobre Novos Estudos Pessoanos realizado em 2017 na Fundação Calouste Gulbenkian. Estarão presentes muitos investigadores, mas a actividade é aberta a todos os interessados, cuja entrada estará, no entanto, sujeita à lotação da sala. Serão debatidas as novas publicações e leituras de Pessoa por muitos estudiosos  portugueses e estrangeiros como Rui Sousa, Luís Andrade, Andrea Sanchéz, Pedro Sepúlveda, Luiz Fagundes Duarte, Nuno Amado, Diego Giménez, Ana Marques, Karen Pellegrini, Teresa Monteiro e António Feijó. E de certeza que ainda se vão descobrir muitas coisas novas.


 


 

Comentários

  1. A obra e o vulto de Fernando Pessoa, são incontornáveis na nossa cultura, embora não popular, sem desprezo pela mesma, pois que Pessoa não é de facto para todos, como se entende e sabe.
    Não foi para mim uma descoberta imediata , como Camões ou Gedeão, Torga, Aquilino, Nemésio - e não me refiro apenas à escrita, pois há algo mais por detrás dela, para quem o queira perceber - Pessoa é mais denso e até, misterioso, não sei se o termo é o mais correcto, mas é o que me sugere. Levei anos, apanhando uma coisa aqui e outra ali, julgo que por imaturidade minha, até que deveras entrei na obra, começando a ler "coisas", e fui desvendando aquilo que ainda nem por sombras consegui abranger e duvido que alguma vez consiga, por é de facto um Mundo, pois Pessoa dividiu-se mais do que em heterónimos (e cada um completamente diferente dos outros) por temas, assuntos.
    Enfim, sendo uma mera traça dos livros, resta-me a consolação de a estes grandes autores pensadores, verdadeiros Iniciados, ir apenas aflorando pela rama que está ao meu alcance lepidópterico.
    Seja como for, ele continua a inspirar pessoas, obras e a suscitar o interesse, talvez justamente pelos mistérios que possui.
    Eu mesmo, sem pretender ser Pessoano, o que ultrapassa a minha capacidade, me confesso ser muitas vezes inspirado pela obra.

    Saudações desta pessoa, cá da Cidade Morena onde a minha descoberta de todos os dias continua a ser a espantosa realidade das coisas!

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  3. Tenho pena de não ir ouvir António Feijó, estudioso que muito prezo. Pessoa é mesmo inesgotável.

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