Ler e pensar
A mulher de um amigo é professora numa universidade em Pequim e estava de férias em Portugal, julgo que em final de semestre, quando rebentou a epidemia do Coronavírus na China. Quando a situação se tornou muito grave, o vírus atravessou fronteiras e os casos se multiplicaram em muitas cidades, aumentando igualmente as mortes, a professora recebeu um e-mail da universidade, que era simultaneamente para professores e alunos, dizendo que não fossem à universidade até aviso em contrário (sendo a universidade um sítio onde se concentra imensa gente, pode ser também um dos grandes pólos de contágio). Mas a mensagem ia um pouco mais além, o que é especialmente relevante num momento em que a atenção à doença bem podia fazer esquecer tudo o resto. Dizia que, neste período em que vão ficar em casa, os alunos deveriam aproveitar para ler e pensar mais. E depois explicava que as várias faculdades iriam fornecer uma selecção de leituras muito em breve. Brilhante, não? Temos, de facto, muito a aprender com este exemplo.
No meio da habitual histeria colectiva e mediática sobre mais um vírus… sim, mais um, pois diariamente morrem muitos mais milhares com malária ou febre amarela… foi o ébola, foi a gripe das aves, é o clima… uma coisa é certa: morremos de certeza! E, quando tiver que ser!
ResponderEliminarBom, adiante, mas o que interessa é o apelo feito à leitura, para quem fica recolhido, se bem que os telefones espertos e as tv e essas coisas todas também ficam em casa com o pessoal, chinês ou não!
E sim, todos ao pretextos, momentos e apelos à leitura são válidos!
Haja saúde, haja leitura!
São os meus votos cá desde a cidade morena!
Presta-se bem ao começo de um romance contemporâneo. Uns personagens estão encerrados em casa a ler, a refletir, a imaginar, a comunicar entre si, sempre confrontados com as imagens que lhes chegam pela televisão onde o caos se vai adensando fazendo ecoar os ambientes mais negros dos tempos da peste.
ResponderEliminarBom dia com alegria
ResponderEliminarAvisam-se todas pessoas
A leitura não é consentânea com os tempos actuais.
Não há tempo para isso.
Repito: não há tempo para isso.
Atirem a matar se virem um homem a ler.
Assinado, Mário Henrique Leiria, remix
Boas leituras
cp
E eu fiquei curioso para saber quais seriam os livros aconselhados...
ResponderEliminarE eu fico mais curioso para saber que livros são entregues aos 18 portugueses e dois brasileiros durante os 14 dias de isolamento (dita quarentena), muito embora saiba que são disponibilizados - e bem - "livros, jornais e internet". Creio que os livros servirão, no caso, para uma leitura só, tão descartáveis como a internet, por motivos óbvios.
EliminarO meu desejo é que todos estejam livres daquela virose, com ou sem coroa.
Quarentena num Quarentão dá para ESCREVER um livro.
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