Crónica e bye-bye
Como todos os anos, lá vou eu mais logo para a Póvoa de Varzim, onde se realiza esse que é o melhor festival de escritores português, o Correntes d'Escritas, e estarei a acompanhar alguns autores que tenho por lá: a catalã Marta Orriols, por exemplo, mas também Isabel Rio Novo, David Machado, o também músico cabo-verdiano Mário Lúcio Sousa ou mesmo a escritora de viagens Raquel Ochoa. E, como tal, agora só voltará a haver post na segunda-feira dia 24 (véspera de Carnaval), mas deixo-vos já a crónica que habitualmente só chega ao Horas Extraordinárias à sexta. Durante estes dias leiam e divirtam-se!
https://www.dn.pt/edicao-do-dia/01-fev-2020/retrato-de-uma-epoca-11767675.html
Não sou maníaco da fotografia, mas valorizo fazer fotografias das coisas que vejo e lugares por onde ando, e partilhá-las. Ando sempre com a máquina, e tenho um espólio fotográfico muito grande das minhas andanças pelo Mundo.
ResponderEliminarNão tiro fotos com o telemóvel… enfim, às vezes tiro a peças ou a equipamentos para enviar por wat-não-sei-o-quê para fins de trabalho. Mas não passa daí.
Actualmente os telefones-espertos são mais máquinas de fotografar do que outra coisa. E a mania das fotos no momento para publicar onde quer que seja, impera e até chateia!
Mas chateia a mim, não à maioria do pessoal, portanto também me conformo…
Pena é que não haja preocupação em fazer fotos de jeito, que se vejam, e sejam sempre fotografias distorcidas pela proximidade, de caras parvas, com risos alarves, olhos esbugalhados… fotos parvas no geral! Prontos, já disse!
Que sejam Extraordinárias essas jornadas!!!!!
Depois conte-nos.
Saudações cá da Cidade Morena!
As telefones-espertos que se usam e pululam, são mais máquinas fotográficas que outra coisa!
ResponderEliminarO pessoal anda sempre com eles alçados, a tirar fotos de tudo o que faz e a publicar as ditas ou a enviar , o que até irrita… eu apago até sem ver, na maioria das vezes, pois estou-me nas tintas para os dedos dos pés da minha irmã estirada numa piscina algures, ou do copo do gin tónico do Xico-Melga num lado qualquer… já posso gostar da minha sobrinha-osga empoleirada num penhasco qualquer que trepou (é escalou, que se diz…) e que partilha uma vista, mas é uma chatice estar sempre a levar com aquilo!
A grande maioria dessas fotos, são compostas por caras de palermas, com risos arreganhados, olhos esbugalhados, expressões tontas e sem qualquer interesse - são fotos parvas! Prontos, já disse!
Não uso o telefone-esperto para fotos, apenas eventualmente fotos de peças ou equipamentos que envio pelo wat-não-sei-o-quê para os meus colegas no escritório central.
Em compensação, há muitos anos que ando sempre de máquina atrás, e, embora não sendo nem grande fotógrafo nem fanático, gosto de fotografar coisas que vejo e são menos vistas, ou os lugares por onde ando. Tenho um espólio fotográfico vasto, de muitos anos de andanças pelo Mundo, que por vezes gosto de partilhar, mas raramente são da minha pessoa.
Não sei se não acabarão por andar com várias câmaras acopladas a si mesmos, para irem gravando o que vêem e fazem, transmitindo-o ao Mundo em tempo real, o que vai ser uma sensaboria mortal!
Boas jornadas para esse Extraordinário certame da literatura!
Depois conte como foi. A presença dos catalães, em peso, como parece, cheira um bocado a politicamente correcto, forçado. Se calhar ainda vão até convidar o Marega… para o homenagear por ter sido insultado pela claque rival, coisa Extraordinária e nunca vista no futebol!
Saudações literárias cá da Cidade Morena!
PS: Depois de ter sido assaltado à mão armada, ontem recusei a um rapaz umas moedas para fingir que me tirava o pó do carro: mandou-me ir na minha terra! Sinto-me insultado, fui ofendido na minha dignidade, pondero retirar-me do campo!
Porém sou irrevogavelmente português, com capacidade de sacrifício, pelo que sou capaz de ficar…
Um europeu, como o Pacheco, ser assaltado na Cidade Morena, é caso para propalarmos ter sido vítima de racismo. Não sei se por aí há uma Joacine de outra cor, para enfatizar o acontecimento.
EliminarDe resto, quanto à fotografia, estou de inteiro acordo com o Extraordinário, mormente no que toca aos telemóveis, os quais iludem os fotografados: quando se julga que o utente está ler mensagens ou a falar pelo dito, está a fixar-nos na coisa.
Boa fotografias tenho eu visto no blog do Luís Eme (Largo da Memória). Isso sim, são instantâneos de um mestre na arte da imagem que nos dizem qualquer coisa, chamam-nos a atenção para pormenores que passariam despercebidos, não incomodam ou invadem a privacidade de ninguém. Ao abuso da imagem, desautorizado, já ele se referiu - e bem - num dos seus posts.
A propósito de selfies: parece-me que o Presidente da República já pediu ao Extraordinário Pacheco para tirar uma (sem sei se é segredo)...
Um bom trabalho e uma boa semana para o resistente europeu na Cidade Morena.
Entre máquinas fotográficas, desde Kodac a Zenit (com obturador de cortina), a máquinas de filmar como Kodac e Yashika, a que se somam máquina de projectar e montagem de celulóide, possuo um pequeno museu particular. Vieram as máquinas de filmar em fita VHS, mais ainda. Finalmente, ainda em uso, uma Sony de fotografar "cyber-shot" e o fundamental, porque sempre presente, telemóvel Alcatel.
ResponderEliminarNão me lembro de que tenha tirado uma única selfie, pelo que nem sequer conto para as estatísticas desse "prazer". Se bem presumo, o senhor Presidente da República preenche esse lapso, pelo menos por mim.
Relativamente às "Correntes d'Escritas", dedicadas aos escritores de expressão ibérica (que já atingiu a maioridade, parece que vai nos 21 anos), subtrai-nos os textos da Maria do Rosário, mas proporciona uma evidente exaltação da escrita e da cultura em geral, pelo que lhes perdoo a ausência da Extraordinária anfitriã. O programa é variado, as mesas parecem-me bem organizadas, os promotores Poveiros estão de parabéns. Há ainda o lançamento de dois títulos da D. Quixote, no dia 20 - "A Educação dos Gafanhotos", de David Machado (que eu pretendo ler), “A Memória da Árvore”, de Tina Valdès, e “Aprender a Falar com as Plantas”, de Marta Orriols – para além da consagração e anúncio dos vários prémios literários.
Correntes não significa apenas grilhões, embora a escrita signifique para muitos escritores o que as outras proporcionavam a Prometeu, mas com significado de predominantes ibéricas, formas de pensar, imaginar, criar e exprimir em português e castelhano.
Dito isto, despeço-me de todos (aqui do Planalto) com o desejo de boa semana, até ao próximo post.
Necessito de confirmar: vale a pena ver as excelentes fotografias do blog do Luís Eme (Largo da Memória). Uma maravilha!
ResponderEliminarÉ pá… pantem aí o link!
EliminarO link é
Eliminarhttp://largodamemoria.blogspot.com
em alternativa, quando o Luís visita o Horas Extraordinárias, clicar no seu nome (em tom laranja).
Não é só possuir uma boa máquina que se é fotógrafo, tem de haver simbiose nesta arte. O Luís sabe de fotografia, de luz, de enquadramentos e tem um extraordinário sentido de oportunidade e estética. Vale a pena ir até lá....