Livros da década

Estamos no início de uma nova década (ou será só para o ano?) e a Wook pediu a um pequeno grupo de editores portugueses, incluindo-me generosamente entre os escolhidos, que destacassem três livros publicados em Portugal desde 2000. Foi muitíssimo difícil seleccioná-los, porque todos os dias saem livros e só poder referir três é uma tremenda limitação. Também temos sempre mais presentes os livros que saíram há menos tempo e, por isso, tive de investigar para ver o que foi publicado nos primeiros anos do século. Por fim, aconselharam-me a incluir um livro publicado por mim, e preferi apresentar o romance de uma autora estrangeira que foi pela primeira vez publicada em Portugal porque os portugueses são muitos e cada um no seu género e não se torna nada fácil eleger só um. Os meus colegas da Relógio-d'Água, da Alfaguara e da Porto Editora devem ter enfrentado os mesmos problemas. O link está aí para verem com os vossos próprios olhos. Pensem também que livro destacariam desta primeira década do século XXI como algo realmente especial.


https://www.wook.pt/wookacontece/novidades/noticia/ver/os-livros-da-decada-2010-2019/?id=158966&langid=1

Comentários

  1. Elias Canetti "Auto-de-fé".
    Henrik Ibsen "O pato selvagem", "Hedda Gabler",...
    Roger Scruton "As vantagens do pessimismo".

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    1. Em tempo:
      As minhas desculpas, entendi mal, entendi livros publicados em Portugal na primeira década deste século.
      O critério sendo então outro, lá vai um peso pesado especial: "As Benevolentes" de Jonathan Littell.

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  2. "Fugas" de Alice Munro, "A Literatura Nazi nas Américas" de Roberto Bolaño e "Filhos sem Filhos" de Enrique Vila-Matas.

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  3. É um desafio arriscadíssimo este tipo de seleções, até porque um livro que para um está entre os melhores para outra é detestável, foi o caso de Lincoln no Bardo. Odiei. Entre os melhores para mim: A lebre com olhos de âmbar, de Waal; Homo Deus, de Harari; O filho de mil homens, de VH Mãe.
    Carlos Faria

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  4. O livro que destaco é " A Porta", de Magda Szabó. Mas a década ainda não acabou. Vai do ano 1 ao ano 10 visto que não há nem houve ano zero.

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    1. A primeira década já acabou. A segunda é que talvez ainda não...


      "desta primeira década do século XXI", ou das duas primeiras décadas do século XXI? O livro que escolhi é, por acaso, da primeira década, embora a escritora tivesse ganho o Nobel na segunda.

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    2. Escrevi o meu comentário sem ter consultado o link, o que desembocou numa grande confusão. A nossa anfitriã refere «que destacassem três livros publicados em Portugal desde 2000» e, no fim, «que livro destacariam desta primeira década do século XXI». Pensei que estivesse aqui a gralha, mas, afinal, estava na data. Só depois de consultar o link é que me apercebi.

      E agora que consultei o dito cujo, acrescento que estou muito interessada na tradução da Bíblia por Frederico Lourenço. Será uma das minhas aquisições, na minha próxima ida a Portugal.

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  5. Depois das palavras da Maria do Rosário, terei que fazer um novo e sério esforço para apreciar "Lincoln no Bardo". Numa primeira investida, abandonei-o porque me pareceu impenetrável por demasiado experimentalista. É bom sermos avisados do nosso engano ! Gostei da "Vegetariana", sem me ter deslumbrado. Terei que avançar para os "Atos Humanos". Estou de acordo em valorizar a tradução do Frederico Lourenço dos Evangelhos como um grande acontecimento: li o de Marcos (o meu favorito, por ser o primeiro e assim estar mais próximo da morte de Cristo); a introdução e as notas explicativas de Lourenço ajudam muito a compreender a sua tradução, assim como são muito úteis ase chegar ao significado mais genuíno do texto. Os meus romances favoritos entre os portugueses desde 2010 são os primeiros 4 da década do João Tordo (O Bom Inverno, Anatomia dos Mártires,O Ano Sabático e Biografia Involuntária dos Amantes) e o "Autobiografia" do José Luís Peixoto. Adorei também "O Senhor Pina", o esboço biográfico do Manuel António Pina escrito pelo Álvaro Magalhães, seu grande amigo e companheiro de tertúlia. E estarei a ser injusto por não falar de outros que de momento não recordo.

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  6. Bom dia com alegria

    2+2=4

    Verdades destas não se aplicam ao mundo dos livros e das artes em geral.

    Pela minha parte limito me a ouvir as opiniões alheias, que irão alimentar uma lista infinita e utópica minha.

    Boas leituras
    cp

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  7. Ainda bem que não me fizeram esse pedido a mim. Seria impossível escolher entre tantos.

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  8. António Luiz Pacheco21 de janeiro de 2020 às 08:38

    Tomara que jamais me façam tal pedido… não seria capaz, e mesmo me recusaria a destacar 3 livros em 10 anos. Não porque o que para mim é bom, possa não o ser para outros, isso é uma falsa questão, mas porque limitar a 3 livros é que me ia provocar no mínimo um esgotamento nervoso e cerebral!

    Saudações livrescas e tracejantes cá da Cidade Morena!

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    1. Não tem esse peso. São simples sugestões de leitura.

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  9. Das escolhas de livros mostradas houve alguns que li e outros não.
    Dos primeiros,detestei o "Lincoln no Bardo" e "Manual para mulheres de limpeza"-não penetrei neles,não me encantaram,nem sequer percebi porque são tão publicitados.Lamento.
    "Os Transparentes","Berta Isla","A Amiga Genial"(e as suas 3 sequelas)foram os meus preferidos desta seleção,com grande destaque para o de Javier Marias,que como sempre não desilude.
    "A Morte do Pai"foi demasiado triste e não me entusiasmou a avançar para os seguintes.
    Quanto a Han Kang acho que "A Vegetariana" é suficiente.
    Os outros não li.
    A respeito das minhas escolhas,é evidente que é sempre difícil destacar algum livro em especial.
    Dos portugueses (e só 3)as minhas preferências vão para "No meu peito não cabem pássaros" de Nuno Camarneiro,"A máquina de fazer espanhois"de Valter Hugo Mãe
    e para João Tordo(todos e sempre).
    Dos estrangeiros "A Biblioteca" de Zoran Zivkovic, "1Q84" de Haruki Murakami e "O Pintassilgo" de Donna Tartt.
    Muito mais haveria a dizer,mas é sempre com gosto que leio opiniões literárias e que vou sabendo dos gostos dos outros extraordinários.

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  10. STONER-John Williams

    A FILHA DO COVEIRO - Joyce Carol Oates

    A PASTORAL AMERICANA - Philip Roth

    NA FLORESTA - Edna O'Brien

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  11. STONER do John Williams, talvez...

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