Crónica e os campos da morte

Hoje é dia de crónica:


https://www.dn.pt/edicao-do-dia/11-jan-2020/espelho-meu-11691381.html


Tendo-se comemorado no início desta semana os 75 anos da libertação pelos russos do campo de extermínio de Auschwitz-BIrkenau, o suplemento «Babelia», do jornal espanhol El País, traz um interessante artigo sobre livros de mulheres que sobreviveram à experiência do campo: Charlotte Delbo, Ginette Kolinka e ainda os testemunhos de Liliana Segre, Goti Bauer e Giuliana Tedeschi reunidos pela autora Daniela Pardoan. Uma perspectiva feminina da vida nos campos da morte. O artigo aqui:


https://elpais.com/cultura/2020/01/23/babelia/1579802847_193795.html


 


 

Comentários

  1. António Luiz Pacheco31 de janeiro de 2020 às 03:08

    Vejamos:
    .1 - Realmente, os deputados andam mesmo de olhos fechados, portanto a foto deles com olhos abertos é que devia ser corrigida… digo eu!

    .2 - Não deveria haver propriamente comemoração da libertação de um campo de concentração, nazi, quando os há e tem havido noutros regimes, desde logo os comunistas!
    O que deveria haver é sim, a comemoração desses campos!
    Sim! A comemoração, como forma de alertar e chamar a atenção, divulgar. Para que se saiba que existiram e existem, para alertar todo o Mundo e as gerações para sempre, sobre essa vergonhosa existência e prática, abjecta e inumana! Porque no futuro haverá mais, outros ou com outros actores, mas haverá! Não devia, mas vão haver!
    É assim o ser humano, e, mesmo que se cumpra o desejo de certos sectores da sociedade, de algumas forças políticas e filosofias existenciais, de eliminar a sociedade e a reconstruir segundo os novos modelos de ideais discutíveis e utópicos, haverá sempre tendência para concentrar, ostracizar e reeducar os que não se encaixem. E o perigo maior vem de que se pretende abrir portas aos que venham acabar com a nossa sociedade actual, sem perceberem que esses vão impor a sua, e não, dar lugar a que se edifique uma nova!
    É isso que mais temo!

    No resto, vamos aproveitando a pouca liberdade que há, aproxima-se um fim de semana prolongado com o feriado de 4 de Fevereiro e respectiva ponte, que vou aproveitar à minha maneira…
    Saudações cá da Cidade Morena e votos de um Extraordinário fim-de-semana!

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  2. Azar da senhora deputada:). Acho uma questão idiota.
    Imagino que sim, que haja mulheres que também escreveram sobre os campos de concentração onde sofreram agruras e sevícias como não conseguimos imaginar. Ou, ainda que as imaginemos, felizmente não as vivemos. E, neste caso, a experiência fere sempre mais fundo.
    Descreio de que as ditas senhoras tenham sido melhores a escrever do que foi Primo Levi na obra "Se isto é um homem". Mas devem ser lidas e divulgadas e não apenas por uma questão de respeito pela igualdade de género. Mas sobretudo porque, como bem diz uma das visadas sobreviventes, as perspectivas são diversas até em quem partilhou o mesmo lugar nos mesmos anos. E talvez os elos femininos acresçam a funesta memória.

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  3. Muito obrigado pela partilha, sem dúvida, pertinente de uma perspetiva, mais uma, boa de um flagelo terrível.

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