Abrir a boca

Para contestar é preciso, claro, estar informado. E não só: é preciso, em algumas situações e países, vencer o medo e o preconceito. As feministas de hoje devem muito a uma série de mulheres pioneiras neste acto de coragem que foi dizer o que pensavam, bater o pé, reclamar. Saiu na última sexta-feira um ensaio interessante sobre algumas delas que, ainda por cima, fizeram da palavra uma arte. Chama-se De Língua Afiada, assina-o Michelle Dean, e reúne um improvável e arrojado grupo de pensadoras modernas que moldaram a história intelectual do século xx: Susan Sontag, Dorothy Parker, Hannah Arendt, Rebecca West, Joan Didion, Mary McCarthy, Pauline Kael, Renata Adler, Janet Malcom e Nora Ephron ousaram levantar a voz (mesmo que por escrito) num tempo em que intervir era privilégio dos homens, desbravando um caminho a que todas as mulheres de hoje devem muitíssimo. A tradução é de Helder Moura Pereira e foi publicado pela Quetzal.

Comentários

  1. Bom dia com alegria

    Parece interessante...não tivesse eu mais olhos que barriga.

    Estou a terminar o meu primeiro Julian Barnes, "A única história".

    Fiquei rendido ao autor e à história.

    Boas leituras
    cp

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  2. António Luiz Pacheco20 de janeiro de 2020 às 07:02

    Certísssimo: Para contestar há que estar informado!

    Actualmente, e desde que a contestação fez escola e se impôs como um princípio (contesto logo existo) , evoluiu depois do "porque sim" para o actual contestar porque acho que é ou não é assim, mesmo que desconhecendo o assunto e até recusando liminarmente informar-me sobre ele, porque me ofende a sensibilidade ou os ideais.

    Portanto contesta-se por impulso! Com base em impressões pessoais fruto apenas da sensibilidade e não da reflexão.

    No entanto, acham os modernos, evoluídos e sofisticados, que contestar é um direito absoluto e que só a sua razão assiste e existe, mesmo que contestem coisas que desconhecem totalmente, mas forma ler algo na net, onde alguém disse aquilo em que passam a acreditar como se vindo na Bíblia !

    Eu cã não contesto nada do que aqui foi dito, portanto, e as feministas de antanho, as que deveras lutaram e tiveram coragem para mudar algo de muito errado e portanto evoluindo a sociedade, merecem o maior respeito ao contrário das folclóricas de hoje que querem abolir a feminilidade e a masculinidade! São coisas diferentes e que nem por isso são evolução no sentido de "mudança para melhor".

    Saudações masculinas, não contestatárias, cá da Cidade Morena!

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    Respostas
    1. Excelente opinião. Como homem há que não recear dizer o que se sente.

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  3. António Luiz Pacheco20 de janeiro de 2020 às 15:18

    Acabei de assistir ao discurso de Mia Couto justamente sobre o medo. Vale a pena.... Vou ver se consigo colocar o link.

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  4. Vivam as feministas de ontem, de hoje e de amanhã!

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