Presentes
O The Guardian manda sempre um email por esta altura do ano a lembrar que tem presentes de Natal absolutamente fascinantes, sobretudo para oferecer a quem já tem tudo. Entre eles estão, evidentemente, os cursos e palestras organizados pelo próprio jornal com temáticas e orientadores de todas as áreas e quadrantes. Cá, não há infelizmente muita coisa desse tipo que se possa oferecer: nem as conferências que ocorrem ao longo do ano têm bilhetes que se comprem com tal antecedência (e costumam ser divulgadas quase em cima da hora), nem os nossos meios de comunicação promovem (ou promovem pouco) palestras e cursos. Eu própria já recebi com gosto bilhetes para espectáculos nos anos e no Natal (e também os ofereço), mas é o mais parecido que há com estas ideias que o The Guardian propõe. E livros, alguém ainda os quer? Mesmo os editores vieram entusiasmados da mais recente Feira do Livro de Frankfurt com os audiolivros... Penso que são bons enquanto se passa a ferro ou se fica preso no trânsito, e conheci até um belga que tirou um curso de espanhol com audiolivros que punha no leitor do carro. Mas ouvir um livro não é a mesma coisa do que ler um livro. Eu pedi alguns livrinhos de presente, mesmo correndo o risco de a minha casa um dia destes vir abaixo. Até quando haverá livros é que já não sei.
Eu continuo a oferecê-los pelo Natal porque ainda há quem goste de os receber. Espero também ser assim presenteado.
ResponderEliminarBoas leituras pelas Festas.
Enquanto os escrevermos e editarmos...
ResponderEliminarCheguei ontem de manhã cedinho.
ResponderEliminarÀ tarde, com a desculpa de ir ao centro comercial buscar a minha mulher que viajou comigo e foi ao cabeleireiro, dei um pulo à Bertrand, é como ir à Igreja, mas já tinha acenado ali ao Santo António no altar da capela… que desilusão!
Bastantes livros, mas menos do que o costume, porém em exposição só coisas absolutamente desinteressantes! Onde estão ou andam então os bons livros de que aqui se falam? Não percebo, enorme desilusão natalícia, é como ir à pastelaria e só haver pastéis de nata e palmiers… já lá não volto antes do Natal, até porque pretendia encontrar alguns livros e népia, portanto logo se vê, mas parece-me que comigo não vão fazer grande negócio!
Para já tenho para ler, o promissor "O meu nome é Nemésio" , aliás acendi o lume e daqui a pouco vou dedicar-me a ele!
Este Natal não vou dar livros… já percebi… bom, ainda tenho a Caminho/Leya e a livraria na rua Direita.
Saudações cá do Bairro Ribatejano!
Boa noite com alegria
ResponderEliminarAudiolivros experimentei numa viagem de avião: Charles Dickens, Tempos díficeis. Editado pela BBC, muito boa qualidade.
Gostei, mas a oferta é pouca e cara.
Podcasts gosto de ouvir. É prático. Por isso sou um potencial consumidor de audiolivros.
Os livros.
Sempre existirão.
Nós não.
Por isso fico danado nesta altura, livrarias atulhadas a lembrar-me a minha finitude, pois não os vou conseguir ler todos.
Boas leituras
cp