O que ando a ler
Hoje é dia de abrir aos outros Extraordinários o livro que andamos a ler. E, no meu caso, trata-se de um clássico: A Lua e as Fogueiras, de Cesare Pavese, escritor italiano de quem li, infelizmente, poucos livros até agora, prometendo desde já corrigir-me. O que tenho em mãos é um dos últimos que escreveu (se não o último) antes de ter decidido acabar com a própria vida; e conta a história do regresso do Enguia (o nome que puseram ao protagonista em pequeno) à vila onde cresceu. Bastardo abandonado e entregue a uma família que o criou nos primeiros anos, vai depois aprender tudo numa quinta de produtores de vinho, cujo proprietário, o senhor Matteo, tem duas filhas adolescentes de um primeiro casamento, Irene e Sílvia, uma loira e outra morena, que atraem obviamente o pobre Enguia, mesmo sem o saber. Este, porém, de tanto observar a família para quem trabalha, percebe que terá de sair daquela quinta para um dia ser alguém, o que acontecerá mais tarde na América, donde regressa então rico e homem feito para revisitar os velhos amigos, entre eles Nuto, que nunca saíram da cepa torta, e assistir à tragédia que pode ser a vida de um menino num pequeno lugar. Simples, bonito, claro.
Acabei de ler "O Susto" de Agustina Bessa-Luís.
ResponderEliminarFoi o livro que mais gostei de ler da Agustina. Embora a história não tenha em si nada de extraordinário (a biografia romanceada de Teixeira de Pascoaes...), está muito bem escrita, com grande qualidade literária.
O mais curioso, é que só depois de começar a ler este livro, é que li uma crítica que dizia que "O Susto" era um romance que abordava a ligação de Teixeira Pascoaes com Fernando Pessoa. Mas quem estiver à espera de encontrar algo de novo nesta relação, fica desiludido (a não ser o facto da escritora chamar "bêbado" ao nosso Fernando, com todas as letras, porque nunca teve medo das palavras), porque só de longe a longe é que aparece o "Álvaro Carmo"...
(esqueci-me de preencher os dados...)
EliminarDo Cesare Pavese só li Ofício de Viver (Diário) e a Praia, não dá para avaliar um escritor. Ando a ler Histórias do Meu Tempo-Uma antologia de Camilo Castelo Branco organizada por José Viale Moutinho e estou a acabar O Tempo das Ilusões Perdidas (Le Grand Meaulnes) de Alan Fournier. Acabei de ler Maria Stuart de Stefan Zweig, grande biografia na escrita absorvente de Zweig, não parei até acabar, deixei os outros para trás. É um autêntico policial. Recomendo. Era das biografias que me faltavam. A Maria Antonieta e Magalhães-O Homem e o Seu Feito, ambas notáveis igualmente.
ResponderEliminarUma Vida Pela Metade, de V. S. Naipul - um estilo simples e despretensioso como forma (escolhida?) de contar uma vida (pela metade). A parte final decorre no norte de Moçambique nos anos da descolonização, o que muito me surpreendeu.
ResponderEliminarIsto de aos 63 anos ter o primeiro grande êxito literário, dá que pensar...
ResponderEliminarRefiro-me a Rosamunde Pilcher e ao seu "Os Apanhadores de Conchas".
Joaquim Ramos
Estou a ler "VIAGEM MARÍTIMA COM DOM QUIXOTE" de Thomas Mann; este pequeno ensaio de 125 páginas não me está a entusiasmar. No decurso de uma viagem de barco aos EUA o escritor aborda a leitura, que vai fazendo durante a viagem, de DOM QUIXOTE.
ResponderEliminarPensava que se tratava de um diário mas disso tem muito pouco -leitura pastosa e dolente.
Continuo à procura de um bom livro e isto não está fácil, nos últimos tempos só tenho apanhado xaropadas...