Mortes limpas
Emprestaram-me um livrinho muito bonito do escritor italiano Alessandro Baricco para ler num fim-de-semana que iria passar fora da minha casa. Iria ter umas horas livres (poucas), e uma amiga lembrou-se de que este seria, em peso, tamanho e qualidade, o ideal para cumprir a função. E ainda bem, porque gostei mesmo muito deste Sem Sangue, um livro muito inteligente passado num período que se segue a uma guerra (não sabemos qual, mas envolveu experiências médicas terríveis, embora se diga que durou apenas 4 anos e se passe em território de nomes espanholados) que, na verdade, continua a viver dentro das personagens, demasiado marcadas para não se quererem vingar. Na primeira parte, um grupo de homens cerca a casa de Manuel Roca para isso mesmo, uma vingança, e o perseguido esconde a filha pequena numa cave para a proteger. Na segunda parte, é essa filha, já de cabelos brancos, quem se encontra com um desses homens que participaram da vingança e que, abrindo o alçapão e vendo-a lá escondida, não disse nada aos outros. É inesperado e belo, misterioso e cheio de frases para coleccionar. Leiam-no, se o encontrarem.
São sempre boas sugestões. Vou deixar aqui uma também. Espreite por favor. https://imsilva.blogs.sapo.pt/desafio-vos-38408
ResponderEliminarUm escritor que não conheço!
ResponderEliminarCurioso detalhe de um italiano escrever sobre um tema desses usando nomes "aspanholados", sobretudo porque deve haver em Itália assunto semelhante para muitas e muitas histórias!
Vou ver, do autor e eventualmente do livro!
Saudações cá da Cidade Morena!
Que me lembre, do Baricco apenas li o "Seda", e vi o filme feito a partir do livro.
ResponderEliminarVou procurar este, parece-me aquilo que eu costumo chamar um pequeno grande livro.
🎄
Maria
Não conheço o escritor. Se o encontre talvez dê uma voltinha a experimentá-lo. E possa comprar. Obrigada pela sugestão..
ResponderEliminarDevo ter por aqui um exemplar com este título, que saiu há uns anos com a revista "Sábado". Agora, como me acontece muitas vezes, não o encontro. Também não me lembro de o ter lido, o que é ainda mais curioso para mim.
ResponderEliminarHá uma edição mais recente da D. Quixote.
Há outro livro também pequeno e maravilhoso do Alessandro Baricco, chamado "Novecentos". É sobre uma personagem que que nasce num paquete transatlântico, no início do século XX, e que passa a vida inteira no interior do navio, sem nunca pôr os pés em terra. Em adulto, ele torna-se o melhor pianista do mundo, mas só os passageiros desse navio é que têm a possibilidade de ouvir a sua música. O livro foi editado pela Difel no final dos anos 90 e teve uma versão para cinema, realizada pelo Giuseppe Tornatore (o mesmo do "Cinema Paraíso").
ResponderEliminarALESSANDRO BARICCO
ResponderEliminarNasceu em 1958, em Turim. É autor de livros de ensaios, de peças teatrais e de romances como Seda (adaptado para o cinema em 2007), Sem sangue, Esta história e A paixão de A. Recebeu, entre outros prêmios, o Prix Médicis Étranger, na França, e o Selezione Campiello, na Itália. Vive atualmente em Roma.