Crónica e dança

Hoje é dia de crónica, aí vai o link:


https://www.dn.pt/edicao-do-dia/30-nov-2019/vergonha-11566242.html


Deixo-vos uma nota sobre um assunto que só tem que ver com livros porque Hélia Correia escreveu O Bailarino na Batalha, romance que venceu o Prémio da Associação Portuguesa de Escritores, e me lembrei dela quando li o artigo. Aliás, Hélia Correia acha que a dança é algo maravilhoso e fica feliz quando vê crianças a dançar. Num interessante artigo de uma revista inglesa online leio que os alunos deviam levantar-se mais vezes das cadeiras nas escolas e... sim, dançar; que a dança deveria fazer parte do currículos, até porque as crianças estão muito menos activas fisicamente desde que vivem amarradas a jogos de computador, e a disciplina de Educação Física na escola comporta um lado de competição que vai contra o prazer simples de fazer exercício e descontrair. Leiam os romances e os poemas de Hélia Correia e façam intervalos para dançar. Bom fim-de-semana.

Comentários

  1. Há uma hipocrisia, e, até bipolaridade nas atitudes da sociedade actual que se não nos espanta pois bem conhecemos o ser humano (no seu bom e mau) , no entanto particularizando caso a caso, tenho de confessar que não deixa de me surpreender, como é este caso concreto… pois se trata de Arte e quem tenha responsabilidades na matéria tanto veste umas cuecas a uma estátua nua, como aprova e promove um espectáculo para crianças , onde actores nús simulam actos sexuais!
    De facto não se entendem lá muito bem estas dualidades de critérios.
    Suponho que no futuro, as crianças serão criadas in vitro e depois crescerão em estufas, para darem adultos que não tenham qualquer contrariedade, sobressalto ou desconforto, assim portanto assépticos e manipuláveis segundo as novas filosofias de reconstrucção da humanidade. Elas já estão em acção… ninguém se apercebe disso e até se acha muito bem, pois denota que se é moderno, evoluído e até sofisticado, mas no fundo tudo se resume a isso mesmo: Adeus Futuro!

    Saudações Natalícias cá da Cidade Morena!

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  2. Ridícula a atitude da unesco (com minúsculas, pois claro) e ainda mais ridícula a do escultor, é tudo o que me ocorre dizer :(

    Leiam muito a Hélia Correia (e não só) e dancem muito, para não criarem teias de aranha na cabeça :))

    Bom fds!
    🎄
    Maria

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  3. Dançar não direi, mas caminhar, caminhar, caminhar, sim.

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  4. Tenho a justa impressão que o senhor Ferro Rodrigues não leu o artigo do DN, porque não gostaria do título.
    Concordo que é vergonhoso por parte de quem proporcionou a exposição e do artista tal cortina sobre os costumes, o que ainda mais chama a atenção. Esta cena faz-me lembrar o que se passou o ano passado num,a exposição da Fundação de Serralves, que largou celeuma.
    Perplexo fiquei então, porque vejo novamente a neolítica brigada dos costumes em acção. Tem a “coisa” ou o “coiso” à mostra? - Tapa-se. É imoral? - Queima-se. É proibido? -Condene-se.
    Ao contrário daquela história em que o rei vai nu, a mim parece-me que o povo vai nu e o rei é que vai vestido.

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  5. 100% de acordo com a dança nas escolas. Ajudava em tanta coisa. E tanto que eu gostaria de saber dançar. Eu, que não sei e nem sequer consigo mexer-me ao som da música. Quem sabe se me tivessem ensinado, em vez de ser pé de chumbo, passava a pé pesado.

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  6. ...e quanto à crónica, acho uma maldade fazerem isso às estátuas, se elas pudessem mostrar-se ofendidas - que o ficam, isso é certo - desmanchavam logo ali a pose e não deixavam vestir a cuequinha; isto se não dessem um tabefe ao atrevido (a). Não sei mesmo o que passa na cabeça de certa gente a certas horas. Ou será caca de galinha lá dentro a fazer mossa. É o nosso mundo.
    BFS

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