Arte e clima

Hoje deixo os livros para falar de pintura, o que, mesmo não sendo o assunto característico deste blogue, também não há-de ser nenhum escândalo para os Extraordinários, até porque tem que ver com uma forma de educar e passar informação a quem gosta de arte. O Museu de Prado está de parabéns, pois não só tem a nata do seu acervo apresentada num programa de televisão pelo magnífico Jeremy Irons (que o seu charme não nos desvie dos objectos artísticos...), mas também porque resolveu contribuir para alertar o público dos perigos das alterações climáticas através de quatro obras-primas que «corrompe» em jeito de animação, com a mudança de cores e tons e, mais importante ainda, inundando ou desertificando a paisagem em redor. A campanha chama-se «Muda Tudo» e é uma maneira de chamar a atenção dos perigos a que estamos hoje sujeitos que é profundamente original e sem histerismo. Vale mesmo a pena ver. O link que vos deixo é de uma revista onde apanhei o artigo que fala disto.


https://www.revistaad.es/arte/articulos/museo-prado-alerta-cambio-climatico-alterando-obras-arte/24471

Comentários

  1. É verdade, Rosário, vale mesmo a pena ler e ver o vídeo.
    E onde está a passar essa série com o Jeremy Irons?
    Não é por nada (cof, cof, cof) mas essa série interessa-me imenso...
    🎄
    Maria

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    1. https://www.lavanguardia.com/cine/20191209/472063159811/documental-museo-del-prado-jeremy-irons-bicentenario-institucion-estreno-video-seo-ext.html

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    2. Muito obrigada, Maria do Rosário.

      Maria

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    3. Muito obrigada, Anónimo.

      Maria

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    4. O filme sobre o Museu do Prado, comentado pelo Jeremy Irons, integrado no ciclo A Grande Arte no Cinema, vai passar no El Corte Inglês nos dias 7, 8 e 9 de Janeiro de 2020.

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  2. E o que ouvi ontem no telejornal acerca dos resultados das mudanças no comportamento de pessoas e indústrias poluentes europeias - mudanças que ainda não ocorreram - como sendo uma espécie de coisa nenhuma a nível global se a China continuar a consumir as doses de carvão industrial que consome - e dou só um exemplo mas há muitos mais - , é desanimante.
    As obras do Prado são como Greta: um alerta. Precisamos de mais. Porque essa é a parte fácil; é certo, desperta consciências. E depois?...

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    1. É verdade o que diz, Bea, mas que isso não sirva para, mais uma vez, nos desculparmos e permanecermos inativos. Que não nos desanime a darmos o nosso contributo!

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  3. É uma boa chamada de atenção, até porque já todos percebemos que é um drama real.

    O que tem acontecido em Veneza (onde estão tantas maravilhas artísticas...) diz quase tudo...

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  4. Rosário, fez muito bem em trazer este assunto para aqui.
    Obrigada.

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  5. Curiosamente, e pegando no tema aqui trazido, é de fazer notar que muitas obras de pintura de épocas antigas, estão a ser usadas para estudar as tais alterações climáticas, comprovando que já aconteceram antes!
    E esta? Sabiam? Ainda há dias estive a ver um excelente vídeo, gravado por Cientistas dos que estudam mesmo o clima e suas alterações e não são da corrente catastrofista - porque há tantos ou mais com opinião diferente - mas como "vende mais" a desgraça, os media só falam de estudos e conclusões num sentido.
    Portanto, diria que, como sempre não há nada de novo aqui debaixo do Sol, nem sequer as alterações climáticas, que são cíclicas e não tão apocalíticas quanto os catastrofistas de serviço querem fazer passar, aliás lucrando com isso.

    Saudações de uma Cidade onde a milhares de jovens tem sido e é diariamente roubada a infância, mas mesmo… e falo de uma infância onde não há escolas para abandonar, nem hospitais para tratar do sarampo, a crianças que quando se deitam com a barriga cheia de farinha e água, já é para elas um conforto…

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  6. Sim, já aconteceu noutras eras o planeta ter sido atingido por grandes alterações climáticas. Mas nunca aconteceu a ação humana ter lançado na atmosfera a quantidade de gases que agravam (exponencialmente?) o efeito de estufa e consequentemente o aumento da temperatura. É sobre esta ação e a produção e abandono de plásticos temos que reflectir e atuar.

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  7. Sem aqui discutir a justeza ou validade dos pressupostos que levam a designar a presente época como Antropoceno, com o seu cortejo de calamidades ambientais supostamente potenciadas pelo comportamento humano, fica claro ser esta, para uma determinada facção política, a última e decisiva bandeira de luta anticapitalista, a cartada final visando o derrube do "sistema". Convém que todos estejam cientes disso.

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    1. Derrubar o sistema de que se servem, no qual e pelo nasceram, criaram e chegaram onde estão… resta saber para implantar exactamente QUE sistema? Um novo que não se sabe se funciona e que levanta muitas dúvidas… ou um outro que já tenha existido e faliu, não tendo dado certo em parte nenhuma do Mundo - enfim, dado certo para os povos, pois para os governantes e seu bem-estar, qualquer sistema dá sempre certo!

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