Soma e segue
As comemorações dos 50 anos de Mário Cláudio como escritor não param; depois de um momento alto no passado dia 9, em que foi possível mostrar a muitos as várias facetas deste autor prolixo através de um espectáculo que incluiu fado, poesia, teatro e uma entrevista ao vivo, amanhã inaugurar-se-á no Porto, na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, às 18h30, uma exposição biográfica dedicada ao escritor, com livros, fotografias, manuscritos, objectos pessoais e muito mais. A curadoria é assinada por Jorge Velhote e Luís Barbot, o primeiro poeta e amigo de longa data de Mário Cláudio e o segundo seu primo direito, detentor por certo de fotografias de família e outras preciosidades. A exposição ficará patente até dia 4 de Janeiro. Mas não ficamos por aqui: nesta sexta à noite, a Livraria Lello abre também as suas portas a Mário Cláudio para uma conversa à roda da sua vida e obra. O momento contará com a presença do saxofonista João Guimarães a leitura de textos a cargo de Rui David. Apareçam, convites abaixo!


Se estivesse no Porto e não houvesse gente a mais a assistir à conversa, por certo entraria na Lello com o maior prazer e ouvia o autor que me parece pessoa recatada e é um escritor a sério. É muito corpo dado à escrita.
ResponderEliminarParabéns, Mário Cláudio. E obrigada pelas tantas horas prazenteiras que nos tens dado.
Congratulo o autor, e ainda bem que lhe reconhecem o valor.
ResponderEliminarTem sido um nome actuante e importante nas nossas letras.
Saúdo-o desde aqui da Cidade Morena.
O pseudónimo deste escritor de apelido Costa faz-me lembrar nomes e apelidos romanos (Tiberius Claudius e Nero Claudius), mas tenho, tal como ele, a devota legenda de ser um católico herético. A forma como ele assina as suas obras, é lá com ele, pois também já publicou com o seu nome de baptismo. É uma liberdade que cada um de nós se pode permitir, pois já foram editadas obras com o meu nome e sobrenome (Fernando Jorge) outras com nome e último apelido (Fernando Costa), duas com nome e apelidos (Fernando Santos Costa) e a maioria com os apelidos (Santos Costa), sendo que nesta última escolha é a maioria. Também será oportuno dizer que da base de dados da BNL se estabeleceu grande confusão, porque essas minhas obras chegaram a estar catalogadas com as “minhas” datas de nascimento e morte (1899-1982), pelos vistos muito desmedidas e exageradas, respeitantes a originais por mim publicados no séc. XXI, o que foi corrigido, dado tratar-se de lapso – que eu propus corrigir - por inclusão delas na ficha de outro autor, o general Fernando Santos Costa, primo de meu avô materno.
ResponderEliminarSó não publiquei com pseudónimo nem heterónimo porque, mesmo fraquinha, assumo a paternidade desta minha obra; mas considero que todo o autor tem todo o direito de o fazer. Esvazio deste modo alguma acrimónia em algum comentário que me acuse de não apreciar e fantasiar tais subscrições autorais.
Relativamente a Mário Cláudio não posso dizer mais do que se tem (bem) dito dele, como autor. Há duas obras que tenho para ler deste grande autor, nem sei quando: “Peregrinação de Barnabé das Índias” e “Tríptico da Salvação”, de cujas capas não gosto, mas também não leio as capas.
Ahahahah!
EliminarSe me permite rir com a sua participação, de puro humor!
Lembro-me de que um "herói português do far-West", o temido e atrevido John Portuguese Philips, personagem absolutamente fascinante e com feitos daqueles mesmo de admirar e celebrar, foi em dada altura noticiado como tendo morrido num confronto com índios, por um jornal da localidade de Cheyenne. Ele escreveu um desmentido para o jornal, e este na melhor deontologia profissional da classe, publicou que fosse falso o seu falecimento por ter escrito directamente ao jornal, alegando que, sendo homem de reconhecida palavra era de se acreditar no que dizia!
Nem a propósito, ahahah!
Mas olhe que já tive que provar à Segurança Social que minha mãe morreu mesmo, enviando-lhes além da certidão de óbito o recibo do pagamento do funeral por ela mesma (SS) emitido! Coisa de uns dez anos depois do falecimento.
Grande abraço, ainda vivo, cá da Cidade Morena!
Devo referir, caro amigo Pacheco, que a BNP emendou tudo, seguindo a minha informação e prova, de modo que foi corrigido o lapso. Dei conta em Julho de 2010. Dias depois do aviso, muito simpaticamente, fizeram a alteração, mantendo hoje como "Costa,Santos 1951" dois registos (!): um com 48 títulos e outro com 8, sem eu querer saber onde pára o resto.
EliminarJá aconteceu com Mark Twain, que chegou a dizer - "parece-me que as notícias sobre a minha morte são manifestamente exageradas" - quando o jornal anunciou o seu falecimento. Mais recentemente, o sr. Edward Snowden teve de desmentir no Twitter o seu assassinato por agentes americanos, depois dessa notícia ter sido impressa em jornais.
Um grande abraço, vivinho da silva, desde este planalto beirão
Bem que poderia ter uma passagem (como dizem) escorreita pelo Brasil. Só elogios.
ResponderEliminarCláudia da Silva Tomazi
Parabéns ao Mário Cláudio.
ResponderEliminarGostei muito do "Camilo Broca" mas depois encalhei no "Retrato de Rapaz" e não avancei.
Mas tenho, há muito tempo, debaixo de olho "Tiago Veiga-Uma Biografia".