Crónica e gastronomia

Excepcionalmente à segunda-feira, aqui vai o link da crónica:


https://www.dn.pt/edicao-do-dia/26-out-2019/eternos-meninos-11440133.html


Guida Cândido, autora do belíssimo e saborosíssimo Comer como Uma Rainha, que contém hábitos, modas, contributos e receitas de cinco rainhas portuguesas de várias épocas, acaba de ser sagrada vencedora do Prémio da Academia Portuguesa de Gastronomia, que lhe será entregue numa cerimónia em que estará presente o Primeiro-Ministro, no dia 27 deste mês. Parabéns, Guida Cândido! Há muito chefe mediático por aí, mas nada ultrapassa uma investigação a sério no âmbito da história da alimentação!


 

Comentários

  1. Dantes não havia liberdade. E agora há?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Liberdade? com papas e bolos se enganam os tolos!

      Os tempos são incomparavelmente melhores a vida não tem a mínima comparação com a que era aqui há trinta anos atrás, só que a (grande maioria) da geração unhas de gel não os sabe aproveitar porque tudo lhe cai no regaço sem trabalhinho nenhum, os paizinhos em vez de lhes falar, de os ensinar, quando falam para eles "babam-se"...

      Eliminar
  2. E, no meio disto tudo, a Educação, invés de contrariar a corrente, criou facilitismos, através de modelos de aprendizagens que infantilizam os meninos e as meninas, que chegam à faculdade sem a autonomia necessária para desenvolveram um espírito crítico, essencial para pensar o mundo. O mais caricato é que esses modelos de aprendizagem foram concebidos pelo mesmo sistema que criou as necessidades que tornaram estas gerações ignorantes. A tal "nova ignorância" de que nos fala Pacheco Pereira.

    ResponderEliminar
  3. Ser ignorante no essencial e ter todos os bens à disposição - admirável mundo novo.
    Se tivesse talento escrevia "Comer como um Abade" e talvez o enquadramento social me desse vantagens e pudesse concorrer com as rainhas.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não resisto a contar-lhe esta:
      - Certo e determinado indivíduo, tão notório glutão quanto desbocado, terminando copioso repasto, exclamou alto e bom som, agarrando o ventre e piscando o olho pois na mesa se encontrava um padre:
      Comi que nem um abade!
      Sereno o padre retorquiu-lhe:
      - Vai desculpar-me, mas vossecelência comeu foi que nem uma besta, pois abade sou eu e não comi nem metade!

      Saudações gastronómicas de um comprido fim de semana com feriado, cá pela província de Benguela, passado no Meva com uma malta amiga (maioritariamente franceses, um americano e o dono da pescaria, suíço-angolano) onde se comeu muito bem, sobretudo produtos do mar, que eu ajudei a fornecer, cavacos, mexilhões, uma soberba paella feita numa frigideira a preceito feita na oficina do Claude, e bons vinhos! O rosé português e um branco de Pias venceram nas suas categorias, mas um Medoc foi imbatível nos tintos!

      Eliminar
  4. Extraordinário Pacheco,
    Pois se o abade comeu quase como metade de uma besta, tivemos aí dois abades no que respeita à comedoria.
    Fiquei com a impressão de que os vossos repastos lá pelo Meva também não devem ter ficado nada a perder se comparados com os dos abades.
    Meva não sei onde fica mas vou ao google ver se aprendo. Já o Médoc, onde a Vinha Margaux se proclamava "a maior vinha do mundo", deixou-me a cara à banda quando o visitei e a goela a deliciar-se. Lembro-me que também gostei da Fortificação Vauban, classificada património da humanidade pela UNESCO, e dos lagos de água doce, património natural, classifico eu.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Meu caro, comungamos então da excelência do Extraordinário Medoc!
      Mas olhe que no capítulo dos brancos e sobretudo do rosé, os portugueses venceram!
      Eheheheh!
      O nosso fim de semana foi de facto gastronómico e farto… aqui em Angola há uma cultura, suponho que é um dos muitos pontos comuns entre os nossos povos, que sem demagogia classifico como irmãos, que é a da mesa! O Angolano, como o português, adora sentar-se à mesa! Ora os franceses, também! Havia nada mais nada menos que 4 deles! O americano , esse só bebe - e bem!
      Ora, ponha bom peixe fresco e excelente marisco (de concha e de patas) à disposição desta "seita" e nem imagina!
      A paelha, foi feita por um francês, e orientada por uma senhora portuguesa que foi temperando, outro francês fez uns soberbos mexilhões abertos no tacho com um molho de lamber os dedos, eu procedi à cozedura (em água do mar) de 7 extraordinários "cavacos" (uma espécie de lagosta, mais encorpada que são ex-libris dos Açores) , houve ainda peixe grelhado e churrasco naqueles três dias em local remoto, daqueles para onde tem de se levar tudo, longe e por mau caminho, mas que vale a pena.
      No google consegue encontrar o Meva facilmente, é um rio temporário, que desagoa numa praia onde existe uma velha e rudimentar pescaria, e dá o nome também a uma ponta.
      Faça uma boa viagem, e delicie-se!
      Um grande abraço cá do paralelo 12 S.

      Eliminar
    2. E, já que estamos em ambiente gastronómico-literário, que muitas vezes andam juntos, também porque há por aqui apreciadores do Extraordinário Mestre Aquilino, fez muito bem em citar o famoso jantar dos abades, que é um pormenor Extraordinário do "Andam faunos pelos bosques", e não me canso de ler!

      Eliminar
  5. Humm, Maria do Rosário, não havia necessidade de evocar os chefes mediatizados. A autora bem gosta deles, não saberá. Seria o mesmo que isto: ganhou um prémio, como tantos que por aí há.

    ResponderEliminar

Enviar um comentário