Congressos

Ontem falei de Torga e hoje falo de outros dois grandes: um anterior (Eça), outro posterior (Saramago). É que, quase ao mesmo tempo, vão realizar-se dois congressos dedicados aos escritores que pus entre parênteses. É já hoje que o nosso Nobel da Literatura é festejado no Palácio Nacional de Mafra – sítio mais do que apropriado – num encontro organizado por Miguel Real, com a participação de inúmeros especialistas nacionais e internacionais, estudiosos e interessados na obra do escritor, e em estreita colaboração com a Fundação José Saramago, parceira estratégica desta iniciativa, que vai até dia 18.​ Por seu turno, amanhã inicia-se na Sociedade de Geografia o congresso «Eça de Queiroz nos 150 Anos do Canal de Suez», que dura igualmente até dia 18 e tem uma extensão na Biblioteca Nacional. A organização é da revista Nova Águia, do Movimento Internacional Lusófono (MIL) e do CLEPUL (Faculdade de Letras) e conta com vários painéis que prometem ser originais. Os programas completos podem ser consultados nos links abaixo:


https://rotamemorialconvento.wixsite.com/congresso


https://queiroz150suez.blogspot.com/2019/10/programa-do-congresso.html

Comentários

  1. Tudo muito interessante mas, comme d'habitude, tudo no lado de Portugal que tem vista para o mar...
    Escrito o desabafo, a verdade é que nós temos escritores muito bons: ontem falou-se de um, hoje fala-se de outros dois.
    Mas temos muito mais, alguns reconhecidos internacionalmente.
    Ainda ontem, ao folhear o "Génio" do Harold Bloom, confirmei que o Camões, o Pessoa e o Eça estão entre os 100 autores mais criativos da história da literatura.
    O Saramago não entra nesta lista porque ainda estava vivo quando o Bloom escreveu o livro, sendo todavia mencionado na página 37.
    Pena alguns serem tão pouco lidos...
    Quem puder ir, pois que não falte.

    Maria

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  2. Extraordinária iniciativa, mais uma aliás!
    Porque é a prova de que de facto a literatura está viva, é dinâmica, acontece e faz!

    De resto, não espero que um país tão pequeno quanto o nosso, com uma língua algo difícil se bem que teoricamente falada por muitos milhões em 4 continentes, com uma história tão antiga e rica mas que agora querem até apagar, os de cá, alguns portugueses presumidos como cultos ou pior do que isso, intelectuais, possa ser reconhecido lá fora por outros, quando há esta recusa interna em assumir os seus próprios valores, história, cultura e idiossincrasias.

    Portanto, pelo menos entre nós, nem que seja em tertúlia como aqui fazemos ou um pouco mais alargada como se propõe, celebremos os nossos autores, a nossa cultura, a nossa escrita.

    Saudações cá da Cidade Morena!

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