Canetas
Todos nós, que escrevemos – e não falo apenas de escrever para publicar, mas de redigir notas, letras, cartas, mensagens, listas, crónicas, poemas… –, temos sempre certas canetas de que gostamos mais. Actualmente, a minha preferida é uma caneta Uniball de tinta preta (uso também muito a vermelha quando estou a editar) que, por fora, é maioritariamente cinzenta e de que compro muitos exemplares ao longo do ano. Não cansa, é macia, nem fina nem grossa. Mas, quando era adolescente, a escolha era mesmo reduzida (lembram-se do anúncio Bic Laranja, Bic Cristal? Pouco mais havia...), pelo que fiquei muito contente quando, talvez por volta dos 14 anos, a minha avó me ofereceu uma esferográfica Parker, que era macia e contribuía menos para aquele calo que se formava no dedo médio de tanto escrever. Depois, num repente, apareceu tudo e mais alguma coisa, e a Parker ficou obviamente para trás, soterrada por marcas mais cotadas, como a Montblanc. E não é que hoje, no meio daquela publicidade que invade diariamente as nossas caixas de correio electrónico, me aparece um reclame da Parker, que eu já julgava mais do que defunta? Mostrava um modelo novo e dizia assim: «A Parker nasceu em 1888, na Grã Bretanha, como fabricante de canetas de luxo. […] quando a ocasião sugere um presente memorável, quando nenhum presente comum serve, escolha uma bela caneta Parker. Será uma lembrança que vai combinar com o seu bom gosto.» Bateu cá uma saudade… Qualquer dia ainda volto à velhinha Parker. (Passe a publicidade.)
Amei este post!!!!!!!!
ResponderEliminarTenho um monte de Parkers que fui recebendo ao longo da vida em ocasiões que os "ofertadores" consideraram solenes: mestrado, doutoramento, primeiro romance publicado e essas coisas numa vida de escritas mas que, para mim, são apenas momentos e nada, de todo, solenes. Guardo-as com carinho mas não as uso porque o que eu gosto mesmo é de escrever com canetas de hotéis. Tenho milhares e uso-as para me lembrar de dias felizes, locais e experiências. Acho que nunca comprei um esferográfica na vida! :)
Já disse que amei o post? Amei!!! :)
PARKER - sinónimo de bom gosto!
ResponderEliminarOra cá está mais um assumidíssimo Parkeriano!
ResponderEliminarTenho as minhas Parkers, guardadas… a que era de meu avô (com tampa e aparo de oiro) e me foi entregue quando fiz o exame da 4ª classe e depois o de admissão aos liceus! Quando dispensei do exame do 5º ano, ofereceram-me um conjunto de esferográfica e tinta permanente em prata. Depois disso recebi ofertas em várias ocasiões de canetas Parker, que mantenho… aliás estão aqui duas na minha secretária, uma que comprei na Staples e outra que me ofereceram na Caixa Angola. Também tenho a que era de minha mãe. Guardei a caneta de tinta permanente que era de meu pai, mas essa é uma Sheaffer.
Gosto muito de canetas, sobretudo de tinta permanente, e tenho várias… sempre escrevi com tinta permanente e usando várias cores: azul, azul-marinho, vermelho, verde, preto e até castanho.
Parker, definitivamente!
Saudações tintureiras cá da Cidade Morena!
Nunca me ofereceram canetas caras ou de prestígio, por isso, nunca adquiri esse culto.
ResponderEliminarEscrevi sempre com Bic e, por altura da Universidade, tinha um grande calo no dedo médio (do qual até me orgulhava). Agora, escreve-se menos à mão, o meu calo quase desapareceu, o que já me arrancou um sorriso, ao lembrar-me de um momento de estudante, em que, apreciando a protuberância, pensei: "se ele já é tão grande, imagino como será daqui a 20 ou 30 anos".
Tive dois outros tipos de calos nas mãos:
1 - na zona da palma, próxima das bases de cada dedo, quando pratiquei ginástica olímpica (entre os 10 e os 14 anos); os calos deviam-se aos exercícios nas paralelas assimétricas.
2 - na ponta dos dedos, quando tocava guitarra (entre os 17 e os 22 anos); cheguei a tocar baixo elétrico numa banda pop/rock.
Continuo a usar canetas baratas, muitas são ofertas publicitárias, ou de campanhas eleitorais. Comprei, há uns anos, uma caneta melhorzinha, da Faber-Castell, para as minhas (poucas) sessões de autógrafos.
Na escola primária, a partir da 2ª classe, a professora fazia questão de que escrevêssemos com caneta de tinta permanente. Mas as canetas não eram nossas, pertenciam à escola.
Só tive uma Parker. Lá está esquecida, seca certamente. O calo do dedo médio está muito mais pequeno, mas ainda se vê.
ResponderEliminarNunca ouvi ninguém queixar-se de calos na ponta dos dedos por muito teclar computadores. É mais dores no cotovelo.
Sabe, isso é de se apoiarem no dito-cujo quando teclam… depois fica a parte dolorida, eheheh!
EliminarActualmente tenho uma caneta belíssima MONZA de bico não muito fino que escreve como se fosse de tinta permanente.
ResponderEliminarLápis Caran d'ache (desde que me lembro de escrever e sublinhar os livros).
MONZA?
EliminarLá tenho de ir googlar, pela bisbilhotice é claro… Monza só me lembra Grande Prémio, eheheh!
Abraço.
Também só uso Uniball preta! Há anos que é a minha caneta de eleição. Mas ainda tenho uma Parker que me ofereceram. Um clássico!
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