2020: Uma previsão
Há dois anos, iniciou-se no Museu da Farmácia uma actividade anual ligada aos livros muito interessante. Foi inicialmente um encontro de editores pequenos, médios e grandes, que falaram dos principais problemas da profissão e da actividade, dos livros que iriam publicar e dos que tinham perdido para outros. Escolhiam três livros para aconselhar, um dos quais publicado por um colega. Esse primeiro encontro foi muito concorrido (também lá estive) e, no ano seguinte, voltou a acontecer com tradutores, alguns dos quais conheço há muitos anos (Maria do Carmo Figueira, por exemplo) e sei que foi um sucesso. Hoje, vai ser a terceira edição e, desta vez, estarão autores sentados à mesa para falar do que é escrever hoje em Portugal e para o mundo e quais são os livros de 2020 que preparam ou aconselham. A conversa será, como sempre, moderada por Luís Caetano, cujos programas dedicados aos livros e à poesia são conhecidos por muitos. Se quer saber o que se vai publicar em 2020, vá lá. Até porque o Museu da Farmácia é belíssimo e vale muito a pena ser visitado.

Uma proposta altamente interessante para nós, que gostamos de ler e de falar de livros, até eventualmente de os escrever…
ResponderEliminarNão vou poder ir, mas muito me interessaria saber das conclusões, ainda que eu saiba perfeitamente o que vou ler em 2020, por muito que pareça prosápia… mas sei, porque se não editarem aquilo que quero ler, até tenho em stock livros bastantes, por ler, que me preencherão!
Tunga!
Se bem que eu seja dos que lêem de quase tudo, notem.
Saudações cá da Cidade Morena!
Bolas, tenho mesmo pena de não poder ir a esta, pois vão lá estar quatro pessoas que muito admiro.
ResponderEliminarMas a vida diz qu não dá, não dá, não dá... :(
Pode ser que passem qualquer coisa na Antena 2.
Em jeito de provocação, constructiva, pergunto se serão os autores quem sabe e define o que se vai ler? Terão eles essa informação ou o dom de prever? Ou apenas escreverão o que lhes der na inspiração e o público limitar-se-á a ler?
ResponderEliminarO que é que pode inspirar os autores e os leitores? Acontecimentos marcantes e que provoquem nuns e noutros essa consequência? Penso que sim, em parte, mas não na totalidade, isto é, talvez para o grande público que leia o que está na moda, como segue as demais tendências do pensar, fazer, comportar-se, consumir.
Mas, e os LEITORES, os gourmets da leitura, os que lêem não porque é tema na moda mas porque apreciam a leitura nas suas vertentes e componentes, como a um cozido à portuguesa?
Fiquei a pensar nisto… e lembrei-me de um par de editores já me ter dito que iam apostar sobretudo nos temas biográficos. Será a tal falta de orientação, de sentido, de valores e de heróis ou de líderes, que se verifica?
Gostava mesmo de saber as conclusões desta mesa de autores. Um deles eu acho que sei o que pensa… eheheh!
Ando sempre com leituras de escritores principalmente dos meus amigos e se o fiz, agradeço leituras de vossa lavra Pedro Sande eh, vou lhe encomendar uns que estão à sair do forno; Cristina Torrão que amo e defende com excepcional papaixão o classicismo lusitano; Luís António Pacheco mui apreciado em arrefecer este caldo cultural; e meu contista preferido João Madeira o coincide aniversariar hoje; e um beijinho a si MRP aqui do Brasil. Gosto muito de Museu, mas minha mania de por pitaco se lhe deixa (talvez) gralha, porquê não o atributo Pharmácia?
ResponderEliminarAndo (também) no esquecimento.
EliminarCláudia da Silva Tomazi
A Cláudia, nunca andará no esquecimento… jamais, em tempo algum!
Eliminare eu estava em Lisboa, mas noutra sessão também muito interessante, não desfazendo nos autores nem no moderador que é pessoa muito competente e empática na função, e que oiço com frequência.
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