Preguiçar

Hoje estou com um dia infernal e portanto abusarei da vossa paciência preguiçando na escrita de um post. Tenho três irmãos e, quando publiquei a minha Poesia Reunida, um deles escreveu-me um poema tão lindo sobre nós que ainda hoje, quando o releio (na verdade, basta que me lembre dele), faz com que me venham lágrimas aos olhos. Já escrevi sobre como é lindo ter irmãos (dediquei a isso, aliás, uma das minhas crónicas) e, talvez por isso, quero partilhar convosco o discurso de um dos irmãos de António Lobo Antunes, Nuno Lobo Antunes (o 5º de seis), na homenagem que foi feita ao escritor no sábado 28 de Setembro. Que lindo. No link, creio que é também possível ouvir o discurso em vídeo (eu apenas li). Desfrutem.


https://www.sabado.pt/vida/detalhe/meu-bebe-amo-te-muito--o-discurso-de-nuno-lobo-antunes-ao-irmao-antonio


 

Comentários

  1. Irmãos é uma dádiva feliz, muito feliz. É não estarmos sós perante a vida.

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  2. Três vezes lindo. Ser filho único, como eu, não é nada lindo.

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  3. É uma grande prova de amor e de admiração.

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  4. António Luiz Pacheco2 de outubro de 2019 às 04:41

    Bom, tergiversando um pouco, sobre os irmãos e literariamente puxando a brasa à sardinha da escrita, vou lembrar que é um grande tema para muitas obras daquela que é a nossa paixão, a leitura!
    Desde "Os irmãos Karamazov" aos "Filhos do Capitão Grant", "A irmã do traidor", "O meu irmão", "Os irmãos Sisters", "Entre irmãs", "A irmã do Inocente"... fica aí o desafio Extraordinário de irem à procura de romances com este nome ou tema!

    Saudações irmanas cá da Cidade Morena!

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    1. Lembra muito bem.
      E lembremos que muito boa literatura nos lembra que nem sempre é lindo ter irmãos.

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  5. Caso raro. Valoriza exemplos de perseverança e pouco se lhe faz acrescentar. Família às artes e os Lobo Antunes exibem grandezas d'áquela mãe e os forjara com perfume literário.

    Cláudia da Silva Tomazi

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  6. Uma novidade de tom em relação ao que temos lido nos textos memorialisticos de António e João Lobo Antunes. Trata-se de um recordatório sóbrio e crítico das vivências da fratria de uma família que se sabe ilustre. Nuno descreve com grande elegância, e sem adocicar dificuldades, como é difícil ser visto pelos outros quando, numa família grande, se é um dos últimos filhos. Exemplar !

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  7. Boa noite com alegria

    Devo dizer que, por limitação alheia à minha vontade, não consegui ainda ler Lobo Antunes.

    Com o devido respeito pelo vulto literário, lembrei-me da seguinte citação:

    «Interessarmo-nos pela vida privada de um escritor porque gostamos de um livro dele é como interessarmo-nos por gansos porque gostamos de foie gras»

    Margaret Atwood

    Boas leituras
    cp

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    1. António Luiz Pacheco2 de outubro de 2019 às 15:38

      Boa noite, alegremente…
      É que estou em troca de mails (pesadíssimos) ou de impressões via Skype com os projectistas, aí em Lisboa. Isto é a tecnologia das comunicações no seu melhor!
      Facilita-nos a vida, mas é uma grande chatice…
      Entretanto entre entra e sai (dos mails), passo aqui e dou com o seu interessante comentário, fora de horas, que me provoca uma reacção tardia, quiçá a destempo.
      Curiosa comparação essa da anserídea figadeira com o voyeurismo escritórico (estou a inventar a palavra, e, esclareço que como estou a trabalhar ainda só bebi água chalada, que me pode aliás estar a fazer efeito! Digo-o para tranquilizar algum Extraordinário mais crítico ou que me julgue etilizado por não concordar).
      Na verdade interessam-me os escritores, como pessoas, até fascinam, pois acontece terem vidas de facto interessantes - e são quase todos, se formos a ver. Enfim, falo dos Escritores, daqueles que se libertam das leis da morte pela força da sua escrita e não de todos-mesmo!
      Ou seja, interesso-me pelos palmípedes produtores da iguaria, como pelas uvas de que se faz vinho, as ovelhas produtoras de queijo, pelo bacalhau… interesso-me por quase tudo de que gosto ou me diz alguma coisa!
      Logo, atrevo-me a contestar a afirmação gastro-literária da citada senhora!

      Um grande a alegre abraço tardio, cá desde a Cidade Morena e adormecida.

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