Ler poemas

Nunca tive jeito para a música, acho que só na adolescendência me atrevi a cantar ao pé de outras pessoas; nem  sou desafinada, mas, tendo noção das minhas limitações, depressa se tornou claro que escutar-me a mim mesma não tinha grande graça (canto mais dentro da cabeça). No entanto, gosto de dizer poemas (e em várias línguas) e as pessoas que percebem disso até me dizem que tenho jeito. Mas mais jeito tem o grupo de dizedores que hoje à tarde estarão no foyer do Teatro do Campo Alegre na sessão do Café Literário «Poesia, a Suprema Ficção». Evocando o grande poeta norte-americano Lawrence Ferlinghetti (que concluiu recentemente 100 anos e de quem é o mote entre aspas), Cristiana Sabino, Jorge Pereira, António Domingos, Idalinda Fitas, Manuela Gomes e Armando Pereira apresentam as suas escolhas poéticas. Se estiver pelo Porto, não perca.

Comentários

  1. António Luiz Pacheco3 de outubro de 2019 às 02:35

    DIZEDORES de poesia!
    Que palavra tão pouco poética e inestética… a soar ao outro lado do Atlântico no seu facilitismo e preguiça em procurar no nosso comum vocabulário os termos que existem, aproveitando o afrancesamento ou usando a prática anglófona que nada tem a ver nem com o nosso étimo nem criatividade latina!
    É como a “poesia a martelo”, que mesmo não sendo leitor sou capaz de identificar.

    Jogral! É o termo, se bem que não signifique apenas declamador, mas também e se adequa muito mais, em minha opinião.
    Havia mesmo, os Jograis de Lisboa, um grupo que declamava e me lembro de ouvir em miúdo nos longos serões do campo, tantas vezes acompanhados pela rádio. Lembram-se do “Serão para Trabalhadores”, e da voz do Igrejas Caeiro que também declamava? Ou do eterno João Vilaret?

    Saudações saudávelmente saudosas cá da Cidade Morena, onde há poesia na rua!

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    Respostas
    1. Ó Paxeco e certamente também ainda te lembras de quando as palavras terminadas em mente deixaram de ser acentuadas; já te esqueceste ou ainda estavas a dormir?
      Saudações Leoninas

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    2. António Luiz Pacheco3 de outubro de 2019 às 04:03

      Pois… se calhar estava… lamentávelmente…
      Mas vou-te explicar uma coisa:
      - Aqui em Angola, fala-se de uma forma curiosa:
      Diz-se "à parede" (em vez de a parede) , e, "vou a loja" (em vez de à loja).
      Trocam-se os assentos…
      Nós podemos escrever "lamentavelmente" mas dizemos "lamentávelmente" e aqui diz-se mesmo "lamentavélmente" …
      Não sei se é o acordo otográfico (que admite se escreva como é pronunciado) ou se o que é... mas a forma de prónunciar é ãnqui muito diférente… istás à pércéber?
      Portanto já nem sei o que diga e menos como escreva!
      Abraço famalicense… ahahah!

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    3. Absolutamente correcta essa tua explicação e perfeitamente admissível essa prática de escrita aí em Angola (uma grande língua é isto mesmo).
      Mas ó Amigo Paxeco este acordo ortográfico tem-me causado muitas dúvidas quando escrevo certas palavras, eu que raramente dava erros passei a ter dúvidas quando escrevo determinadas palavras.
      Não gosto deste AO (curiosamente, em determinada fase, até admiti o contrário mas cheguei á conclusão que é mau).
      Abraço

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