Há muitas razões para não se simpatizar com certas pessoas e empresas, e já sabemos que em Portugal somos peritos em detestar quem tem dinheiro e quem tem sucesso. Não surpreende, por isso, que ao primeiro desaire do festival Babell (o atraso do conferencista inaugural e a falta de auriculares para todos os membros do público ouvirem a tradução simultânea), caísse tudo em cima a martirizar os responsáveis. Foi chato, calculo, ficar duas horas ao sol à espera da vedeta (apesar de a organização do festival ter oferecido chapéus, no que esteve bem); e, segundo percebi, pior foi não se ter apercebido logo de que o alemão seria a língua de comunicação da estrela do Oriente e usar a IA para a tradução, o que provocou risadas em certos casos. Porém, sendo a primeira vez de um festival destas proporções, vá lá, podiam perdoar estas falhas, tanto mais que, ao que leio por todo o lado, o resto foi um absoluto sucesso e encheu as medidas de todos os que puderam assistir às conversas de gr...
Não só o inglês é uma língua simples, como quase dispensa de uma aprendizagem basal, de raiz. Poucos foram os cérebros da atualidade que não foram estimulados e seduzidos desde cedo pelo inglês, conscientemente ou não. Faz sentido que seja uma segunda língua, tanto não seja pela aprendizagem económica e facilitada.
ResponderEliminarNada há de mais satisfatório do que poder comunicar independentemente das discrepâncias geográfico-culturais. Obrigada inglês!
O facto de recorrermos desenfreadamente aos estrangeirismos anglo-saxónicos, porém, revela mais uma vez (e infelizmente), a nossa pequenez, o mau gosto, e talvez até um ligeiro complexo de inferioridade em nada justificável, sendo o português uma língua tão incrivelmente bela e desafiante.
Há quem ache que o inglês dá um ar cosmopolita, mas como muito bem diz a Maria, é apenas uma pequenez e revelador de um gigante provincianismo.
ResponderEliminarJá agora Maria, porquê "obrigada inglês" e não obrigado inglês? Esta é uma velha questão que se me depara há muito tempo, porque eu sempre escrevi obrigado (independentemente do género).
Ó Seve, hoje nem era para vir aqui, mas achei pertinente essa sua questão. Vou tentar dar o meu ponto de vista...
EliminarQuando a Maria diz obrigada, a sua fala ou escrita respeita ao seu género, o feminino; se fosse o Seve, masculino, diria obrigado. Esta forma de agradecimento implica uma obrigação de retribuir o favor ou a simpatia, o que quer dizer que o beneficiado ficará, segundo o seu género e por sua vontade, obrigada(o) a essa ou outra retribuição equivalente.
Tenho todos um bom fim-de-semana e esperemos que a Rosário traga boas novidades - e boas recordações - das terras brasílicas.
Como não revejo o que escrevo, leiam "Tenham" e não "Tenho" no último parágrafo.
EliminarPor uma questão de hábito há muito em mim enraizado, agradeço sempre em função do meu género - feminino. Não que me soe bem, ou mal, ou que assim defenda o meu género biológico da tão oprimida "supremacia" masculina (até nas palavras).
EliminarOprimida por quem e por quê, Maria?
EliminarNeste espaço é um comentador (ou comentadora) como qualquer de nós; na sociedade tem os seus direitos e deveres, que devem ser garantidos independentemente do género. Haverá por aí alguns trogloditas que ainda não assimilaram essa igualdade, mas estarão em vias de extinção. Para já, as mulheres têm um atributo em supremacia, pois são mais bonitas e, porventura, até mais generosas e tolerantes. Depois, há a considerar aquilo que eu nunca esqueci, desde garoto, que é a postura do homem perante a mulher, para além do respeito que lhe é devido - se a Maria e eu estivermos à entrada de uma porta, eu cedo-lhe a primazia da entrada, com muito gosto.
Desejo-lhe, acompanhado de um beijinho (se mo permite), um óptimo fim-de-semana, naturalmente com boas leituras.
Caro Fernando, o meu comentário foi feito em tom jocoso e dirigido a um mundo que, Buscando a igualdade entre géneros (evidentemente necessária e obrigatória), se cinge em mezinhas, ou exagera, aumentando ironicamente o fosso entre homens e mulheres. Talvez por sorte, eu não guardo essa revolta, e defendo somente o que penso ser se sensato defender.
EliminarObrigada pelo seu comentário simpático, um beijinho e votos de um bom fim de semana!
Como em tudo há que ter senso, bom senso! Nem sempre o temos… enfim, somos humanos e não robôs.
ResponderEliminarAs redundâncias que refere é como ler nas notícias : " disparos de caçadeira sotgun" … imaginem dizer-se "atropelado por um camião truck " ou "ir à casa de banho toilet"… e atribuem-se sobretudo a uma coisa chamada ignorância!
Diga-se que o inglês é uma língua simples, e que é mais prático dizer "feed back" do que retroalimentação, como escrever "pk" do que "porque". Na verdade o comodismo impera, convém não esquecer. Mas, para mim o inglês não é por ser simples que impera, detesto ler em inglês! Por causa das adjectivações, verbos e sujeitos que me obrigam a ler toda a frase para a entender, enquanto que no francês, espanhol ou italiano vou lendo e entendendo.
James Mellon (americano e muitíssimo adjectivador) escreve algo como: um filha da mãe, como o inferno negro e de sanguinários raivosos olhos búfalo, estava postado ali no meio daquele verde inferno da alta erva…
Nada prático na minha opinião!
Mas atenção, não se esqueçam que o inglês, pela capacidade de concentrar conceitos largos em palavras curtas e numa única, é a língua do marketing e da ciência, razão pela qual impera, e aí sim!
Saudações cá da Morena Cidade!
Good morning full of joy
ResponderEliminarHoping that our host, MRP, returns safe and sound from brazilian lands (so that we continue to have this kind of breaks in our daily routine), I wish all of you a pleasant weekend.
Good reads
cp
PS: Bold proposal, the one from the young lady in the newspaper article. In portuguese we say "ganda lata"!
*** This message was delivered to you by IBE - International Bad English. Connecting people from everywhere is our business ***
You're so funny, cp!
EliminarThe more I read you, the more I like you.
Have a glorious weekend!
Mary
Big can????
EliminarOu great tin???
Really … ahahahah!
(nota: na língua dos bifes diz-se: you've got a nerve!)
Abraço (a hug) cá da Morena Cidade…
Quanto ao futuro, não podemos já dizer-lhe adeus, mas que ele está adiado, está. Saine dai, como ouvi dizer na rádio a um profissional de comunicação.
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