Crónica & Avis
Hoje é dia de crónica. Aí vai o link:
https://www.dn.pt/edicao-do-dia/05-out-2019/de-poucas-palavras-11367036.html
Hoje é também dia de começar mais um encontro de escritores, muito justamente chamado Escritos & Escritores, que acontece anualmente em Outubro em Avis, no Alentejo, e dura três dias. Diz quem já lá foi que vale muito a pena. Eu ainda não consegui, pois esta é uma época muito complicada para um editor. Mas divirtam-se se puderem lá ir.

Sim, algumas palavras vão-nos sendo sonegadas da memória… é um facto! Ainda ontem não me ocorria a palavra que queria usar no meu comentário: intelectual! Ahahahah!
ResponderEliminarEmbora não tenha ainda uma idade que se possa considerar provecta, já é no entanto avançada e reconheço que tenho a memória demasiado cheia de tanta coisa que por vezes já entropico (é um regionalismo!) nas ideias. Mas adeus futuro, ainda não… nem tenho Alzheimer na minha família, pelo que não paira sobre mim essa sombra.
Uma coisa são essas chamadas "brancas", ou lapsos de memória, outra é a ignorância pura e simples do vocabulário, que me parece é aquilo que é referido na crónica, por comodismo intelectual.
O uso de chavões anglo-saxónicos, de contracções e de outras palavras importadas que devem enriquecer a nossa língua, não deveriam substituir o vocabulário, penso eu.
Uma vez mais, é a literatura quem pode e deve fazer esse trabalho, o de manter o vocabulário mais alargado possível em uso, divulgando-o e ao mesmo tempo pelo uso dos novos termos, contribuir para manter viva a nossa língua.
Estarei certo na minha análise? Estimo que sim.
Quanto ao "falar mal", de facto os nossos políticos e comunicadores em geral, falam muitas vezes mal! Constata-se facilmente, mas isso é nitidamente falta de cultura, literária e linguística, creio eu.
Saudações e votos de um Extraordinário Fim de Semana para todos, que eu tratarei de pugnar pelo mesmo, cá na Cidade Morena!
Bom dia com alegria, embora com a vergonha ensimesmada do Sol
ResponderEliminarAvis.
Estive lá com um sol abrasador. Tem uma bonita biblioteca. Uma densidade populacional convidativa. Uma tensão arterial normal, convidativa.
Não vamos pensar nisso agora. Vamos?
Crónica.
O silêncio de certeza não fará parte do futuro, mesmo que os vocábulos utilizados se reduzam a sim e não. Este será multimédia, mesmo só com grunhidos.
A alteridade, conceito explorado nos livros de Byung Chul-Han, é inimiga do Progresso (seja lá o que isso for). Este obriga a uma redução do vocabulário utilizado, das diferenças, para uma comunicação mais rápida e eficaz, não necessariamente mais rica ou erudita.
Aliás, liguagem binária é a dos computadores. Zero e um. Chega muito bem.
Charingar-me para quê?
Bom final de semana, melhores leituras e um ainda melhor Brexit e sabe Deus o quê na Catalunha (ou talvez também não saiba)
cp
Eheheh!
EliminarA comunicação entre humanos terá começado por grunhidos (ou sons, como os estalidos dos koy-san) e palavras simples de amplo significado… creio que assim é?
Tendo em conta que a civilização cresce até ao ponto de clímax e depois cai, no sentido contrário (anticlinal se bem me recordo) , podemos esperar estar em regressão civilizacional e linguística, acabando os nossos descendentes a trocar sons e grunhidos?
Grunho, não vem daí? É um termo mais adequado que "troll"... ahahah!
Grande abraço cá de um dia de Sol! Deve ser porque a minha mulher chega hoje… eheheh!
Também me acontece ir usar uma palavra e... não a encontrar lá. Mas sempre se arranja outra para substituir. Não tinha pensado na dificuldade que vão ter os que agora dispõem apenas de umas centenas de palavras para comunicar. Terão que ter sempre à mão um aparelho que os ajude nas dificuldades, pedindo constantemente que esperem enquanto o consultam.
ResponderEliminarCurioso que também já me começam a "faltar" palavras no discurso oral, mas não quando escrevo. Uma queixa que entornei para o meu novo "Livro Das Queixas". Quando escrevo as palavras "desfilam" normalmente ao ritmo do teclado; e o que uso, pesado, de um plástico duro, diferente daqueles moles que parecem escrita a quatro mãos, combina na perfeição com o meu tempo de pensamento da escrita.
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