O pão que o diabo amassou
Mário Lúcio Sousa, o escritor e músico cabo-verdiano autor dos romances O Novíssimo Testamento e Biografia do Língua, ambos premiados e publicados pela D. Quixote, regressa este mês com O Diabo Foi Meu Padeiro, um belíssimo romance sobre a vida de centenas de presos no campo de concentração do Tarrafal, desde a sua fundação até ao seu encerramento (sendo o Tarrafal também o lugar de criação do autor, que ali viveu até ir para a universidade). Por este campo (e pelas privações, doenças e torturas várias) passam muitos homens (no final, uma lista refere-os a todos) vindos da Metrópole e também de Angola e da Guiné, já depois de o campo ter fechado as portas aos portugueses. A várias vozes, todas elas de Pedros condenados à prisão num ano distinto e com um director distinto, esta é uma obra de ficção que interessa também como documento e que ganhou um belo elogio do escritor António Lobo Antunes, muito aproriado a um livro com «padeiro» no título: «Bom como o pão.» E eu, que adoro pão, adorei publicar este livro.

Gosto do título e também devo gostar da história. :)
ResponderEliminarTenho boa impressão dos escritores cabo-verdianos que li… vamos ver este que desconhecia!
ResponderEliminarSaudações padeiras e com glúten, cá da Cidade Morena!
"É bom como o pão". Muito mau gosto. Que tipo de pão? Aquele que não conseguimos "comer" até ao fim?
ResponderEliminarO elogio do Lobo Antunes é quase maior que o título.
ResponderEliminar"É bom como o pão"... em tarja?... Parece-me que a qualidade do autor dispensará a condescendência tola do ALA. Que tal pespegar-lhe "É bom como o que dá à costa" no seu "A Outra Margem do Mar"?
ResponderEliminarPLFF