Para jovens e adultos
Parece que esta semana apostei sobretudo no tema da literatura infanto-juvenil com os posts dos últimos dias sobre autores consagrados que escreveram para crianças e as ofertas de livros infantis do (pato) Donald Trump; e hoje reincido, mas juro que isto não constitui qualquer espécie de programa, foi simplesmente um acaso (e, aqui para nós, dos bons). A verdade é que recebi a notícia de que sairá para as livrarias muito e breve uma adaptação de A Ilídia, de Homero, para os leitores jovens, levada a efeito pelo seu grande tradutor, Frederico Lourenço, e com os desenhos originais de Richard de Luchi. Já tinha saído A Odisseia aqui há tempos, mas A Ilíada é que é o primeiro texto da literatura europeia, «um canto de sangue e lágrimas, o mais belo épico da tradição ocidental». É realmente um texto bastante mais violento do que o que se lhe segue, até porque a guerra e o sofrimento estão sempre presentes, e esta ideia de a «abreviar» pode realmente servir também para adultos mais preguiçosos, pois acredito que não se deva deixar este mundo sem tomar o pulso a estas duas obras seminais.
Uma excelente idéia essa de adaptar os clássicos-da-pesada (no bom sentido) para as crianças/jovens, dependendo…
ResponderEliminarOs Lusíadas explicados às crianças, se bem me recordo por Adolfo Simões-Muller é um excelente exemplo, de que bem me recordo!
E porque não fazer o mesmo para o incontornável D. Quixote, e alguma obra de Shakespeare, Gedeão, e por aí fora?
Acho que podia ser uma iniciativa muito boa, adaptar o texto à sua compreensão e explicar o significado, fazer a ponte, a ligação… não sei se me consigo explicar?
Saudações adaptadas cá da Cidade Morena! (e como!)
Ó Paxeco o problema é a deusa "lei do mercado" que, no tempo do Adolfo Simões-Muller, ninguém fazia a mínima ideia do que isso fosse.
EliminarSeverino
EliminarA Livraria Sá da Costa e o Expresso editaram uma colecção interessante, para "as crianças e para o povo", ao preço de 1 euro cada livro. Foram cinco: A Eneida; A Odisseia; História Trágico-Marítima; Peregrinação; As Viagens de Gulliver. Tudo adaptação de João de Barros. A edição do Expresso tem 10 anos, é de 2009. Essa colecção da Sá da Costa vinha com uma nota de contra-capa- "obras célebres da literatura universal ao alcance de todos adaptadas ao ensino". A 1 euro, só não comprou quem não quis (suponho eu).
Caríssimo Fernando Costa obrigado pela sua oportuna informação.
EliminarDevo, contudo, confessar que tenho essa colecção do Expresso (numa caixa arquivadora), mas que continua virgem como a maioria das meus livros que constituem a minha pequena biblioteca.
Parece-me que há uma edição, também para jovens leitores, também assinada por Frederico Lourenço (uma sumidade em grego antigo), publicada em 2014 pela Cotovia, também ilustrada por De Luchi. Agora, vem a Quetzal com nova edição. O que estranho é o número de páginas nas duas edições: qualquer coisa como 304 páginas na Cotovia e 568 páginas na Quetzal. É certo que o formato 11,8x18,8 cm na primeira e 15,8x 24 cm na segunda faria prever um número menor de páginas nesta, a não ser que os caracteres e a mancha tenham operado o "milagre". Entre Cotovia e Quetzal, curiosamente dois pássaros de diferentes latitudes, apresentam "ovos literários" de dimensões diferentes.
ResponderEliminarAinda sobre o post de ontem, quero esclarecer que o meu comentário não foi no sentido de apoiar o sr. Trump, figura que não me agrada e nunca me agradou, mas enfatizo o meu repúdio pelo gesto da eruditíssima bibliotecária, a todos os níveis condenável. E estranho que se misture a política num caso que devia envolver apenas literatura, de um e do outro lado.
Em tempo: corrijo o número de páginas da Cotovia para 508, o que não altera a minha perplexidade.
EliminarA Ilíada é dos meus textos favoritos. Fiz uma vez um trabalho sobre Heitor, o anti-herói, que é o verdadeiro herói. Um "must" do cânone mundial.
ResponderEliminarNa sexta linha: «A Ilídia»?!
ResponderEliminar