Crónica e livrarias
Como é sexta, aqui vai o link da crónica:
https://www.dn.pt/edicao-do-dia/06-jul-2019/interior/beijos-e-abracos-11080642.html
Li que Buenos Aires é a cidade que tem mais livrarias per capita; mais do que Hong Kong e Madrid, que são as cidades que ficam respectivamente em segundo e terceiro lugares (bravo, hermanos!) e duas vezes mais do que Nova Iorque e Londres. Em alguns bairros de Buenos Aires, há livrarias em praticamente todos os quarteirões... O resto pode ler-se aqui:
https://www.theguardian.com/world/2015/jun/19/argentina-books-bookstores-reading
Bom dia com alegria
ResponderEliminarNotícia de última hora: "Governo permite a dedução à colecta de IRS de 10% do PVP dos livros adquiridos. Oportunamente sairá uma portaria com a lista de livros elegíveis, elaborada em parceria com a Presidência da República, o Ministério da Cultura, o Ministério da Educação, diferentes Faculdades de Letras e Mário Centeno. Caso o livro tenha menos de 150 páginas, numa fonte de tamanho 12 ou equivalente à utilizada na proposta de reforma do Estado de Paulo Portas, a percentagem é reduzida para 5%. Ulisses, Dom Quixote, Os Maias, A montanha mágica e outros livros desse calibre permitem obter uma dedução de 20%. Margarida Rebelo Pinto e outros autores quejandos não conferem direito nenhum. O legislador considera que o pouco esforço intelectual dispendido na leitura já constitui benefício (não puxar pela massa cinzenta)"
Fonte: agência noticiosa FEIQUE.NIUS
Argentina, não chores por mim. Não perdes pela demora!
Boas leituras e bom fds
cp
Excelente humor ! Infelizmente, não é aplicado nem aplicável entre nós uma medida deste tipo.
EliminarTenho para mim, quanto mais leio, oiço e verifico estas coisas, que a sociedade ocidental, europeia, caminha a passos largos para a sua própria extinção… a menos que, haja uma inversão na corrente, na qual acredito, pois a história é o que nos diz.
ResponderEliminarParece existir uma corrente de autodestruição da sociedade e da forma de viver, aliás promovida por forças de fora, de forma sub-reptícia. Encontram eco em forças de dentro, minoritárias e cegas quanto aos seus propósitos egoístas e centrados em minorias frustradas, que desde sempre anseiam em mudar a sociedade e construir um "homem novo", desumanizado, amorfo, manipulável, eivado de sensações programáveis e artificiais. A elite política comunga desta imagem, pois assim terá não cidadãos, mas um rebanho de ovelhas guardadas pelos seus pastores e cães de guarda, que conduz e controla como entende, ordenha, tosquia e até mata para comer, cruza como entende…
Curioso é, que quem se julga paladino da liberdade, do bem pensar, entre nesta corrente com tanta facilidade, acreditando que vai participar na construcção de um Mundo melhor.
Pois eu, ia para a escola a pé, e sózinho, juntando-me aos grupos de colegas, e com 10 anos até já apanhava o comboio e ia para as aulas, o meu pai foi comigo nos primeiros dias, ensinar-me … e depois fiz-me à vida! Universitário, vinha no fim de semana a casa e viajava à boleia, para poupar o dinheiro da camioneta ou do comboio! Cheguei a ir, de Inverno e à noite, a pé da estação para casa… são 12 Km! Telefonar para me irem buscar, à noite? Havia de ser bonito… o meu pai deitava-se cedo! Táxi? Caro…
E isso fez-me algum mal, apesar do incómodo, que na altura nem era tanto pois era assim e assim estávamos habituados… não, não fez, pelo contrário, deu-me espírito de sacrifício e capacidade de aguentar o desconforto. Fez parte de uma escola que hoje não existe e onde as pessoas parecem incapazes de arrostar com as dificuldades, de as superarem, de aguentarem, o desconforto e o esforço.
Lá, em Angola, a garotada anda sózinha na rua, mesmo os mais pequeninos, andam uns com os outros os "maiorzinhos" apoiam os pequeninos… vão para a escola, rua fora, longas distâncias com o banco ou cadeira de plástico à cabeça!
Adeus futuro? Só se for para nós… incapazes de aguentar o que nos incomode!
Saudações cá do Bairro Ribatejano!
Bom dia a todos os Extraordinários,
ResponderEliminarAinda que não participe ativamente nas conversas dos Extraordinários, que sem quaisquer dúvidas me enriquecem, não deixo de, diariamente, frequentar o blogue da Sr.ª Maria do Rosário pelo simples prazer que isso me dá.
Em relação à crónica de hoje, gostaria de partilhar um artigo que recentemente li sobre o tema, escrito por um jovem estudante que me comoveu particularmente (link abaixo). Lendo-a, acredito que ainda não tenhamos chegado ao Japão, e ainda bem, porque os afetos são para mim muito importantes.
Um abraço a todos os Extraordinários e obrigado pelo gosto que é o de vos ler diariamente.
Fernando
Fica o Link: https://docs.wixstatic.com/ugd/7ffb33_381b614875de4fcc9acbb1bcf14cc954.pdf
Quanto a Madrid e as livrarias, a situação não me parece famosa. Havia uma enorme "Casa del Libro" na Gran Via, ocupando todos os andares do prédio, onde eu entrava sempre que ia à capital espanhola, mas fechou e mudou para outro ramo de negócio, seguramente de maior consumo e maior lucro (não me quero recordar qual seja porque agora olho com mágoa para aquele edifício). No centro de Madrid resta-me a FNAC de Callao. Nem sempre me apetece lá entrar.
ResponderEliminarA "Casa del Libro", na Gran Via, reabriu em meados de Dezembro de 2018, Artur.
Eliminarfalou-se que iria mudar de ramo, houve quem dissesse que ia ser um hotel de Cristiano Ronaldo (hotéis do Grupo Pestana), o certo é que o espaço foi renovado e esteve fechada por isso.
Na próxima visita, não se esqueça de lá regressar.
Obrigado ! Mas que bela notícia ! Quando vi várias vezes o edifício fechado e para obras, imaginei o pior (e o que tem sido o mais habitual...). A próxima vez que regressar a Madrid lá voltarei.
EliminarNão quero destoar, mas eu gosto mesmo em Madrid, é de: Las Ventas e do Museo del Jamón! Ahahahah!
EliminarNo resto prefiro Barcelona… acho-a mais culta e muitíssimo mais gastronómica, que aliás não é anti-taurina, é sim anti-castelhana como me dizem bons amigos catalães, gastrónomos e aficionados … mas nas livrarias do El Corte Inglês tenho comprado bons livros, olhem, o "Largueza" esteve á venda no de Lisboa, e esta?
Bom fim de semana a todos, eu tive uma Extraordinária Sexta-feira e um soberbo jantar, agora perdoem-me mas o "double black" vai acompanhar-me a acabar o também Extraordinário Padre Costa de Trancoso, lido de uma só penada! Está à altura da escrita e saúdo o autor!
Tchim-tchim, cá do Bairro Ribatejano!
PS: Não digam nada ao meu sobrinho por afinidade Ricardo, pai do "espanhol" , o meu sobrinho-neto Matias! Ele odeia catalães… é realista, e, quem sou eu para me meter em questões de política interna!
EliminarDo Planalto para o Bairro Ribatejano vai um conselho,ó António Luiz, que é o facto de ser uma mistura explosiva do "double black" do Johnnie Caminhante com a leitura do Padre Costa.
EliminarAgradeço a apreciação, devidamente encaminhada ao autor.
Brindo também às merecidas férias do recém-chegado da Vila Morena, num dia em que vai correr muita bebida no castelo do planalto, supostamente ao som da Cuca Roseta.
Caro António Luiz, Parabéns pelo seu "Largueza" que, acabo de descobrir, vai já no segundo volume. A ler, claro. Permita-me corrigi-lo quanto a Barcelona não ser anti-taurina: os toiros foram abolidos em toda a Catalunha e a bela praça de touros de Barcelona é um centro comercial. Barcelona é mais bela do que Madrid, sem dúvida, mas a oferta museológica da capital, num raio de 500 m é incrivel (não conheço outra cidade assim): Prado + Reina Sofia + Thyssen + Caixa Forum + CC Mapfre + Alcalá 31. Todos com exposições temporárias, para além das riquíssimas permanentes. Em breve partirei para férias sem acesso deliberado à net, por isso desejo-lhe um bom resto de Verão!
EliminarGostava era que a Maria do Rosário Pedreira nos explicasse porque no nosso País é exactamente o contrário.
ResponderEliminarUma vez que numa crónica anterior se pE reocupava com o desaparecimento das Livrarias no nosso País.
E há poucos dias louvava o aparecimento de mais um lobby em Lisboa chamada de Travessa.
E por aqui me fico.
Infelizmente, tivemos um país analfabeto durante demasiado tempo e não criámos nunca hábitos de leitura às crianças nas escolas. Também somos poucos, não temos massa crítica. A concentração editorial foi uma resposta à concentração do mercado livreiro (hipernercados, cadeias de lojas). Só que em Portugal ficámos com as cadeias e as lojas independentes foram à falência e tiveram de fechar portas porque infelizmente não temos leitores suficientes. Eu sou uma mera editora, não tenho nada que ver com a parte comercial. Isto é o que se me oferece dizer.
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