Tríptico

Empregado de um homem de leis velho e respeitado, Hans Kunsperger sempre invejou o patrão. Mas não foi apenas o desejo de ficar com as suas coisas que o levou a tomar a decisão de o assassinar lentamente. A sua maior ânsia consistia em furtar-lhe o sonho por tantos anos acalentado de encomendar um tríptico representando a Crucifixão, a Deposição e a Ressurreição de Cristo para oferecer à igreja onde fora baptizado. É este tríptico que levará Kunsperger até ao estúdio de Lucas Cranach, pintor de créditos firmados e amigo de Martinho Lutero, onde conhece os dois filhos do artista, um dos quais terá um papel determinante na conclusão da encomenda que verá muitos sucumbirem antes de ser finalmente entregue. Com a poderosa imaginação a que nos acostumou, Mário Cláudio, no ano que comemora o seu 50.o aniversário como escritor, oferece-nos, também ele, um tríptico notável de que é impossível afastarmos os olhos.


 


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Comentários

  1. António Luiz Pacheco6 de junho de 2019 às 01:41

    Gosto muitíssimo de ler Mário Cláudio!
    Dos nossos melhores na actualidade, talvez sem o protagonismo nem o marketing de outros que não têm o seu sumo nem verve, é um Escritor seguro e fiável que me atrevo a considerar na minha classificação de traça dos livros, como um verdadeiro clássico.

    Aproveito para lhe dar parabéns pelos 50 anos de escrita, o que se pode dizer: é obra!

    Saudações clássicas, cá da Cidade Morena.

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    1. Subscrevo, António Luiz. Um dos melhores escritores Portugueses vivos.

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  2. A imprensa aprecia boa literatura. Parabéns !

    Cláudia da Silva Tomazi

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  3. Rui Barbot Costa, aliás Mário Cláudio, é um dos melhores escritores da Língua Portuguesa.
    Grande ficcionista, sabe contar uma história, prende o leitor, é de fértil imaginação; também grande poeta, ensaísta e dramaturgo.
    50 anos de escrita, nos seus 78 de vida (fá-los-á em 6 de Novembro) é obra. Parabéns pela efeméride do meio decénio de literatura e certamente por mais esta obra, que irei ler.

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  4. Bom dia com alegria e Feira do Livro

    **** Manual de abstecimento de livros ****

    1 - Constitua um stock inicial jeitoso. Podem ser os livros da tia-avó que feneceu, mas tinha uma catrefada de clássicos que estão sempre a ser reeditados, como a camisa branca, nunca sai de moda.

    2 - Durante um ano faça uma lista de livros com potencial interesse - lista de desejos.

    3 - Marque o ponto de reabastecimento para a Feira do Livro de Lisboa

    4 - Leve um carrinho de mão ou uma mochila, conforme o tamanho da lista.

    5 - Não se admire de ver livreiros a comprar livros para a sua livraria na hora H

    6 - Faça download da APP para maximização de descontos, com GPS integrado, para melhor localizar os stands das editoras

    7 - Se for o caso, penitenciar-se por nunca ter lido Agustina ou Mário Cláudio. Não come uma fartura e sobe até ao cimo do parque ao pé coxinho.

    8 - Evitar o pecado de comprar livros até à próxima feira.

    9 - Sobretudo, evite comprar livros bébé, ou seja, com menos de 18 meses. Os bébés dão-lhe cabo da paciência, os livros bébé dão-lhe cabo da carteira.

    10 - Congratule-se por resistir a comprar uma novidade. Daqui a duas feiras, o mais tardar, ela será sua por metade do preço. (Socorra-se do ponto 1 neste particular)

    11 - Se ficar na dúvida se a Feira se parece mais com o MARL (Mercado Abastecedor) ou com uma espécie de Jogo da Macaca para Adultos digo-lhe: não está sozinho/a!

    Boas leituras
    cp

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    1. António Luiz Pacheco6 de junho de 2019 às 07:05

      AHAHAHAH!
      Valeu, um precioso manual para traças livrescas!

      Grande e disposto abraço cá da Cidade Morena!
      - PS Acho que este MAL merecia ser divulgado, quiçá mesmo publicado!

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  5. Há anos que observo os pontos 2 e 3 deste MAL. Um MAL que é um BEM (bom exercício de mercado).

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