Crónica

Hoje é dia de partilhar a crónica:


 


https://www.dn.pt/edicao-do-dia/25-mai-2019/interior/omitir-ou-debater-10935928.html


 


Para quem gosta de mapas, como é o meu caso (mais de olhar para eles do que de segui-los), as Edições 70 publicaram recentemente o livro História do Mundo em 12 Mapas, que reproduz os diferentes mapas do mundo criados ao longo dos séculos e a influência que tiveram na nossa percepção do mundo. Desde a Grécia antiga ao Google, é a não perder.


 

Comentários

  1. Por cá temos uma escritora (para mim até uma boa escritora) que participa num programa da Antena Um, à 4.feira à noite, que deveria adorar poder eliminar dos livros tudo quanto é homem; a senhora é dum ódio aterrador a tudo quanto cheire a homem... é impressionante esta fobia do politicamente correcto.

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    1. Não tem nada a ver com o politicamente correto. Nem tudo com o que não concordamos é fruto do politicamente correto.

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    2. É da mesma família...

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    3. Penso que se confunde muito o desejo de alguém de ser politicamente correto com as convicções de cada um. Quem deseja apenas ser politicamente correto, defende tudo o que o seja, mesmo que não concorde, apenas para ostentar o título. É desonesto (o mesmo se aplica ao politicamente incorreto). Quem defende algo por convicção, não está a pensar se é, ou não, politicamente correto. Na minha opinião, há aqui uma grande diferença.

      Nota: com isto, não estou a defender a escritora que refere, que nem faço ideia de quem seja. Apenas chamo a atenção para o facto de que a intenção dela pode não ter a ver com "politicamentes".

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  2. Excelente crónica, quanto ao conteúdo e forma, como é seu apanágio. Os meus parabéns!

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  3. Um bom livro para o meu marido, que também adora mapas. Tanto adora, que é engenheiro geográfico. Mas também gosta de escrever (e escreve bem, no sentido de redigir bem, hoje em dia, caso raro em pessoas com profissões técnicas).

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    1. Suponho que quis dizer engenheiro geógrafo

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    2. Não é a mesma coisa que engenheiro geográfico?

      Certa vez, em Lisboa, já há bastantes anos (talvez ainda nos anos 1990) visitámos o Instituto Geográfico e Cadastral. Já não sei se se chamava exatamente assim e não sei se ainda existe. Lá, trabalhavam engenheiros geográficos (assim eram chamados) e o meu marido teve interesse por ser aquilo que, em Portugal, mais se aproxima da sua profissão. Foram muito simpáticos, até porque aparecemos de surpresa, mas acabaram por nos proporcionar uma visita às instalações e até houve um engenheiro que tinha estado na Alemanha e deu ao meu marido uma espécie de dicionário português/alemão e alemão/português relativo a termos próprios da profissão. O meu marido ficou curioso, nunca tinha ouvido falar de tal e, em casa, examinou melhor o livrinho e constatou ser originário da RDA, também conhecida por Alemanha de Leste, que já não existe (já nessa altura não existia, o que tornou a publicação ainda mais interessante).

      Na verdade, não há, em Portugal o engenheiro equivalente ao "Vermessungsingenieur" alemão. Fui ao google e encontrei, numa página brasileira, a "Engenharia de Agrimensura", que me parece ser exatamente o curso do meu marido:

      https://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/guia-de-profissoes/engenharia-de-agrimensura/4edf50adfb3b72f057000017.html

      Em Portugal, o mais aproximado é o «Engenheiro Técnico Geográfico/Topográfico», que encontrei nesta página:

      http://ec.europa.eu/growth/tools-databases/regprof/index.cfm?action=regprof&id_regprof=28799

      Quanto à Engenharia Geográfica portuguesa, encontrei esta definição: «O objetivo principal da Licenciatura é a formação de licenciados em Engenharia Geográfica com competências na conceção, coordenação e execução de projetos nas áreas da Cartografia e Geodesia» - não é bem o curso do meu marido, porque ele não é cartógrafo, mas a Geodesia fez parte do seu curso. A página de onde citei o extrato é a seguinte:

      https://fenix.ciencias.ulisboa.pt/degrees/engenharia-geografica-564500436615271

      Não sei se tudo isto corresponde ao engenheiro geógrafo

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    3. P.S. O "Vermessungsingenieur" alemão trabalha, sobretudo, para a construção civil. Esse trabalho, em Portugal, é feito pelo engenheiro civil. Tratando-se de medições mais complicadas (como a construção de pontes, por exemplo), há engenheiros civis especializados em Topografia e Geodesia.

      O meu marido está, há bastantes anos, mais ligado ao planeamento e construção de ruas e acessos citadinos. A partir de agosto, vai finalmente trabalhar na expansão e desenvolvimento de ciclovias, uma antiga paixão sua.

      A sua paixão por mapas, porém, prevalece. Temos mapas e levantamentos topográficos nas paredes de quase todas as divisões da nossa casa. E não falta um mapa de Portugal, claro

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  4. Boa tarde com alegria, pese embora 350 milhões de euros mal gastos por um banco público [sorriso amarelo] que teve ser recapitalizado.

    Obrigado pela referência à "História do mundo em 12 mapas", que guardarei religiosamente.

    Os ingleses têm um termo interessante para o designar, em parte, aquilo que é tema da crónica de MRP: spin - [with object] Give (a news story) a particular emphasis or bias.

    Dar a volta ao texto, com o intuito de realçar ou advogar uma parte.

    Spinning, relações públicas, politicamente correcto, fake-news, novilíngua orwelliana, etc, fazem parte do mesmo conjunto de ferramentas utilizadas para corroer a verdade do factos e a honestidade intelectual.

    Isto apesar de Friedrich Nietzsche ter dito, e cito, "não existem factos, apenas interpretações".

    Em "Os irmão Karamazov", Ivan declara que "sem Deus, tudo será permitido". Eu proponho, se nos recusarmos a pensar - e agir -, tudo será permitido (divindades à parte).

    Antes que venha por aí a antropofagia generalizada, convinha utilizar a nossa massa cinzenta para fazermos jus ao nome da nossa espécie (sapiens, não é?).

    Boas leituras
    cp

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  5. António Luiz Pacheco7 de junho de 2019 às 07:29

    Nem de propósito, é que há um livro muito bem apanhado, sobre as diferenças entre homens e mulheres, das quais eu me assumo cultivador e quero lá saber se me chamem de "sexista":
    - "Porque é que os homens nunca ouvem nada e as mulheres não sabem ler mapas da estrada". Escrito por um casal de investigadores: Allan e Barbara Pease.
    Leiam porque vale a pena, explica muito bem certas diferenças e até hábitos ou usos e costumes. Tudo acontece por uma razão, e se o Criador usou o dimorfismo sexual, ele lá sabia porquê…

    Claro que a nossa Cristina Torrão vem já aí dizer que sabe ler mapas da estrada.... Ahahahah!
    Não resisto, desculpe-me.

    Quanto à crónica, pois aplaudo de pé! A imbecilidade que grassa entre os autoproclamados bem-pensantes é um facto, e quando a falta de senso é premiada com a fama e a fortuna, é o que acontece. O que se refere é um atentado à cultura da humanidade, mas como vem de gente desumana, não nos admire. Torquemada, Hitler e outros queimaram livros…

    Saudações masculinas, brancas, cá da Cidade Morena… e olé!
    Votos de um extraordinário fim de semana!

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    1. E era excelente aluna a Matemática. Também se pode ser como mulher?

      Detestava, odiava mesmo, físico-químicas.

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    2. António Luiz Pacheco7 de junho de 2019 às 15:46

      Não! Só não pode ler mapas de estrada! O resto não interessa nada, você é "gaja" .. .porra!

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