Branco
O Livro Branco, de Han Kang, é o mais recente livro da escritora sul-coreana de quem a Dom Quixote já publicou A Vegetariana e Actos Humanos, ambos livros muito originais, o primeiro dos quais recebeu o Man Booker International Prize. Trata-se desta feita de uma meditação sobre a cor, que começa com uma simples lista de coisas brancas: a neve, o sal, a espuma das ondas, o papel, o arroz, os cabelos dos velhos, as cobertas em que a mãe da autora embrulhou a primeira filha, que nasceu prematura, muitos anos antes de existir este livro. É também uma reflexão sobre o luto, o renascimento e a tenacidade do espírito humano, sobre a beleza, a fragilidade e a estranheza da vida: se, por exemplo, a sua irmã tivesse sobrevivido, teria Han Kang chegado a nascer? Poderíamos nós ler a sua história tão tocante? Este é o mais autobiográfico e simultaneamente experimental livro de Han Kang até ao momento: uma pequena obra-prima inesquecível, a dor transformada em promessa pela mão de uma grande escritora contemporânea. Lindo.

A acreditar em si (e eu costumo acreditar) vou ter que comprar este livro :)
ResponderEliminarBoa semana.
⚘
Maria
Apetece-me começar a lê-lo já.
ResponderEliminarObrigado cara MRP pela sugestão (acredito que excelente) e claro que certamente gostaria de o ler, mas, depois questiono-me: e quando é que leio o D.Quixote (que ando há anos para ler)? o Balzac? o Dostoievsky? o Jorge Sena? o Kafka? o Eça? o Rentes Carvalho? o Pessoa? e outros milhentos livros que tenho na prateleira, na fila para ler a seguir? e os cinco que acabo de comprar na Feira do Livro? e será que alguém, alguma vez, conseguirá ler tudo?
ResponderEliminarDúvida atroz ó Severino… mas terás de ser tu a resolver, ahahahah!
EliminarNisso não posso ajudar-te, mas olha, fazemos assim: tu lês este! Em compensação eu já li alguns dos que te faltam, portanto entre todos, lemos tudo! A estatística joga a nosso favor!
Eheheheh!
Grande abraço cá da Cidade Morena!
Ó meu caro amigo Paxeco em relação a ti, no que toca a leituras, e sem falsas modéstiad, sou um anjinho pois de certeza que não li 1/5000mm avos do que já leste, mas sei que entendes esta minha mágoa de não poder ler tudo.
EliminarDeixa-me agora desabafar -o que me faz confusão é, por exemplo, raramente ver alguém na rua com um livro debaixo do braço; ir à praia e não ver ninguém a ler nem sequer um xaretéu estrangeiro...serei realmente um extraterreste?
Como não tiveste oportunidade de ir à Feira do Livro, devo dizer-te que vi alguns bons livros naqueles caixotes do meio da feira, por exemplo, um de que gostei imenso "Sempre o Diabo" de Donald Ray Pollock, a 5€, "De que falamos quando falamos de Amor" de Raymond Carver um contista do melhor que há, que escolheu as pobres gentes e a linguagem delas para contar as vidas cinzentas e sem esperança, este a € 3,25.
Comprei também, já não tão barato, € 7,50, "Os cães ladram" do enorme Truman Capote autor de um dos grandes livros que li até hoje "A sangue frio".
Anda Paxeco
Andar na rua com um livro debaixo do braço não dá jeito nenhum, a gente pode deixá-los no primeiro lugar onde vai. Agora os livros levam-se na mochila.
EliminarSe quiser fazer o favor de frequentar a minha praia, estou sempre lá a ler. E depois já pode dizer que viu uma pessoa a ler na praia:). Não é inteiramente verdade o que diz, há gente que lê na praia. Tem a certeza que não precisa dos serviços de oftalmologia?
Boa noite
É verdade Bea, não poderemos generalizar, nem levar "à letra" certas situações.
EliminarAssim à primeira fez-me lembrar "O livro em branco", que era um livrinho com as páginas em branco para ser escrito por quem o viesse a possuir. Claro que aqui não tem nada a ver!
ResponderEliminarParece ser bonito. Aprecio a beleza dos temas, na escrita. Contudo tenho em mente tanto livro para ler, que este não será para já. E também não será para já, porque leio livros da BLCS - Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva -, que saem grátis, ou do OLX, ou Custojusto ou Bibliofeira, comprados a preços baixos. Se quiser ler este, terei de esperar que a BLCS venha a adquiri-lo ou que apareça no OLX com um preço mais barato. Eu só compro um livro numa livraria se me parecer muito especial. Mas é sempre bom estar a par do que vai saindo pela MRP. Obrigada.
Pesquisei agora e "A vegetariana" está na BLCS. Ótima oportunidade para ler, tanto mais que ganhou um prémio! Thanks!
EliminarAprecio a sonoridade destes nomes da grande China, embora esta escritora seja de láperto, da Coreia do Sul. Os nomes e apelidos são fáceis de pronunciar e, admito eu, facílimos de rubricar pelos titulares numa feira do livro. Este, de Han Kang, quase que me faz lembrar Hong Kong.
ResponderEliminarTirante esta tirada (dirão, estapafúrdia),confesso que nada li da Han Kang, nem mesmo "A Vegetariana", que me parece ser um livro de qualidade, a julgar pela sinopse e encómios a si creditados. Desta forma de pensar - e de julgar - principalmente pela qualidade garantida pela MRP (que, neste particular, dá cartas, como diria o meu avô - "percebe da poda"), embora não seja para ler já, pois tenho outros na fila a barafustar, terei de comprá-lo porque não sou assim tão parcimonioso, ler um pouco na diagonal e esperar pela sua vez.
A propósito disto, não posso retardar muito a leitura, porquanto a vida é, como também diria o meu avô, "mais curta que comprida". Porém, reparei que a Han Kang prometeu escrever um livro para ser lido daqui a 95 anos! Para melhor expor a matemática das datas, segundo a autora da secreta obra, apenas poderá circular a partir de 2114; ou seja, quando a Kang estiver a fazer tijolo (ela e nós), talvez a repousar no nicho das alminhas do Purgatório, porque não acredito que ela viva até aos 142 anos.
A propósito da sonoridade própria e até cacofónica dos nomes chineses e vizinhos, ouvi uma vez um comentário que achei com piada, bem à portuguesa:
Eliminar- Os chineses quando nasce uma criança, sobem ao alto do templo que tem aquelas escadas de pedra muito altas… o pai leva consigo as ferramentas do trabalho, chega lá acima e atira aquilo tudo pelas escadas abaixo!
O barulho que fazem a rebolar, é o nome que põem à criança!
É capaz de ser estúpida ou racista ou sei lá, mas que me rio quando oiço os nomes, pois me lembro da história, lá isso rio!
Pois o seu comentário fez-me lembrar um episódio real. Dava eu aulas de português a alemães, em Hamburgo, quando um aluno, perante a pergunta: "o que é que há?", me disse que o português lhe soava a japonês.
EliminarUma vez que se abriu a caixa chinesa dos nomes e pronomes, trago aqui esta...
EliminarO chinês com loja aberta pergunta a um cliente português que nome deve dar ao seu filho recém-nascido. E o português responde:
- Olha, sugiro os nomes de Manuel, Francisco, João ou António
Vai o chinês e escolhe:
- Muito obligado. Escolho o plimeilo - Sugiro, mas com "r".
Tantos livros para ler numa só vida...temos de escolher e a escolha é tão difícil. Este livro também me agrada.
ResponderEliminarE este é pequenino, Bea, rápido de ler e óptimo para levar para a praia, ou trazer debaixo do braço (não que eu agora faça uma coisa ou outra: moro no interior e mal saio de casa).
EliminarHá dias comprei um outro livro, pequeno por fora mas grande por dentro (como eu gosto):
Devoção, da Patti Smith. E desengane-se quem pensa que ela é apenas uma old rocker feiosa e esquelética, ela é muito mais do que isso, e quem gostar de Camus vai ter uma surpresa.
⚘
Maria
Obrigada pela sugestão, Maria:). Penso que já adquiri livros para as leituras de verão. Por acaso, na Feira, comprei também um livro de Camus para oferta de Natal:).
EliminarVamos lá ver: a senhora editora MRP diz que este livro é «uma pequena obra-prima inesquecível, a dor transformada em promessa pela mão de uma grande escritora contemporânea. Lindo.» É um logro, simplesmente. Das 149 páginas, 54 estão mesmo em branco, fazendo juz ao título do livreco. O resto, a mancha branca supera a mancha gráfica (texto). Se alguma pitinha portuguesa apresentasse este livro à senhora editora, ia direitinho para o lixo. A obra é banal. Sem mais comentários. Apenas um aparte: quando é que a MRP se reforma?
ResponderEliminarTeresa Dias
Sorry, Rosário.
EliminarJá não vou comprar o livro, a Teresa Dias diz que é banal..
Apenas um aparte: quem é a Teresa Dias?
⚘
Maria