Um Charlot português

No meio da tarefa de esvaziar uma casa de família, a descoberta inesperada de um conjunto de cartas, fotografias e recortes revela ao narrador de Pratas Conquistador a existência de um tio-bisavô pioneiro do cinema em Portugal (o título do livro é, de resto, o do filme por ele realizado). Será o misterioso tio Emídio, curiosa personagem das anedotas familiares, o mesmo Emygdio Ribeiro Pratas, autor e intérprete, em 1917, da primeira comédia cinematográfica portuguesa ao estilo de Charlot? Que destino foi, afinal, o deste homem que teve uma vida absolutamente aventurosa? E porque terá sido votado ao esquecimento? Partindo da história desta figura multifacetada e do papel que representou na vida dos seus contemporâneos e dos seus descendentes, Paulo M. Morais explora os limites da ficção e da não-ficção, conduzindo o leitor ao Portugal das primeiras décadas do século xx, entre a queda da Monarquia e o advento da Sétima Arte, numa viagem ao mesmo tempo intimista e coletiva, poética e documental, que prende da primeira à última página.


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Comentários

  1. António Luiz Pacheco28 de maio de 2019 às 03:03

    Bravo! Boa! Este vou garantidamente ler!!!!!
    Promete!

    Uma curiosidade: a minha avó Maria Cecília assistiu a uma actuação de Max Linder, pioneiro do cinema e inspirador de Chaplin, num teatro em Lisboa. Contou-nos sempre como viu filmar uma cena ali no Largo do Rossio, em que ele se meteu dentro lago!

    Saudações nem por isso mudas, mas a preto e branco, cá da Cidade Morena!

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  2. Nunca esquecerei a extraordinária narrativa autobiográfica, "Uma Parte Errada de Mim", que o Paulo M. Morais escreveu. Também gostei, mas não tão marcadamente, do seu romance sobre as utopias de Abril, "Revolução Paraíso". Vai ficar na minha este seu novo livro.

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  3. «Coletiva»? Mais um livro submetido ao AO90, ou seja, mais um livro a não comprar nem ler.

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