Transcrever
Dizem que os miúdos da escola secundária não acertam em transcrições do texto pedidas nos testes pelos professores porque simplesmente não sabem o que quer dizer «transcrever»… Bem, espero que aqui no blogue ninguém tenha dúvidas sobre a palavra e que os mais disponíveis possam abraçar voluntariamente o pedido de transcrever cartas para um projecto que dá pelo nome de Cartas da Natureza. Não pensem logo em coscuvilhice amorosa e em envelopes com pétalas de flores perfumadas, embora por acaso haja plantas e flores implicadas nisto. É que a correspondência histórica que se pretende ver passada a computador é, nem mais nem menos, a que foi dirigida ao Jardim Botânico da Universidade de Coimbra entre 1870 e 1928 por leigos e especialistas, tantas vezes acompanhada por desenhos feitos à mão e caligrafia estupenda, com esclarecimentos, perguntas e dúvidas sobre espécimes. Pois bem: apesar de muito do material estar já digitalizado, era importante extrair o texto dessas cartas fotografadas e reproduzi-lo em caracteres digitais para que possa ser servir melhor os interesses de estrangeiros que visitam a Biblioteca Digital Botânica e de todos os que têm dificuldade em decifrar algumas letras. Ao transcrever os documentos, o copista vai de certeza ganhar um sem-número de informações novas e deliciosas, além de, como podem calcular, dramas e episódios pessoais bastante inspiradores. Quem me dera ter tempo…
Na instrução primária todos os dias fazia uma cópia...será que actualmente isto acontece? Ou estarei a falar chinês? É que há coisas imutáveis (é preciso é tomates)! -basta ler Lúcio Aneu Séneca-
ResponderEliminarAdeus, futuro. (passe o plágio MRP).
Ora aí está, diria mesmo mais: quem me dera ter tempo, e, estar aí…
ResponderEliminarSem dúvida que - para mim - há de ser interessantíssimo ler essa correspondência vetusta e certamente "temperada" ao modo da época em que foi escrita!
Que informação preciosa pode conter e fornecer.
Oxalá aproveitem o ensejo para contactar com a realidade botânica de então, os actuais interessados no tema.
Saudações vegetais e inertes cá de uma cidade morena, mas sem combustível, energia e nem água! Lixo é que há, muito, e, buracos! Pena não serem exportáveis...
Aqui em casa até tenho água na cisterna, mas para a fazer circular nos canos preciso da electrobomba accionada pelo gerador que funciona a gasóleo… e sem gasóleo, o gerador só trabalha um pouco para manter a arca congeladora, e, eu ver a guerra dos tronos! Aliás esta última série é muitíssimo inferior às anteriores, parece feita à pressão, só para haver um fim.
Prezado AL Pacheco
EliminarRelativamente à Guerra dos Tronos, atrevo-me a deixar-lhe esta sugestão de leitura: https://www.ffms.pt/publicacoes/detalhe/1199/telenovela-industria-cultura-lda
Não será uma telenovela, mas aposto que certas metodologias referidas se aplicam.
Cordialmente
cp
E atreve-se muito bem!
EliminarParece ser um tema interessantísimo, tratado pelo "Ted" que é um perito na matéria… curiosamente foi meu colega no Liceu Nacional de Oeiras, e fui muito amigo do seu irmão Tó Cintra, aliás pintor (pouco conhecido). A Fundação essa dispensa apresentações, pois me merece a maior credibilidade e não por ter sido um homem de JM durante os dez anos mais estimulantes e profíquos da minha vida.
Mas, não me parece que a Guerra dos Tronos seja bem uma telenovela… e não o digo por me supor superior, nada disso, mas porque uma série tão bem produzida, com diálogos e personagens tão bem construídos, me parece algo mais. É como lembrar as novelas baseadas por exemplo na obra de Jorge Amado, que dão 53 a 0 às amostras que por aí pululam a toda a hora em todos os canais, turcas, mexicanas, colombianas…
Grande abraço cá da cidade sem luz!
Certamente não é uma novela.
EliminarOnde encontro o paralelismo é no "estica/encolhe" da duração da história.
Na novela encurtam-se tramas, extendem-se narrativas, matam-se personagens, fazem-se curvas fechadas a alta velocidade, tudo em função das audiências. A plasticidade é essencial, haja guionistas com imaginação e sem pruridos.
Na série, a prova superada das audiências dá direito a uma nova temporada, nem sempre com o mesmo padrão de qualidade, sempre com a expectativa de repetir o êxito da temporada anterior.
A última série que vi foi o "Prision Break". A páginas tantas já achava que estavam a gozar comigo, com tanto "teasing" .
Prefiro os livros. Apesar de tudo são mais honestos.
Feitios, o que se há-de fazer...
A ouvir: "I'm old fashioned - John Coltrane"
Uma saudação virtual desta parte da Ibéria, que não se governa nem deixa governar
cp
Concordo ainda consigo, sobretudo na parte do J.Coltrane!
EliminarAbraço!
suponho que não seja aceite toda e qualquer oferta para mudar - transcrever - as ditas cartas manuscritas em letrinha digital. Também me parece que precisará uma pessoa de trabalhar in loco e que não devem os responsáveis enviar as ditas relíquias pelo correio...e, desde logo, me surge circunscrito o grupo de voluntários. Há-de ser interessante ou extremamente monótono o trabalho, depende dos temas e do seu desenvolvimento bem como do interesse de quem copia.
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