PEN Clube

O PEN Clube português faz 40 anos em 2019, e  nova direcção decidiu assinalar o aniversário com actividades literárias, o que é muito bom. Assim, hoje mesmo, pelas 18 horas, na Livraria Férin, em Lisboa, promovem-se as primeiras Leituras Públicas PEN (notem que PEN são as iniciais de Poesia, Ensaio e Narrativa), animadas por três escritores: um poeta (Luís Filipe de Castro Mendes), um ensaísta dedicado à literatura (Manuel Frias Martins) e uma ficcionista (Teolinda Gersão). Os três autores, além de lerem excertos da obra ou poemas e de conversarem sobre a sua carreira literária, podem responder a perguntas do público no fim da sessão, que será gravada e difundida pela rádio NTR, cujo programador cultural é o jornalista Jorge Gaspar. Imagino que para o mês que vem haja mais.


 

Comentários

  1. O P.E.N Club Português - que eu grafo assim, para evitar confusões com as pen drive - é um clube lisboeta, para autores residentes na área. Apesar de ter um prémio literário, distribuído pelas três vertentes literárias, é pouco divulgado (julgo eu), tanto que seria de esperar, em 10 pessoas interrogadas, 9 não saberem o que isso é e a outra responder que é um clube de filantropos, do tipo Lyon's ou parecido.
    Também poucos conhecerão a obra da presidente da direcção, talvez até do próprio presidente da A.G., apesar desta ser bastante pingue nos vários géneros da literatura, embora este pormenor não seja relevante.Já outra ideia se faz do P.E.N. International, talvez por ser bem mais idoso.
    De muito bom, este nosso P.E.N. tem o facto de não seguir o famigerado Novo Acordo Ortográfico, como bem deu conta a antiga vice-presidente Maria do Sameiro Barroso numa alocução proferida em Barcelona, durante o 15ºEncontro Internacional do Comité de Tradução e Direitos Linguísticos (2011).
    Foi através do seu texto que fiquei a saber - com manifesta satisfação - que um só associado se manifestava a favor da "coisa" acordada "sendo de referir que os restantes sócios não só se manifestaram contra, mas também, de uma forma geral, foram de
    opinião que o Pen Clube deveria tomar uma posição activa quanto ao repúdio do AO, na defesa do português europeu".
    Só por isto, Viva o P.E.N. Clube e Morra o NAO (morra, Pim!).

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  2. António Luiz Pacheco30 de maio de 2019 às 10:51

    Parabéns ao PEN clube que eu durante muito tempo pensei chamar-se assim por a "caneta" ter sido a ferramenta dos escritores em geral, independentemente do género literário.

    E parabéns também pela coragem em se assumirem contra o acordo ortográfico, que afinal parece que só Portugal implementou. Ou seja, afinal serviu para quê?

    Saudações, felicitantes, cá da Cidade Morena!


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