Para o que lhe havia de dar
As estatísticas dizem que em quase todos os países se perderam leitores com a concorrência dos jogos, dos telemóveis e das séries, e é natural que alguns bibliotecários tenham hoje menos que fazer e precisem de se distrair com qualquer coisa ao longo do seu dia de trabalho. Um bibliotecário canadiano resolveu, então, começar a postar na sua página de Instagram fotos de capas de livros e DVD com títulos esquisitos; e, ao que parece, entre ficção e não-ficção, já vai em mais de 200 só no último ano. Alguns são mesmo intraduzíveis (porque perdem a graça toda sem os trocadilhos do original), como, por exemplo, Murder by Milkshake; mas há outros que são bizarros em qualquer língua (Please God Let it Be Herpes ou Team Dance: a Guide to Canine Free Style...), fazendo-nos pensar em quem serão os autores por detrás de tais obras. Ninguém sabe quem é este bibliotecário que assina apenas VPLGold (VPL corresponde a Vancouver Public Library) mas ele anda a desenterrar «tesouros» das estantes da biblioteca todos os dias. Enfim, não deve ter muito que fazer...
O Jimmy Fallon tem um segmento no "The Tonight Show" justamente sobre títulos de livros improváveis/impossíveis e é um show de gargalhada :D
ResponderEliminarI think it's funny!
ResponderEliminarConforme há muitas maneiras de apanhar moscas, também há muitas maneiras de apanhar leitores... Quem sabe se não haverá curiosos interessados em descobrir o que se esconde nesses insólitos títulos?
Aplaudo a ideia, sem dúvida, pois já li excelentes livros com títulos pavorosos.
Adorei a ideia, e se a teve é porque realmente adora livros!!!
ResponderEliminarJá o estou a seguir!!!
https://titicadeia.blogspot.com/
Bom dia com alegria
ResponderEliminarCertamente o dito VPLGold está a fazer um inventário dos "monos" para abate.
Boas leituras
cp
Alguns hão de cintilar no espírito de seguidores e... hélas, um novo leitor! Esta urdidura transformar-se-à no tema de uma ficção elaborada por outro seguidor que será lida por... outro leitor!
ResponderEliminarColocar um título numa obra não é assim tão fácil como parece. É o rosto da obra: ou apela ao interesse do leitor ou ao seu repúdio. Há autores que começam uma obra escrevendo primeiramente o título, sendo que este até pode criar um tema para o enredo; há outros que escolhem o título através de uma frase ou de um diálogo do miolo; há ainda aqueles que passam dias a magicar como hão-de titular o livro, sendo que surgem os rótulos em catadupa diária, sucessivamente mandados para a reciclagem antes da aprovação de um.
ResponderEliminarSe querem títulos malucos, pesquisem na internet como "títulos esquisitos de livros", batendo à porta do professor Google. Tal como as ratazanas, há às centenas.
Eis alguns:
"Aprendendo a Brincar com Testículos de Leões", de Melissa Heynes (Learning To Play with a Lion's Testicles) - esta é daquelas aprendizagens que se devem evitar... e não só com os testículos (os testítulos) do bicho
"Se Deus me ama, por que não consigo abrir o meu armário?", de Lorraine Peterson (If God Loves Me, Why Can't I get My Locker Open?) - e esta, se perdeu a chave, resolvia com uma oração a Santo António
Ou ainda esta parvoíce pegada
"Como Aumentar o teu Q.I. comendo crianças superdotadas", de Lewis Burke Frumkes (How to Raise Your I.Q. by Eating Gifted Children) - nem quero saber o que este alarve comerá ao pequeno almoço
Enfim! Vendo uma obra com tais letreiros, quem não tem curiosidade de abrir para dar "uma olhada"?
Eheheheh!
ResponderEliminarEis um tema bem-disposto, e interessante ao mesmo tempo.
Nomes ridículos de livros, ou coisa parecida… seja qual seja a razão ou o objectivo, não há dúvidas que deve haver grande sortido deles!
Afinal, se formos olhar aos títulos dos nacionais que por aí pululam, também há cada um… a ponto de me parecer por vezes, que o autor trabalhou mais o título do que o romance.
Também não tenho dúvidas de que o título é importante para o primeiro contacto - o visual - com a obra.
Saudações cá da terra do criador de "Jaime Bunda" … que é um retrato muitíssimo certeiro e humorado da sociedade angolana.