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Lembram-se daquelas aborrecidíssimas equações em que menos por menos dava mais e mais por menos dava menos? Pois bem, isto é só para dizer que nada é líquido e que um livro chamado Less (Menos) pode, afinal, ser… Mais! Trata-se de um romance muito premiado, que esteve no top do New York Times e foi considerado livro do ano pelo San Francisco Chronicle, o New York Post ou a Paris Review. E o facto de o título não estar traduzido na edição portuguesa tem que ver com a circunstância de ser também o nome do narrador (Arthur Less) e, no fundo, significar ambas as coisas (o trocadilho perde-se na tradução, paciência). A personagem, aliás, é um escritor de 50 anos, discreto e mediano, além de inseguro, que nunca saiu realmente da cepa torta e tem grande dificuldade em lutar contra os egos exacerbados dos seus colegas. Ora, um dia, é convidado para um casamento – e descobre ser o do ex-namorado com outra pessoa... Então, querendo fugir de tudo, resolve copiar os outros escritores e aceitar fazer leituras e participar de festivais literários por todo o mundo. Uma digressão que o levará a vários continentes onde lhe acontece quase tudo. Parte autobiografia, parte ficção, Less é uma sátira sobre a mudança de idade e o amor que vale a pena ler.


 

Comentários

  1. António Luiz Pacheco23 de maio de 2019 às 01:49

    Portanto um personagem de romance "woodhalleniano" …

    Saudações "more", cá da Cidade Morena, com luz, net e água - neste momento, daqui a pouco não se sabe…

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  2. António Luiz Pacheco23 de maio de 2019 às 01:53

    Andrew Sean Greer (born November 1970) is an American novelist and short story writer.[1] Greer received the 2018 Pulitzer Prize for Fiction for his novel Less.

    Bem me parecia que já ouvira falar do livro … fui googlar e deu isto!

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  3. Pelo resumo parece um livro interessante. É claro que falta a forma como está escrito, o estilo, a utilização de imagens e metáforas, o modo de contar...enfim. É preciso ler umas páginas para me decidir.
    Um dia bom a todos

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  4. Já agora, para ser mais informativo para com o leitor, porque não acrescentar que o personagem principal é um "gay writer"? É tabu?

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    1. Pensei que tivesse ficado claro que era gay quando disse «ex-namorado».

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    2. Para mim "ex-namorado com outra pessoa", a outra pessoa é de outro sexo. Só depois de ir saber mais sobre o livro é que percebi. Peço desculpa pela deformação dos meus neurónios de homem de idade avançada. Foram formatados há muitas décadas.

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  5. Haveria ser horto ou orto e, ser dentre apoio ser; serei exigente em o saber. Obviamente as leitura tem sua distinta regra e prática contemporânea, através o "achismo" enfeita-se (muitos) resultados quiçá libertários ou se lhe seriam literários... Fica a provocação!

    Cláudia da Silva Tomazi

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  6. Estou tão curiosa... Cheira a David Lodge :)

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    1. António Luiz Pacheco23 de maio de 2019 às 09:23

      Acho que cheira mais a Wody Allen, que não nos podemos esquecer que também é escritor!
      Penso eu de que… eheheh!

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  7. Mas se eu já tenho centenas e centenas de livros para ler, em fila de espera...

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    1. Meu querido qualquer número elevado a zero é um.

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    2. António Luiz Pacheco23 de maio de 2019 às 09:22

      Qualquer número, diferente de zero, é um!
      Sendo zero elevado a zero, é zero…
      Ahahah! Sou um zero à esquerda a matemática, mas ainda me recordo deste detalhe!!!!!

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    3. Excelente ALP embora o "detalhe" nem cartesiano ou de hemisférios, aliás vos lembrais (pitagórico raciocínio) e Leiden, berço matemático há tempos; donde a Geodésica se lhe aprimorou navegação. Pelas bordas trata-se o Seve dá "voltas no mundo" feito exemplo: dízima periódica.

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    4. António Luiz Pacheco23 de maio de 2019 às 11:58

      O Seve é mais de "dar tratos à cachimónia" … sendo que cachimónia é a caixa dos pirulitos!
      Ahahahah!
      Saudações cá do Paralelo 12,5 S e do Meridiano 13 E , mais coisa menos coisa!

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  8. É tão «interessante» que só de saber o tema quase bocejei. Enfim, mais um exemplo de «literatura a sério».

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  9. Ora indo eu Googlar para saber mais do livro eis que me deparo
    com este artigo no Público.

    " O escritor norte-americano Andrew Sean Greer venceu o Prémio Pulitzer de ficção com o romance Less, sobre as aventuras de um idoso homossexual, considerado pelo júri um livro generoso, musical e expansivo, sobre a velhice e o amor.(...)
    O livro de Andrew Sean Greer narra a vida de Arthur Less, um romancista fracassado prestes a fazer 50 anos..."

    Eis que a gloriosa geração MAC64, entrou na terceira idade
    oficialmente.
    E eu a achar que a terceira idade era só mais lá para a frente, quando tivesse a ir para a reforma.
    Declaro aqui o meu protesto contra o trabalho sénior ( pois pertencendo à referida geração ainda trabalho que me farto).
    Declaro também o meu protesto contra o trabalho infantil, pois uma criança de dez anos não devia estar a redigir artigos para a Lusa.
    - Só uma criança de dez anos pensa que os idosos têm 50, certo?
    Quanto ao demais, resta-me começar a treinar para os 20m de andarilho...

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  10. "Lembram-se daquelas aborrecidíssimas equações em que menos por menos dava mais e mais por menos dava menos?"
    Aborrecidíssimas??!! Sabe que a Matemática é uma das mais espantosas criações do espírito humano? Ainda bem que Fernando Pessoa não lê o que escreveu, senão zangava-se. Ele não saberia grande coisa de Matemática mas percebeu que o binómio de Newton é belo .... há é poucas pessoas para se aperceberem disso.
    Desafio: já tentou explicar por que é que menos por menos deve dar mais?

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    1. Ninguém comenta, efeito das duas culturas.

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