Granta na Farmácia
No ano em que a revista Granta comemora 170 anos de vida (caramba!), o Auditório do Museu da Farmácia, bastante activo no que respeita a sessões culturais (foi lá que se realizou um concorrido encontro sobre edição e outro sobre tradução), recebe na quinta-feira 23, às 18h30, Pedro Mexia (o novo diretor da Granta em Portugal, que sucedeu a Carlos Vaz Marques), bem como Madalena Alfaia, a representante da Tinta-da-China, editora que publica a revista, e o director de arte da Granta portuguesa, Daniel Blaufuks, para uma conversa em torno do Futuro (o tema do número mais recente), à qual se juntam ainda os escritores Dulce Maria Cardoso e Valério Romão e a moderadora Ana Daniela Soares. Na sessão, entre outras coisas, discutir-se-á o futuro das revistas literárias e o papel da cultura e da língua no espaço mediático contemporâneo. O debate promete e, se lá chegar cedo, ainda pode visitar o Museu da Farmácia, que vale muito a pena.
Muito interessante o que nos trás hoje aqui.
ResponderEliminarDos nomes citados, apenas conheço o de Dulce M. Cardoso e claro Pedro Mexia, pessoa de quem tenho aliás a melhor opinião, pois me habituei a ler o que dizia com acerto, comedimento e sensatez na revista d' O Expresso. Certamente que estará muito bem ao leme da prestigiada e centenária Granta.
É ainda e mais, interessante, a panóplia de temas, eu, sou dos que teme que a tendência actual da rapidez e comodismo conduzam à perda da fluência na língua escrita, não no estilo telegráfico que notabilizou alguns grandes escritores, mas antes pelo enveredar naquela linguagem composta por contracções, partículas ou letras que substituem pelo som as palavras correspondentes.
Há quem pense que assim se comunica melhor, e sem dúvida que quando tentamos transmitir algo a mentes simples, limitadas e menos desenvolvidas em raciocínio ou entendimento, é eficaz, mas também não é assim que elas evoluem… evolui-se pela fala e pelo uso que das palavras fazemos, assim como quem pinta um quadro monocromático ou faz uso de todas as cores e suas combinações.
Saudações coloridas cá duma cidade ainda apagada!
Continuo a não gostar minimamente da GRANTA que, na minha modesta opinião e na minha concepção, não é uma revista, para mim, repito para mim, uma revista é como a revista do Expresso, Visão, Sábado, Time, a GRANTA (para mim) das que comprei até agora (umas cinco ou seis) de nenhuma gostei. São artigos (chatos, chatérrimos) escritos por pessoas que, não duvido, escrevem bem; mas aquilo não é uma revista. E, ainda por cima, caríssima
ResponderEliminarUma estopada muito cara!
Pode ser que com o Pedro Mexia, de quem gosto muito, melhore.
Você associa vosso "conceito" e este modelo de receber informações torna-se (particularmente) seletivo e nem por isso, apurado.
EliminarCST
Concordo consigo. Comprei uma vez e nunca mais; fiquei desiludido. Esperava um magazine tipo LIRE ou Magazinne Littéraire ou mesmo a nossa LER do Viegas. Contos chatérrimos, maçudos e caros.
EliminarCompreendo o seu desapontamento: é assim como comprar a Science & Vie e descobrir que é diferente da revista do CM.
EliminarConvém saber ao que se vai quando se faz uma compra...
A revista "Granta-The Magazine of New Writing" foi criada em 1889 por estudantes da Universidade de Cambridge, para romper com o establishment.
Vem tudo no Dr. Google, pode consultar, se estiver interessado.
E não é um livro de contos "chatos e caros". Pode ser poesia, ensaios, contos, um capítulo de um romance ainda inédito, ensaios fotográficos, etc., etc., tudo numa óptica de inovação, de uma nova maneira de escrever.
Posto isto, as revistas que refere são boas (eu também as compro às vezes, e essas sim, acho-as caras) mas são revistas de divulgação e crítica de livros, de entrevistas com escritores, de tops, de artigos de opinião, ou seja, não comparáveis.
Muitos escritores hoje famosos foram lançados pela Granta ao longo destes anos.
Aposto que entre eles estão muitos que até o Anónimo gosta de ler.
⚘
Maria
Agradeço as suas dicas e espero que com a nova direcção o conceito mude, senão adeus Granta, passe muito bem.
EliminarMas porque é que nunca há nada que coincida com os meus horários? Queria tanto ir... :(
ResponderEliminarEu também gostava tanto de ir.... mas para mim o problema não são os horários, mas sim os quilómetros: 500 para ir e voltar :(
EliminarAssinei durante alguns anos a edição inglesa, e adoro a Granta em português, que leio sempre com imenso prazer.
Apenas um senão: deveria sair quatro vezes por ano e não duas.
E com o Pedro Mexia ao leme, a qualidade está garantida.
⚘
Maria
No que se lhe percebe o assunto em torno as Revistas excede a máxima do solo fétil: "feita a colheita se lhe declara sabor". Assíduos leitores fazem a diferença.
ResponderEliminarCST
Oportuna aplicação de um sábio provérbio! E uma grande verdade…
EliminarO que não retira razão (eventualmente pois nunca li a referida revista…) ao Severino, porque para a revista ter sucesso tem mesmo que ter sabor, logo na primeira dentada.
Esperemos então que o novo lavrador saiba adubar… o potássio é fundamental para dar sabor, e, açúcar!
Saudações fruteiras cá de onde agora estão a dar os maracujás e os mamões!
A Granta vai à botica. Estará a sua saúde periclitante?
ResponderEliminarÓ inclemência! Ó martírio… ahahahah!
EliminarNo Museu da farmácia estão umas esculturas do meu amigo Pedro Figueiredo, natural deste planalto. Quem lá for, não deixe de as apreciar.
ResponderEliminarParabéns à Granta e ao Pedro Mexia, uma pelos 170 anos (o que é obra),o outro pela direcção da revista, que o merece.
Boa tarde com alegria, e uma mais que previsivel vitória da Abstenção nas Europeias
ResponderEliminarComo declaração de interesse, devo começar por dizer que assino a dita revista.
Curiosamente nunca a vi como tal, ou seja, revista. Primeiro, porque fisicamente se assemelha a tantos livros. Depois, pela qualidade dos textos. Finalmente, pela eleição de um tema unificador para cada edição.
Na minha modesta opinião, não tendo quota na Tinta-da-China, acho que vale o dinheiro, sobretudo se assinada, pois à pala disso já tenho um Alberto Manguel e um Nelson Rodrigues.
Publicidade à parte, desde já declaro que foi através da Granta que descobri Valério Romão, um dos mais promissores escritores portugueses, do meu ponto de vista.
Infelizmente não vou poder estar presente, mas com sorte a editora filma e disponibiliza on-line.
Boas leituras
cp
Olha… descobriu e deu-me a descobrir então! É o que vale a pena em esvoaçar à volta desta luz. Vou procurar saber sobre ele!
EliminarAbraço!
Obrigado Maria do Rosário Pedreira. Até breve!
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