Crónica e votação

Hoje é dia de crónica e aqui vai o link:


https://www.dn.pt/edicao-do-dia/27-abr-2019/interior/merecer-10830650.html


 


Já votou na sua livraria preferida? Pois bem, a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) promove uma vez mais este concurso e é importante votarmos naqueles que fazem a diferença, sobretudo num país em que as livrarias independentes tendem a desaparecer. O link aqui vai. Vote bem.


http://www.apel.pt/pageview.aspx?pageid=974&langid=1&fbclid=IwAR1SbyQUooW5jeM-d90Gnt9_SYFKmrCYVA6yj8LjO4aKJnzVa123KmhDrsg


 

Comentários

  1. Já votei na Livraria Ler em Campo de Ourique! Gosto muito!

    Acho que na altura que estudou o significado da palavra correspondia à realidade.

    Hoje, as universidades são um negócio, e cheios de falcatruas, que desmotivam qualquer um! Mas não são desmotivados apenas por isso, os colegas que acabam os cursos antes andam a trabalhar em lojas nos centros comerciais, infelizmente são poucos os que conseguem usufruir de propostas equivalentes ao seu conhecimento.

    Mas talvez alguém lhes precise de dizer para levantarem o rabiosque da esplanada e para começarem a lutar por um futuro melhor.... no seu próprio país...

    https://titicadeia.blogspot.com/

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  2. António Luiz Pacheco10 de maio de 2019 às 02:24

    Não sei como são as Universidades hoje, só oiço coisas, e não gosto do que oiço…
    Andei numa faculdade de ciências de Lisboa, em ebulição e não gostei do ambiente… fui depois para a Universidade de Évora, em 1976, pleno Verão quente, mas aí sim era o meu ambiente e era a minha gente. Gostei…
    Já em 1992 ou 93 andei na Universidade Nova de Lisboa… um ambiente mais selecto, até elitista, os meus colegas eram todos quadros superiores de empresas e todos estávamos ali pagos por elas… mas sobressaía a grande qualidade dos professores!
    Em 94, foi o choque… fui para a Universidade de Cornell, em Ithaca, estado de NY. Não tinha nada a ver com o que conheci antes, apesar de também aí os meus colegas fossem todos quadros superiores de grandes empresas (e estávamos ali também pagos por elas!).
    Mas o ambiente era completamente diferente, mesmo nos alunos comuns, via-se que estavam lá para estudar sobretudo e quase só! Um curso lá é caríssimo, e ou se tem meios financeiros próprios, ou uma bolsa! Quase todos trabalhavam, a cidade universitária dava muito emprego aos estudantes que faziam tudo desde cortar relva, recolher lixo, trabalhar nas lojas, restaurantes, hotéis e residências… e falo de universitários de elevada capacidade! Havia uma loja de recordações, cujo gerente era um sino-americano, advogado que estava a fazer um mestrado e tirou um ano sabático para isso, o meio de se sustentar passava por aquele emprego!

    Não sou um adepto do american way of life, mas passei a perceber muita coisa e sobretudo porque é que os americanos são deveras uma potência, em tudo! Não duvidem… é um povo temível!

    Aqui em Angola tive contactos com a Universidade da Chianga… não vou dizer nada, pela tristeza que é a falta de meios e particularmente a qualidade dos professores, cubanos, romenos, checoslovacos, brasileiros, que sobretudo falam mal português, muitíssimo mal aliás, quase impossível perceber o que dizem e a dificuldade em ler os seus textos é ainda pior pois escrevem num português aspanholado e abrasileirado, onde gradar (a terra) é gradeamento, e outras absurdezes linguístico-técnicas. No entanto há aqui gente muito interessada e determinada em estudar e aprender, o mal é COMO o farão, pela total falta de meios. Perdem-se certamente bons técnicos, que seriam úteis… por aí parece que campeiam os inúteis ocupados com as praxes e em criar colégios e grupos de lóbi para garantirem na sua mediocridade esse futuro a que aqui se dá o adeus!

    Votos de um extraordinário fim de semana, para todos!

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    1. Ó Paxeco, satisfaz-me lá a curiosidade, por favor: porque é que achas que os americanos são um povo temível?
      Estou a ler "SUL PROFUNDO" do Paul Theroux (que penso já teres lido) e, por enquanto, (ainda vou na pág.120, são 540) ainda não senti essa temeridade.

      Maria do Rosário Pedreira-parabéns por mais uma excelente crónica.

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    2. António Luiz Pacheco10 de maio de 2019 às 06:22

      Temível, no sentido de ter de ser levado em conta, e muito a sério!
      O Paul Theroux, com todo o respeito e até porque é um dos meus autores favoritos, é especialista em África (onde viveu muitos anos e ensinou, trabalhou!). Nos EUA, foi um visitante e comete quanto a mim o erro comum em muitos escritores de viagem quando escrevem pelo que vêem numa visita, mas vestem só casaco, deveriam vestir cuecas, meias, camisola interior, camisa, calças, etc. , a roupa toda! Percebes?

      Fui algumas vezes aos EUA, sempre em visita de trabalho, uma ou duas semanas… não chegou para perceber aquilo que percebi depois, numa estadia de meses, ao sentar-me ao lado de americanos, quadros de empresas, em pé de igualdade, como colegas, ou ao beber com eles uns Wild Turkey no bar ao fim de semana… até golfe joguei (a Univ. tinha um campo de 18 buracos!). Foram dias de convivência estreita, a trabalhar e a resolver problemas, juntos, a "ver" como pensam e como fazem.

      São profundamente pragmáticos, práticos, focados, decididos e fazem o que é preciso fazer… por isso são o que são, no desporto, na indústria, na escrita, na agricultura, no comércio, na política, na guerra! Mas, curiosamente pensam sempre na comunidade! Para eles o resto do Mundo não existe.

      Há frases curiosas que mostram bem o seu espírito:
      Deus fez os homens iguais, Samuel Colt tornou-os mais iguais.
      Ou: a única coisa capaz de parar um homem mau com uma arma, é um homem bom com uma arma!
      Parecem tolices, e para os nossos espíritos europeus, pacifistas, acomodados, tíbios, hesitantes, envergonhados ou convencidos da superioridade moral e cultural pelo peso da história, são heresias… mas traduzem bem o espírito pragmático do americano.

      Quando acabares de ler o Theroux, procura da Elizabeth Gilbert "O último homem americano", e vais perceber bem o que é o espírito do pioneiro, que construiu o homem novo e um país… não vamos discutir por agora com que custos, como o fez… mas fez!

      Abraço de fim de semana!

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    3. Caro Amigo Paxeco, obrigado por partilhares a tua (rica) experiência. Estou sempre a aprender.

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  3. Bom dia com alegria, e sol abrasador no fds

    Podia votar na Ler, na Ler Devagar ou na Escriba. Mas escolhi a Distopia. Gosto do atendimento e do espaço.

    Quanto à crónica, não posso deixar de me comover pelo exemplo relatado, esse malogrado rapaz do Mali.

    É verdade que a sorte dá muito trabalho, mas o estupor do acaso deita, por vezes, tudo a perder.

    Pensemos mais no acaso de estar aqui à beira-mar plantados, e trabalhemos para que a sorte nos sorria mais vezes.

    E já agora, pensemos em conjunto mais vezes, pensemos no colectivo. Não para sermos como os americanos ou alemães. Apenas para sermos portugueses, um pouco melhores, um pouco menos desconfiados do próximo.

    Viver não é difícil. Difícil é saber viver.

    Bom fds!

    Boas leituras
    cp

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  4. Votaria na Modo de Ler, uma pequena editora e livraria próxima da praça Carlos Alberto, no coração da invicta. Foi criada por um octogenáriorio ilustre da cidade do Porto, grande conhecedor de poesia e considerado por Saramago como o melhor editor do seu tempo! Poucos sabem desta relíquia já com história e menos ainda se deleitam como eu, com as obras únicas que tem para oferecer!

    Maria

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  5. Voto na livraria Centésima Página, seguramente uma das melhores do país. Na cidade dos arcebispos.
    https://www.google.com/search?q=livraria+centésima+página&oq=livraria+ce&aqs=chrome.1.69i57j0l3j69i60.14288j0j8&client=tablet-unknown&sourceid=chrome-mobile&ie=UTF-8#trex=m_t:lcl_akp,rc_f:nav,rc_ludocids:2614962768089409017,rc_q:Livraria%2520100%25C2%25AA%2520P%25C3%25A1gina,ru_q:Livraria%2520100%25C2%25AA%2520P%25C3%25A1gina

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    1. A minha intenção era colocar o link da livraria, até porque o edifício é muito bonito. O resultado, como se pode verificar, não foi famoso... As minhas desculpas.

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  6. Certamente que há muitos americanos bons que usam a arma para enfrentar e tentar vencer americanos maus. Mas acho que a maioria dos americanos usa a arma para maus fins.

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    1. António Luiz Pacheco10 de maio de 2019 às 14:12

      Não serão só os americanos a usar armas para maus fins… e a frase não se refere concretamente a nenhuma nacionalidade, no original é bad guy with a gun and good guy with a gun… e até concordo, independentemente de não ser fã dos americanos, reconhecendo-lhes todavia os créditos que merecem.

      Abraço (desarmado!) e votos de Extraordinário fim de semana!


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  7. Como eu ando sendo no "comboio da batata", quando cliquei na ligação que me deixaria votar na livraria preferida, lá de dentro acenaram-me com um cartaz que diz:
    Microsoft VBScript runtime error '800a000d'
    Type mismatch: 'objSurvey(...)'
    /questionario.asp, line 960

    Visto isso, o questionário não abriu na "outra janela", talvez porque hoje é sábado e a mesa de voto fechou para descanso.
    Fica para uma próxima...

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