Crónica e exposição

Hoje é dia de crónica e aqui vai o link:


https://www.dn.pt/edicao-do-dia/11-mai-2019/interior/roupa-velha-10879760.html


 


Para quem gosta de livros e fotografia, desde o início da semana que está patente na Galeria Carlos Paredes, nas instalações da Sociedade Portuguesa de Autores, uma exposição intitulada Por Amor aos Livros, de Inácio Ludgero. Bom fim-de-semana.

Comentários

  1. António Luiz Pacheco24 de maio de 2019 às 01:51

    Uma exposição de fotografia, dedicada aos livros??????
    Essa eu gostava de ver... de que é composta? Fotos de livros? De pessoas a ler? Em livrarias? Fiquei curioso!

    Roupa velha… pois é! A roupa nos tempos antigos, fazia parte da gestão familiar e doméstica, em que se geria o orçamento sempre dirigido para a poupança e para haver dinheiro naquelas ocasiões… lembro-me de quando meu pai regressou da sua primeira comissão no ultramar, para a qual levou no navio o seu Ford Taunus 12 M CH-20-38, que depois lá vendeu, porque veio de avião - fomos esperá-lo à BA 1 - , para comprar o seu segundo automóvel, um Ford Taunus 17 M LA-75-01 (não sei as matrículas dos meus carros… mas destes recordo!) , a minha mãe tinha pé-de-meia que junto ao valor da venda do outro, deu para adquirir a nova viatura! A Lincuri Lda, representante da Ford, fazia nesse tempo preços para os militares…

    A roupa hoje consome uma grande parte do orçamento familiar, sem dúvida. Custa-me é a perceber porque raio se hão-de comprar jeans rasgadas… mas prontos…
    Cada vez que regresso a Angola, trago uma mala de 30 Kgs, cheia de roupas e roupinhas, recolhidas junto de sobrinhos e enteadas, sobrinhos-netos, irmãs, etc. Tenho aí muita gente a quem as distribuir, que este pessoal também é vaidoso e gosta de estilar! Ainda bem para eles que o consumismo em Portugal lhes permite ir renovando o guarda-roupa também!!!!

    Saudações vestidas, cá da Cidade Morena com luz e água! Mas deve ser só até Domingo pois está anunciada para amanhã uma mega-manifestação de protesto.

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    1. Ó Paxeco era eu um menino e ainda me lembro de, num 2°.andar da Rua dos Sapateiros na baixa de Lisboa, comprar umas calças de veludo cotelê verde mar, em 2. mão. Esta roupa (sobretudo calças americanas,
      como as apelidávamos na altura) vinha, ao que parece, da América para "os pobres" mas deveria ser desviada e vendida. Já naquele tempo havia empreendedores....

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    2. António Luiz Pacheco24 de maio de 2019 às 05:53

      Ó Severino… chamava-se "roupa de fardo", se bem me recordo… vinha da América, e pode dizer-se que fizeram parte de uma parte da vida das pessoas!!!! Uma parte que, em minha opinião, não deveria ser esquecida, pois ainda somos um país pobre, só que não o percebemos. Ora os pobres só chegam a ricos de duas formas:
      1- Roubando… e isso já sabemos que é o que mais existe!
      2- Poupando, aforrando, usando bem o que se tem… assim é que se é verdadeiramente rico, não esbanjando.
      Isso deveria dar que pensar a muitas famílias, no poupar e usar bem em vez de usar e deitar fora para comprar mais e outras coisas.

      Aqui, ainda se vê essa roupa de fardo, andam "zungueiras" a vender pelas ruas, ou estão em exposição, penduradas em cordas aí nos mercados e beira de estrada!
      São roupas recolhidas gratuitamente na Europa, mas que acabam vendidas …

      Abraço e bom fim-de-semana!

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    3. Mas olha que a malta que sabia onde se ia comprar aquela roupa usada não era propriamente gente pobre, eram, sobretudo, jovens (13/14 anos, mas que já trabalhava e estudava à noite) que gostavam de vestir outras roupas que em Portugal não havia e que vía no "Salut Les Copains", "Bravo" e outras revistas deste tipo.
      E, tal como salienta a MRP na crónica, sapatos só havia uns e as meias solas faziamnos durar, durar, durar e, repito não estou propriamente a falar de gente pobre. Os pobres, na generalidade, se não andavam descalços pelo menos não andavam bem calçados.

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    4. António Luiz Pacheco24 de maio de 2019 às 09:12

      Claro que sabiam… mas como bem dizes, eram coisas que aí em Portugal ou não havia , ou podiam comprar-se mais baratas. Não era estigma, nem desprezo ir ao "fardo" dos américas!
      Lembro-me de um amigo (aliás todo queque) ter comprado umas botas muitíssimo boas, de uma marca qualquer, que de outro modo só indo comprá-las aos EUA.

      É bom lembrar estas coisas!!!!!

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  2. Bom dia com alegria, e o Verão à porta

    Faço minhas as palavras de Christopher Hitchens:

    "My own view is that this planet is used as a penal colony, lunatic asylum and dumping ground by a superior civilisation, to get rid of the undesirable and unfit. I can't prove it, but you can't disprove it either."

    PUB: Recomendação de leitura: "Dormir nu é ecológico" - Editorial Presença

    Bom fds e não se esqueçam de VOTAR
    cp

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  3. E nunca teve um vestido de veludo com uma golinha de bordado inglês?
    As minhas primeiras jeans foram umas Levi's (penso que compradas nos Porfírios); não recordo a idade que tinha, talvez 17 ou 18 anos.
    E as batas que éramos obrigadas a usar no liceu?
    As jovens agora são felizes e nem sabem...

    A exposição deve ser interessante, a avaliar pelos temas.

    Maria

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  4. Não sou diferente dos outros: gosto de vestir roupas bonitas, pelo menos, bonitas para mim, mas sou muito poupadinha, pois visto-as até as gastar, o que faz com que tenha que as vestir por muito tempo, sobretudo quando são roupas de boa qualidade; mas, como tenho gosto nelas, não me importo. De facto tenho essa preocupação, contudo compreendo quem não pensa da mesma maneira, apesar de achar que quem paga é o nosso meio-ambiente. Enfim, há que encontrar outras formas de poupar, porém parece-me que a melhor é o reaproveitamento e, sobretudo, o gastar até ao fim, como eu faço.

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    1. António Luiz Pacheco24 de maio de 2019 às 05:54

      Quem se veste de ruim pano, veste-se duas vezes no ano!
      Um adágio bem certo!

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    2. E lembro-me do meu pai ir ao alfaiate mudar o fato do avesso (da frente para o avesso).

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