Crónica e encontro

Hoje é dia de crónica e aqui vai o link:


https://www.dn.pt/edicao-do-dia/18-mai-2019/interior/o-fim-da-empatia-10905780.html


Logo mais à tarde, pelas 18h30, na novíssima Livraria da Travessa, ao Príncipe Real, e aproveitando o facto de termos connosco em Lisboa o mais recente vencedor do Prémio LeYa, Itamar Vieira Junior, o romance Torto Arado será o ponto de partida para uma conversa sobre a situação da cultura no Brasil actual. Além do autor, estará presente Mirna Queiroz, da revista Pessoa, e João Moreira, da revista Bica, que moderará a sessão. Apareça.


P. S. O Prémio LeYa será entregue neste domingo na Feira do Livro, às 18h30. Apareça por lá também.


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Comentários

  1. Bom dia com alegria, com sol e Feira do Livro

    Tal como Ricardo Araújo Pereira, que de forma avisada, reconhece os limites das potencialidades do humor, também eu acho que existem limites ao potencial da literatura.

    Isto apesar de concordar com o exposto na excelente crónica de MRP.

    Paradoxal opinião esta?

    Passo a explicar: tenho um familiar que devora policiais nórdicos (género que deriva do policial tout court, mas cujas personagens comem salmão fumado). Acontece que tal persona, apesar de ter perdido algum dinheiro com produtos financeiros do BES e PT, acredita piamente na probidade de um ex-primeiro ministro com nome de filósofo. Defende o dito de todas as maneiras e feitios, com recurso magistral, embora involuntário, ao que tecnicamente se chama "confirmation bias". Ie, ignora factos, faz interpretações que confirmam as suas suposições, etc, etc.

    Poderão dizer que uma excepção não invalida a regra. Ou que policiais nórdicos não é literatura.

    Ou que a empatia depende de vários factores, e que a correlação apresentada é, apenas e só, estatística. (Eu é que tive azar com a fava.)

    Ou que vivemos tempos de pós-verdade, em que "acredito, logo é verdade" substitui o cartesiano "penso, logo existo".

    Desafio: que livro é que lhe ofereciam pelo Natal? (O Homem que Via Passar os Comboios
    de Georges Simenon ?)

    Bom fds
    cp

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    Respostas
    1. Oferecia-lhe "O mal que deploramos", escrito (aparentemente) pelo ex-primeiro-ministro com nome de filósofo.

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  2. «quem lê literatura é, efectivamente, mais empático e solidário» - é claro que há excepções, confirmadas inclusivamente por alguns Extraordinários.

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  3. António Luiz Pacheco31 de maio de 2019 às 11:20

    Falar do estado da cultura no Brasil… por mim não, obrigado, pois já oiço que chegue, dizer mal do Bolsonaro nos telejornais, e, certamente que vai ser disso que se vai falar, ficaremos a saber que o estado da cultura se deve ao actual presidente que em 5 meses derrubou toda a cultura…

    Bom, quanto à crónica, não estou também a ver o que tem a Odisseia a ver com a travessia do Mediterrâneo pelos emigrantes… tem tanto a ver quanto Os Lusíadas ou Levante 1487, nem mesmo com No coração do mar … se bem que concorde com o resto, que sim, a leitura influencia positivamente, não tenho disso qualquer dúvida.

    Idem para quando se diz que a empatia morre com o desenvolvimento das tecnologias digitais, mas se calhar isso estava previsto e será até um objectivo a alcançar.

    Saudações empáticas cá da Cidade Morena, onde a empatia existe e se pratica!

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