25 de Abril
Amanhã é 25 de Abril, uma das mais importantes e decisivas datas para Portugal, e também para mim, pois mudou a minha vida de muitíssimas maneiras (estou até convencida de que, sem a Revolução, provavelmente não teria chegado a ser editora, mas agora não vale a pena explicar porquê, pois demoraria muito tempo). As comemorações aqui em Lisboa são variadas, até porque 45 anos merecem festa sem fim, e vai haver actividades nos Paços de Concelho, no Jardim Mário Soares (ao Campo Grande), nas Biblliotecas Municipais (um ciclo de conversas sobre as questões LGBT), na Estação de Metro Baixa-Chiado (a exposição das fotografias do 25 de Abril de Alfredo Cunha), no Cinema S. Jorge e no Museu do Aljube. Música (Fausto canta já hoje à noite na Praça do Comércio), teatro, apresentações de livros, um festival de política, performances e debates, haverá de tudo por estes dias para celebrar esta maravilhosa data a que o escritor Miguel Real chamou «um rasgão no tempo». E foi. Não querendo pôr o pé fora da porta, pode sempre ler um livro livremente, sem censuras. Essa foi também uma benesse que a Revolução dos Cravos trouxe. Até sexta.
"Dia inicial, inteiro e limpo", dia raro. Em tempos de nova turvação, pensar nele pode ser uma inspiração.
ResponderEliminarBom dia com alegria
ResponderEliminar"Não querendo pôr o pé fora da porta, pode sempre ler um livro livremente, sem censuras."
Só por isso já teria valido a pena.
Boas leituras
CP
Para quem é mulher e para quem lê, esta data é, de facto, toda uma libertação.
ResponderEliminarFoi um dia salvador para todos nós, Rosário. Salvou-nos da noite obscura, do analfabetismo, da mentalidade parada no tempo. Deu-nos regalias laborais, mais medicina, melhorou o nível de vida dos portugueses. As mulheres deixaram de ser apenas donas de casa e de depender para tudo da autorização de um homem. A sociedade de hoje é bastante diferente da sociedade que existia por alturas do 25 de Abril. O dia não terá sido o que Sophia cantou e todos desejamos. Mas cabe-nos não deixar cair as conquistas de Abril. Viva a Liberdade!
ResponderEliminarDigam o que disserem do 25/04, não fora ele e jamais poderíamos estar aqui a comentar em total liberdade o que nos dá na realíssima gana!
ResponderEliminarEssa é que é essa!!!! (Cuma s'diz na 'nha terra!)
Saudações libertárias cá da Cidade Morena!
Por Abril (e tão verdade)
ResponderEliminarPor Abril me vou
pastoreando o monte.
Não vejo senão estevas
perdidas no torpor do sono,
insectos sobrevivos por milagre
e ventos quanto baste
para lembrar as vingativas
navalhas de Fevereiro.
Quem diria de Abril -
supostamente o das flores
e dos arroubos do sangue -
esta desleal,
dolorosa ocultação da Primavera.
A. M. Pires Cabral
Viva Abril, sempre. É bom lembrar o que a " revolução " nos trouxe, para não esquecermos como era. Ainda há marcas dos 40 anos de obscurantismo, e há quem defenda e deseje que voltem esses tempos tenebrosos.
ResponderEliminarFascismo nunca mais !
Luísa Barbosa