S.

Parece que é hoje que estreia o novo filme de Patrícia Sequeira (a também realizadora da longa-metragem Jogo de Damas, com um grupo de grandes atrizes, que tive oportunidade de ver há uns dois anos). Trata-se desta feita de uma obra que parte da história verdadeira de Snu Abecassis, a dinamarquesa nascida Ebba Merete Seidenfade, que se casou com o português Vasco Abecassis e por isso veio parar a Portugal, onde teve três filhos, fundou as Publicações Dom Quixote e conheceu Francisco Sá Carneiro, com quem acabaria por viver (e morrer, na controversa queda de uma avioneta em Camarate, no final de uma campanha para a Presidência da República, em 4 de Dezembro de 1980). Sobre este assunto, escreveu Miguel Real há alguns anos um pequeno livro intitulado O Último Minuto na Vida de S., que recria o que terá sido pensado pela editora dinamarquesa durante o último minuto da sua vida ao lado daquele que era então primeiro-ministro de Portugal, e que já teve adaptação teatral. E escreveu a jornalista Cândida Pinto o livro Snu e a Vida Privada com Sá Carneiro, que vai em quarta edição. Uma boa razão para voltarmos a eles nesta altura em que se vai certamente continuar a falar  de Snu (recentemente, ela foi uma das personagens visadas numa série intitulada Três Mulheres, que está  nomeada para vários prémios).


 


 

Comentários

  1. António Luiz Pacheco7 de março de 2019 às 03:24

    Não sabia do detalhe de ter sido escrito por Miguel Real (de quem sou grande fão - é o masculino de fã, atendendo ao género!) .
    São personagens e tema que dariam "pano para mangas", pela sua envolvente controversa e misteriosa, social, política etc. Quase um J.F.Kennedy&Jackie à portuguesa e na dimensão da nossa pequenez geográfico-política.

    Quanto à obra cinematográfica que se anuncia, resta desejar conheça o maior sucesso consoante seja a qualidade da mesma.

    Saudações de uma Cidade Morena, em plena euforia com a visita presidencial, daqui a pouco vou ao fórum da economia e logo à recepção presidencial na fragata… e esta?
    Eheheheh! Gaba-te cesto...

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    1. Fão/Fã
      Ó Paxeco a tua boa disposição é muito, muito gratificante.
      Obrigado pela parte que me toca.

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  2. O livro do Miguel Real é maravilhoso. Para mim, o seu melhor livro.

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    1. A anónima é a ana b. :)

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    2. António Luiz Pacheco7 de março de 2019 às 14:31

      A sério???? Caramba, como disse gosto muitíssimo do que ele escreve, mas nunca liguei lá muito a este livro, acho que nem o conhecia… agora fiquei curioso!!!!!

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  3. Uma pequeniníssima emenda: não foi em outubro, foi em dezembro que morreu.

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    1. Esta dúvida do obrigado/a continua a "perseguir-me"; pensava eu que era sempre obrigado, independentemente de quem o diz (homem ou mulher).

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    2. Ó Seve, a palavra tem flexão de género, pois a pessoa que a pronuncia se compromete a corresponder ao agradecido: se é macho, sente-se obrigado; se fêmea, obrigada. A pessoa fica grata pelo que lhe fizeram e compromete-se, por obrigação futura, a fazer gesto idêntico.
      Não quero assumir posição professoral, pois apenas digo o que eu penso sobre a coisa. Como sei que pouco sei, às vezes meto-me a fogueteiro sem saber largar a cana...
      Da sua parte, colocando a dúvida, mostra que gosta de saber.

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    3. Obrigado Caro Fernando pelo seu amigável esclarecimento.
      Não me leve a mal mas continuo sem certezas.

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  4. Bom dia. Aqui o Brasil (possilvemente) abreviada, a pontual solução dar-se-ía em disparate ou quipróco... famosa a Sentinela, revista de organização religiosa. Por outro lado, trás a memória tanta encrenca (e) na altura, pessoalmente usava tal abreviatura; abandonei.

    Cláudia da Silva Tomazi

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  5. Espero que seja um bom filme, os personagens reais merecem-no.

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  6. Cativante, muito bonito, o livro de Miguel Real.
    Luísa Barbosa

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