Quintas de leitura

Hoje o post é pobre porque estou a norte, na Invicta, para participar nas Quintas de Leitura, um espectáculo de poesia no Teatro do Campo Alegre, às 22h00, dedicado à minha escrita para fado. E, como estou com uma bestial rinite, porque apanhei sol na cabeça no domingo passado e um ventinho no pescoço a que devia ter estado atenta, o meu nariz pinga e a minha voz está uma lástima, embora haja pessoas que consideram o rouco sensual, mas eu já passei dos 50... Os diseurs vão ser, além desta vossa criada, Jorge Mota, Pedro Lamares e a fadista portuense Patrícia Costa. A conversa será com o grande Rui Vieira Nery, e cantará no final o enorme António Zambujo. Tenho mesmo sorte de ter comigo estas pessoas todas. Até me vou esquecer da rinite. Amanhã ponho apenas o link da crónica, não dá para mais. Obrigada pela paciência.

Comentários

  1. António Luiz Pacheco14 de março de 2019 às 03:04

    Ora… quintas de leitura, sugeriu-me serem "quintas" onde se lesse, como a minha própria casa poderia vir a ser, um local de retiro, para se ler!
    Haverá turismo literário? Turismo de leitura? Seria um tema interessante a desenvolver, aliado por exemplo a uma boa comidinha!

    Afinal são Quintas de leitura… um conceito também interessante, é claro!

    Boa sessão são os meus votos, e as melhoras, cá desde a Cidade Morena, novamente agitada pela visita presidencial agora do Ji-Lou, que vem competir com o Tio Celito, num teste à popularidade, que tenho a certeza este ganha, enquanto presidente de Portangola como se dizia aí na rua (e repetiu na televisão) sendo mesmo classificado pelo povo como "o melhor presidente do Mundo", ahahah! Isto só com portugueses, garantia outro entrevistado espontâneo.

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    Respostas
    1. candidato-me a anfitriã do dito turismo literário. Sou cozinheira mediana e ninguém ficaria de estômago vazio. E acredito ser capaz de criar assim uns recantos de leitura numa casa sossegada. E livros, sem ter muitos, teria suficientes.

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  2. Está realmente em óptima companhia. Sou um admirador do Rui Vieira Nery, não especificamente quando fala sobre fado, mas quando disserta sobre a outra, a "clássica". Aí fico embevecido com as histórias que conta, os conhecimentos que revela sobre cada obra ou período histórico, o bom gosto na selecção das interpretações das peças musicais.
    Por outro lado, falar da sua escrita para o fado com a voz enrouquecida pela rinite dá um ar mais "castiço" e autêntico, o que vem a calhar com a matéria em questão. O público vai com certeza adorar.
    Umas rápidas melhoras.

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  3. Gosto muito de todos, gosto muito do Porto, gosto de algum fado, gosto muitíssimo da Rosário (boas melhoras!) mas, e perdoem-me a tonteria, adoro o Lamares e o Zambujo.
    E escusado será dizer que lamento imenso não poder passar o serão convosco...

    Maria

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  4. Em Portugal, existe a crença de que o sol na cabeça provoca gripes, constipações e outras doenças do género. É falso. O que faz mal são as diferenças de temperatura sem adaptar o vestuário. O sol na cabeça, ou no corpo em geral, aquece, claro, por vezes, até faz suar. Apanhando um ventinho, uma corrente de ar, enquanto o corpo está quente, é constipação pela certa. O sol na cabeça, por si só, não provoca doença (claro que as crianças, sendo mais frágeis, devem ser protegidas com chapéu, mas por outras razões, que não têm a ver com constipações e gripes; os adultos, normalmente, não precisam).

    Resta-me desejar-lhe boa sessão.

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  5. Vai ver, Rosário, que melhora até à hora do sarau. E sim, António Zambujo é aquele alentejano que todos temos no coração. Não talvez ele mesmo, que o não conhecemos, mas a voz que tem e o dom interpretativo com que nasceu e tem aprimorado. Que todo o naipe é excelente. Portanto, vai ser em grande, sim senhora. E parabéns pelas quintas de leitura que se lembraram de si e da sua poesia.
    Tudo de bom para vocês

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