Manter viva a memória
Quando saiu aquela legislação relativa à protecção de dados, chegavam sei lá quantos e-mails por dia a perguntar se eu queria continuar a receber informação deste e daquele rementente. E não hesitei em manter a recepção da newsletter do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) porque, regra geral, traz coisas muito interessantes e boas sugestões para as manhãs de domingo. A prová-lo, a actividade que amanhã se realiza: uma homenagem ao jornalista e escritor Paulo Varela Gomes, que teve uma carreira literária curta mas promissora e infelizmente interrompida bruscamente antes do que seria desejável, em 2016. Morreu deixando, creio, três livros de ficção, mas, como jornalista, dedicava-se bastante à crítica de arte e julgo ser nesse sentido que o MNAA o recordará amanhã, pelas 18h00. Os intervenientes serão, além de António Filipe Pimentel, director do museu, Alexandra Markl, Miguel Figueira de Faria, Raquel Henriques da Silva e Joaquim Oliveira Caetano.
Ainda bem que se lembraram do Paulo Varela Gomes.
ResponderEliminarDescobri-o com as Crónicas Ouro e Cinza (uma maravilha) e com um texto admirável publicado na Granta.
Agradeço à Tinta da China ter publicado todos os livros dele, que li com admiração (pela obra) e com comoção, pelo fim que já se adivinhava...
É nestes momentos que lamento morar tão longe de Lisboa.
⚘
Maria
Também gostei dos programas de televisão que fez em terras do Oriente.
ResponderEliminarEnquanto romancista, só me recordo de "Era uma vez em Goa".
ResponderEliminar"Conheci-o" melhor como co-autor do citado programa de que fui lembrar o nome: O Mundo de cá! Era muito interessante se bem me recordo.
Aliás é pena que as nossas TV não invistam mais em programas deste género, e, sobre o nosso passado no Mundo, assim como na nossa comunidade por esse Mundo! Fosse a NG ou o Canal História, Odisseia, portuguesa e teriam um manancial Extraordinário que se calhar saberiam aproveitar, e, talvez fosse uma forma de pôr os portugueses de bem com a sua própria história e com a sua cultura, que a maioria não sabe de onde nos vem!
Isto apesar de não ter o fascínio do Oriente, sou afro-Sul-americano, mas Goa em particular atrai-me muitíssimo , talvez só o Expresso do Oriente me fascine também, mas bastante menos!
Saudações cá do Resto do Mundo, onde fica a Cidade Morena!
Ó Paxeco mas a(s) nossa(s) TV não invistem em programas sobre o nosso passado/nossa comunidade por esse mundo fora? Vê-se logo que andas a dormir-então ainda no domingo, com grande pompa e circunstância, foram celebrados na TV os 20 anos de carreira desse grande grande labrego, ordinário e anedota Fernando Rocha digno representante dos tugas, basta vê-los (os tugas) aos berros, qual adepto de futebol a comentar o jogo visto, nos programas imbecis que por aí pululam pejados de Cautelas, Raminhos, Mourões e demais idiotas (heróis dos tugas).
EliminarAs nossas TV são uma maravilha - exceptuando, claro, trombudos como o jornalista e escritor Rodrigues Guedes de Carvalho, que nunca será um tuga com t grande- claro que também os há, felizmente!
Quem apelidou de Tuga os portugueses acertou em cheio!
Não sei a idade do senhor, mas acho-o um bocado bota de elástico assim, mesmo sem hífenes, segundo o novo AO). Lá que Raminhos, Cautelas e Mourões não tenham assim tanta piada, ainda concordo, mas daí até chamá-los de idiotas, acho que não, pois podem não ser bons a fazer rir, mas parecem ser boas pessoas! Até prova em contrário...
EliminarSe não gosta deles, deixe lá de bater no ceguinho e fale dos que gosta! É mais agradável!
Olhe, eu até simpatizo com eles, apesar de não lhes achar muita graça!
Quanto ao Fernando Rocha, ouvi-o uma vez, por cinco minutos e, a não ser que só nesses cinco minutos tenha dito alguma coisa de verdadeiramente anedótico, até gosto dele!
E olhe que eu gosto de ler e até obras clássicas!
Por isso, senhor Severino, há gostos para tudo!
Quanto ao Raminhos,pode não ter muita piada, mas viu um programa que ele fez na RTP1 chamado "Missão 100% português", em que começou por se desfazer de tudo o que tinha em sua casa que não era português, para ir comprando aos poucos o que precisava, tendo comprado só produtos de origem nacional? (O carro que comprou não era português, mas montado em Portugal, o telemóvel e o computador feitos cá, roupas e alimentos de cá e tudo português?) Se não viu, perdeu um bom programa. Dá, em reposição, à terça-feira à noite, após o concurso Joker, na RTP 1.
Cândida
Obviamente que não me estou a pronunciar sobre o aspecto pessoal ou sobre o carácter das pessoas mas sim sobre o seu desempenho num meio educativo e cultural, e nisso eles teem responsabilidades que naturalmente não poderão desdenhar.
EliminarAh, o expresso do oriente é assim um sonho de toda a gente, creio eu. E vai-se a ver, se nós lá viajássemos, era um comboio normalíssimo:). Isso é que não. Mais vale ficar com o sonho. Diz a raposa para as uvas.
EliminarExtraordinária Cândida permito-me ainda esclarecer uma sua dúvida: tenho a idade do Enoch Wallace, personagem da "Estação de Trânsito" do Clifford Simak.
EliminarÓ extraordinária Cândida tenho o gosto de esclarecer uma sua dúvida: tenho a idade do Enoch Wallace, personagem da "ESTAÇÃO DE TRÂNSITO" do Clifford Simak.
EliminarRepeti-lapso meu!
EliminarPaulo Varela Gomes não era jornalista no sentido (embora tenha escrito para jornais durante muitos anos, como cronista), mas sim Historiador de Arte, um dos mais considerados professores da Faculdade de Letras de Lisboa na sua área, de modo especial na História da Arquitectura. Deixou cinco livros de ficção, um deles póstumo, além de vários da sua especialidade académica e duas reuniões de crónicas.
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