Livros de verdade
Se me encontro um pouco cansada (e desconfiada) em relação a muito do que hoje se faz em algumas artes visuais (instalações, instalações, instalações), o meu interesse tem crescido noutras áreas que com essas se tocam, como a arquitectura, o design ou a fotografia. Daí que possa considerar uma excelente surpresa a oferta recentíssima (na verdade chegou anteontem pelo correio) de um livro – como classificá-lo? – de verdades e recordações assinado (e autografado, ainda por cima!) por Enrico Baleri, um designer e arquitecto italiano. Juro! (é um primeiro volume), foi publicado pela editora Exclamação e prefaciado por Maria Bochicchio, uma professora italiana que vive há muitos anos em Portugal, que é também uma das tradutoras, com José Manuel Vasconcelos e Maria da Luz Machado. O livro tem a aparência de um tijolo, mas é tudo menos pesado ou massudo. Efectivamente, em cada duas páginas, tem «apenas» um título, um texto normalmente curto e uma imagem (fotografia ou pintura). E tão depressa passam por lá filmes de Fellini como árvores amadas ou simples fotografias dos netos do autor, por sinal, bem bonitos. Pequenas lembranças e episódios de vida que servem para trazer o passado para o presente, que são individuais mas inequivocamente universais, eis um livro bonito e diferente que vale muito a pena espreitar e ler aos bocadinhos, degustando. Mas que belo presente.
Parece-me muito interessante, e o tipo de livro que os meus olhos já cansados agradecem agora.
ResponderEliminarVou tentar encontrá-lo.
⚘
Maria
Ainda aqui volto para dizer que gosto imenso da Exclamação, a editora dos belíssimos Diários da Natureza, da Luísa Ferreira Nunes, manuscritos e ilustrados pela própria.
EliminarDestaco também a edição da Alice: uma maravilha.
E aviso já que não tenho comissão nas vendas, é mesmo só admiração.
⚘
Maria
Há diversas vertentes ou razões, nos e para os livros que muitas vezes compõem as nossas bibliotecas!
ResponderEliminarDigo "nossas" , referindo-me aos Extraordinários que somos amantes de livros e de leitura.
Mas, não só! Porque os livros não se reduzem à leitura, há outras formas de tirar deles prazer, como é o presente caso, esse é um livro "de ver" .,As imagens que ele contém são a sua razão.
Eu gosto muito de livros de imagens, livros de ver!
Claro que o prazer tirado deles tem a ver com os nossos interesses pessoais como lapalissianamente se deduz. (o corrector marca erro… porque será? Creio que o termo não se escreve com L, paciência) .
Saudações lapalissianas cá da Cidade Morena!