Sessão memorável
Publiquei um livro maravilhoso (gaba-te, cesto) de um escritor flamengo contemporâneo, Stefan Hertmans, que descobri por ter andado quase sempre a par do romance de Han Kang (A Vegetariana) e o New York Times o ter destacado como um dos livros do ano (2017). E é mesmo uma maravilha que não se pode deixar de ler: chama-se Guerra e Terebintina e, resumindo muito, fala de um avô cuja ambição era pintar mas passou anos a combater na Primeira Guerra Mundial e nunca pôde dedicar-se ao que gostava; além disso, casou-se com a irmã da rapariga que amava (só lendo saberão porquê) e acabou a sua vida a registar lembranças nuns caderninhos que foram, depois da sua morte, passados os 90 anos, parar à mão do neto (que é justamente Stefan Hertmans). Aparenta-se com algumas obras de Sebald, foi ultrapremiado internacionalmente e traduzido em metade do mundo. E o autor está cá hoje, para uma sessão que eu presumo vai ser memorável, pois serão dois netos de ex-combatentes na Primeira Guerra Mundial (o autor e Nuno Rogeiro) a conversar sobre os respectivos avôs, e uma grande jornalista a mediar a conversa (Susana Moreira Marques). Venham e não se arrependerão! Na Livraria Buchholz às 18h30.

Para não esquecer a parte do livro maravilhoso, já o registei na lista dos "livros extraordinários"), Rosário. :)
ResponderEliminarComo alguém dizia ontem, o blog da Rosário nunca desilude.
ResponderEliminarMesmo não podendo ir, é bom saber o que se vai passando na capital do Reino
E há aí dois nomes que me interessam muitíssimo:
W. G. Sebald e Susana Moreira Marques.
Fiquei com vontade de conhecer a escrita do Stefan Hertmans.
⚘
Maria
Umas horas que seriam bem passadas. Desejo-vos uma óptima sessão. Entretanto, fica a sugestão do livro :).
ResponderEliminarFlamengo… belga ou holandês? A Holanda não entrou na guerra (creio eu) pelo que deve ser belga-flamengo.
ResponderEliminarA conversa será interessante, mas o livro afigura-se-me que o será mais!
Saudações pacíficas cá da Cidade Morena!
Só hoje verifiquei que também se escreve terebintina. Quando casualmente escrevi e publiquei este termo, fi-lo pela forma terebentina, pois trabalhei com este diluente para tintas utilizadas em incipientes pinturas a óleo sobre tela e madeira.Suponho que terebentina é uma derivação, tal a outra, do grego, mas pronuncia-se muito melhor, uma vez que a segunda vogal do alfabeto é mais aberta que a terceira.
ResponderEliminarO avô flamengo não "passou anos" na I Guerra - os quatro, entre 1914 e 1918 - embora mais do que os combatentes portugueses no mesmo "teatro" de operações (apenas 2). Sei que a força da expressão "passou anos" introduz no leitor um período de vida mais longo, embora a guerra tenha produzido continuidade na falta do desejo de pintar do avô.
Estou longe, mas não podendo estar na Buchholz, certamente terei acesso ao livro, uma vez que já publiquei um sobre a I Guerra Mundial.
Ah!... E quero manifestar o grande apreço pelos funcionários da Buchholz, sobretudo grandes profissionais (mesmo para além da hora de expediente), designadamente na apresentação de obras. Falo assim, porque fui muito bem tratado quando lá apresentei uma das minhas. Simpatia, profissionalismo, atendimento e conhecimento da matéria, eles eram assim, certamente ainda são assim.
Estou a lê-lo, maravilhoso qb, estou a gostar, obrigado :)
ResponderEliminarEstou a lê-lo, maravilhoso qb, estou a gostar, obrigado :) Humberto Baião - Évora
Eliminar