O nosso vencedor
Hoje começarei o dia com o vencedor da última edição do Prémio LeYa, Itamar Vieira Junior, que vem às Correntes d'Escritas e estará em Lisboa para dar entrevistas e lançar o seu belo e comovente romance. Torto Arado fala de duas irmãs, Bibiana e Belonísia, filhas de trabalhadores de uma fazenda no Sertão da Bahia, descendentes de escravos para quem a abolição é uma data marcada no calendário e nada mais. Intrigadas com uma mala misteriosa sob a cama da avó, pagam o atrevimento com um acidente que mudará as suas vidas, tornando-as tão dependentes que uma será até a voz da outra. Mas, com o avançar dos anos, a proximidade vai desfazer-se : enquanto Belonísia parece satisfeita com o trabalho na fazenda, Bibiana percebe desde cedo a injustiça da servidão que há três décadas é imposta à família e decide lutar pelo direito à terra. Para isso, porém, é obrigada a partir, separando-se da irmã... Para a semana, fazemos uma sessão em Lisboa, que lembrarei oportunamente. Entretanto, o livro está aí para quem o quiser ler.

Parece-me uma excelente proposta, esse romance!
ResponderEliminarO tema é muito interessante, estimo que tenha sido desenvolvido como merece, e, diria que ao ser premiado tenha sido efectivamente tratado como tal.
Saudações ao autor, a quem desejo agora o maior sucesso nas vendas o que também me parece ser sempre positivo!
Um abraço cá da Cidade Morena de Benguela.
A segunda-feira, com a nota de premiado romance, se lhe fica melhor! Vai para lista de compras "Torto Arado". Inclusive o Brasil ano de 2018, evidenciou a produção de obras e tanto o Teatro com espetáculos ou as séries na TV, sob o tema do colonialismo; especificamente (abordagem) escravatura. Este privilegiado e desconhecido escritor brasileiro, muito nos honra participar o florescer às Correntes d'Escritas. Amei a capa de imagens sobrepostas 'sugerida' em cores quentes. Quietinha, silenciosa ou repousada se lhe dispensa o drama e lha traduz solicitude o amplo dispositivo de labores e memórias quer literárias ou não. Comparação primeiramente inevitável na cadência produtiva e premiada em revelações com temas históricos.
ResponderEliminarCláudia da Silva Tomazi
A capa é bonita e pela sinopse parece um bom romance. Ainda não li este escritor.
ResponderEliminarOntem não recebi esta crónica, por vezes acontece.
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