Matar dois coelhos
«Matar dois coelhos de uma cajadada» é o que hoje vou fazer à Figueira da Foz, embora o PAN me aconselhasse certamente a «matar» a expressão de uma vez por todas ou trocar talvez os coelhos por duas pedras, ou qualquer outra coisa que se presuma «insensível» e não possa mexer-se ou queixar-se dos meus «tirinhos». Pois bem: às 18h00 lançamos no edifício do Museu e da Biblioteca Municipal da Figueira da Foz o mais recente romance de António Tavares, Homens de Pó, que já referi aqui no blogue como sendo uma narrativa que atravessa o ano de 1975 e tem por protagonistas uns quantos desgraçados que, vindos das colónias, constroem uma auto-estrada no Norte de Portugal e assistem à desordem do País num ano muito especial (o da Ponte Aérea, onde também vieram). E depois, no espaço da biblioteca, haverá lugar pelas 21h30 a mais uma sessão das 5.as de Leitura, que desta feita convidam Afonso Reis Cabral para falar do seu mais recente livro, Pão de Açúcar, sobre o homicídio de um transexual na cidade do Porto perpetrado por um grupo de adolescentes. Se estiver por aquelas bandas, não falte.
Aconselhava-a a informar-se melhor e não se deixar levar pelas parangonas. A sua opinião, queira-se ou não, tem peso na opinião dos outros. Venho percebendo nos seus textos alguma animosidade para com aqueles que não põem o homem no centro do mundo, mas exige-se no mínimo alguma honestidade intelectual.
ResponderEliminarCaso tenha preguiça para procurar por si, deixo-lhe a ligação para consultar o que diz o próprio PAN sobre o boato que se instalou e que a MRP vem ajudando a espalhar, mesmo depois de, num dos comentários a um seu post anterior, já lho terem reparado.
http://www.pan.com.pt/comunicacao/noticias/item/1722-esclarecimentos-alteracao-proverbios.html
Muito passeia! Que inveja me faz!
ResponderEliminarBom dia. Se o disser "parco farelo e vinho para porco é pouco" nem tenho informações (suficientes) quiçá, bom entendedor. Tem coisas que funcionam e outras, ajeitam-se; até as seculares dietas do entendimento.
ResponderEliminarCláudia da Silva Tomazi
É curioso fazer notar que o nosso desconhecido comentador não se dedica senão à sua farpa, desprezando o encontro literário que nos traz (hoje está bem escrito!) aqui.
ResponderEliminarTemos portanto censura, atenta e activa? Será isso? O PAN já policia o que se diz e escreve?
Como a palavras loucas, orelhas moucas, vamos ao que é o nosso tema de pessoas, sejam elas ou não o centro do Mundo, mas sendo nós humanos é natural que assim seja, ou não é? Até porque não consta que os animais tenham essa consciência, ou então por oposição ao antropocentrismo de que nos acusa o censor, o referido coelho seria lagomorfocêntrico e por aí fora. Tal seria a confusão!.
Ai que já prevejo resposta indignada, a que não conto responder e nem alimentar essa polémica neste espaço, que é de literatura e livros, não de política.
As farpas… pois se até há uma obra de referência com esse nome, fazem parte.
Mas como tenho as costas largas, não me apoquentam.
Homens de pó, como já disse no outro post sobre a obra, afigura-se-me ser um romance com muito interesse, numa altura em que finalmente se começou a ver a colonização, a guerra colonial e a descolonização, já não apenas segundo aquilo que os regimes ante e pós-25 de Abril pretendiam que era e sim com a objectividade de quem, passado o tempo para deixar arrefecer ânimos e acalmar sentimentos revolucionários nem sempre justos, pode finalmente falar sem beliscar nem ofender uns e outros.
Acredito que será muito interessante a apresentação e poder falar com o autor.
Também me parece que será interessantíssima a oportunidade de contactar Afonso Reis Cabral, pois este seu segundo romance foi para mim uma forte pancada na cabeça, no bom sentido… acho que temos escritor, acho que temos Homem no sentido mais lato do termo o que é bom verificar depois da referência animalista que nos ameaça coartar a expressão e a actuação. O tema de Pão de Açúcar é de sensibilidade extrema, pelo conjunto dos personagens em si, garotos de uma instituição e a transsexualidade, e está muitíssimo bem tratado. Foi um dos livros mais marcantes que li em 2018.
Peço que saúde da minha parte ambos os autores, e lhes transmita o meu interesse e apoio mesmo sem ter ainda lido um deles, mas faço-lhe voto de confiança!
Saudações antropocêntricas cá da Cidade Morena !
OBS: Logo de manhã fui ali ao quintal espalhar o pão duro esmigalhado para a passarada que ingratamente me desbasta o maracujá e debica os figos e mangas, e, mudar a água do bebedouro, por isso a minha quota-parte quanto ao bem-estar animal está feita!
Quando for na auto-estrada lembre-se dos desgraçados.
ResponderEliminarDos desgraçados anónimos? Isso ainda vai dar um partido político…
EliminarAhahah!
Já me esquecia:
ResponderEliminarUm grande abraço de parabéns ao Extraordinário Fernando Costa!!!!!
Que conte muitos, sempre a ler e com os olhos que Deus lhe deu e lhos mantenha!
São os meus votos aniversariantes cá da Cidade Morena.