Crónica e exposição
Aqui vai a crónica que ainda não tinha partilhado:
https://www.dn.pt/edicao-do-dia/26-jan-2019/interior/erros-seus-ma-fortuna-10482317.html
Aproveito para divulgar uma exposição na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova, na Costa de Caparica, de Jorge Calado (também cronista do jornal Expresso), que me pareceu bastante interessante e nasceu de um acaso (uma inundação) com livros (estragados?). Tem que ver com química, claro, mas parece-me belíssima para qualquer leigo na matéria. Deixo um apontamento. Estará patente até final do mês.

Subscrevo tudo o que diz no artigo - com a reserva de "hipocentro" me parecer correcto (corresponde em profundidade ao "epicentro" à superfície). Vivemos tempos de indigência a todos os níveis, um ocaso civilizacional. Isto para começar o dia com um sorriso nos lábios!
ResponderEliminarVotos de um feliz fim de semana.
A quem nunca aconteceu um livro molhado? Com água, café, chá...
ResponderEliminar… lágrimas …
EliminarComo diz e muito bem o Jorge, vivemos tempos de indigência a todos os níveis, um ocaso civilizacional.
ResponderEliminarA propósito, hoje a TAP está a baptizar um avião com o nome de Zé Pedro homenageando assim um guitarrista (ainda por cima vulgar) e uma vida de alcool e drogas.
Chama-se a isto, em bom português, "estar entregue aos bichos".
Quanto à crónica, não me leve a mal que diga que me parece ser lógicu aquilo do "autoculismo" ...
ResponderEliminarPorém, antes de o puxar convém utilizar um bocadito de papel higiénicu...
Basta ler a miséria dos rodapés das várias tv's:
ResponderEliminar1 grande desafio
1 atropelamento na IC 2
Embora concordando em parte com a sua crónica, nomeadamente quanto ao desempenho linguístico de alguns escritores atuais, não posso deixar de dizer que a Maria do Rosário Pedreira compara duas épocas distantes - os seus tempos de estudante da primária e os tempos de estudante do 1.º ciclo, a antiga primária de agora -, sem atender ao facto de que circunstâncias mudaram que explicam o facto de parecer haver menos propriedade no domínio da língua: por um lado, há hoje mais gente a estudar do que no tempo da MRP e uma grande percentagem dos alunos não tem acesso a bons livros desde cedo; por outro lado, as exigências do ensino hoje são maiores do que no tempo da MRP: para além de saberem bem as normas linguísticas, de terem um bom domínio da leitura, escrita e oralidade, os professores têm de saber transmitir esses conhecimentos através das pedagogias adequadas - que não são as reguadas do tempo da MRP - ; os métodos de ensino atuais ainda são os do século XIX e têm de mudar.
ResponderEliminarQuanto à quota parte da responsabilidade dos professores, não pode ser ignorado que a mudança dos métodos de ensino está dependente de muitos fatores também: muito trabalho colaborativo e paciência e tempo, também, por exemplo.
Assim, para mim, e não sou a única, pois muitos professores universitários têm essa opinião,o domínio da língua portuguesa não é assim tão mau, considerando que houve essa democratização de que falei, alargando-se o ensino a um maior número de portugueses, portugueses estes, que, repito, não tem, muitos deles, acesso a bons livros, cujo peso nesse domínio da língua não pode ser ignorado.
Penso também que, com o tempo, o domínio da língua portuguesa melhorará.
Cândida
EliminarAcrescento que me parece que seria uma boa política os candidatos a professores de português fazerem um exame do domínio da língua portuguesa com critérios muito rigorosos que só deixassem passar os melhores. Com isto e conjugando aplicação de boas pedagogias no ensino por parte desses professores e incentivo à leitura, os alunos teriam, de certeza, melhor desempenho.
Concordo com o artigo e não estou a puxar “”gracha””/graxa à MRP. Pretendo, à minha maneira, “justificar” os exemplos trazidos pela autora.
ResponderEliminarVejamos…
Se o protagonista "pousa" para a fotografia, refere-se a alguma gaivota que decide pousar no Cais das Colunas para a fotografia do turista.
Quanto à "instância" balnear deve referir-se a algum tribunal ou superior situado à beira-mar; melhor seria tribunal de primeira ou segunda "estância".
Os negócios "fluorescentes" são aqueles que são feitos sob iluminação de lâmpadas fluorescentes.
Os sismos têm um "hipocentro" algures, porventura uma metáfora de um coice de potente cavalo alado do Universo.
Quanto ao "autoculismo", alinho pelas hipóteses do ASeve.
Com tantas eminências a escreverem assim, não me admira que esteja iminente um novo acordo Hortográfico (perdão, ortográfico) que as admita.
Não quero ser anónimo.
EliminarSou Fernando Costa.
Permita-me uma observação: o acordo deverá ser otográfico… escrevendo livremente cada um como diz ou ouve…
EliminarAbraço cá de Benguela!